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Não existe crime perfeito: Clube de leitura online discute livro de Marcos Linhares

Comunicação FAP

O Clube de Leitura Eneida de Moraes, organizado pela Biblioteca Salomão Malina, realizará no dia 6 de maio uma sessão de debate online sobre o livro Não existe crime perfeito: Laerte Bessa e os crimes que abalaram a capital do Brasil, de autoria do jornalista Marcos Linhares. O autor e os participantes do grupo vão discutir os principais pontos da obra, produzida com personagens reais e um sabor de ficção.

O público poderá assistir ao debate e enviar perguntas por meio das páginas da biblioteca e da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) no Facebook e do canal da entidade no Youtube. Para solicitar acesso à sala do aplicativo do Zoom e participar diretamente do debate, basta enviar solicitação para o WhatsApp oficial da Biblioteca Salomão Malina, que é vinculada à entidade, pelo seguinte número: 61984015561

Veja, abaixo, o vídeo do debate:

https://www.youtube.com/live/0iHGXJ-PuKc?si=XP2OXr_MXtGsURWA

O livro trata de casos que chocaram a opinião pública como o de José Carlos (que envolveu o assassinato de Ana Elizabeth Lofrano, pornografia, escândalo dos anões do Orçamento entre tantos desdobramentos); o de Pedrinho; o do sequestro de Cleucizinha (filha do então senador brasiliense Luiz Estevão); o do acidente com o cantor Leonardo e o de Marcelo Bauer (matou a namorada e desafiou a polícia a capturá-lo).

Essas são algumas passagens que fizeram parte do cotidiano da vida do ex-chefe da Polícia Civil do Distrito Federal e ex-deputado federal, Laerte Bessa, e que foram esmiuçadas na intrigante narrativa. Entre casos e histórias da vida, a dura realidade da luta diária contra o crime. Imprensa, Ministério Público, políticos e demais atores que, dependendo da situação, ajudam ou atrapalham a condução policial. Bessa convidou os agentes e delegados que participaram com ele das investigações e da gravação dos depoimentos para o livro.

Durante a sessão online do clube de leitura, outros detalhes serão explorados pelo autor diretamente com os participantes do grupo e demais internautas, a fim de detalhar ainda mais a riqueza de detalhes e curiosidades da obra.

Sobre o autor

Marcos Linhares é biógrafo, consultor político, jornalista e escritor, autor de 12 livros, dentre eles, Faço, Separo, Transformo e Não existe crime perfeito. Presidente Sindicato dos Escritores do DF, coordenador-Geral da 32ª Feira do Livro de Brasília, membro do Comitê Gestor da Feira do Livro de Brasília, jornalista responsável das revistas Impressões (Abrapol - Associação Brasileira dos Papiloscopistas Policiais Federais) e Farma in Forma (CRF-DF- Conselho Regional de Farmácia do DF)


O que fazer em Brasília: Slam DéF realiza batalha de poesias no Conic no sábado

Comunicação FAP

Com apoio da Biblioteca Salomão Malina, mantida em Brasília pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), o grupo Slam DéF realizará no sábado (20/4), a partir das 10h30, mais uma batalha de poesias. Será no Espaço Arildo Dória, localizado na parte superior do espaço de leituras, no Conic, tradicional centro comercial e cultural no centro da capital do país.

O grupo Slam DéF integra pessoas de qualquer idade, cor, raça, etnia e orientação sexual. Originalmente, este tipo de agremiação de pessoas nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Chegou ao Brasil duas décadas depois. No Distrito Federal, começou em 2015, com o Slam-DéF, que também atua no Entorno.

Interessados podem solicitar mais informações por meio do WhatsApp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61984015561)


Vidas Passadas: filme será discutido em evento online do Cineclube Vladimir Carvalho

Comunicação FAP

O Cineclube Vladimir Carvalho, organizado pela Biblioteca Salomão Malina, vai realizar, no dia 29 de abril, a partir das 19h30, um debate virtual sobre o filme Vidas Passadas, dirigido e roteirizado pela sul-coreana-canadense Celine Song, em sua estreia na direção de longas. O evento online terá como anfitriã a crítica de cinema Lilia Lustosa. A mediação será realizada pelo jornalista Luiz Carlos Azedo.

Interessados podem solicitar acesso à sala online e mais informações por meio do WhatsApp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61984015561).

Veja, abaixo, o vídeo:

https://youtube.com/live/UiYRyAFuhk0

A trama do filme se passa entre Nova York e Seoul, com passado e presente (tanto dos personagens como da diretora). Os protagonistas são Na Young (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo), dois colegas de escola e vizinhos de bairro na infância, que se separam e se reencontram já na vida adulta.

“O filme aborda imigração, de renascer, de se reinventar, de não pertencer e de, ao mesmo tempo, não querer, ou não se permitir se desconectar completamente do passado, de quem somos na essência, de nossas raízes… Um não desenraizar-se sem, porém, deixar que galhos cresçam a ponto de atrapalhar a adaptação ao novo mundo”, explica Lilia Lustosa.

Além disso, segundo a crítica de cinema, há a questão das escolhas feitas, das decisões tomadas, dos amores passados, de histórias iniciadas e interrompidas. “Será que dá para retomá-las tantos anos depois? Vale a pena?”, pergunta Lilia Lustosa.

De acordo com ela, o ritmo lento com que Celine Song compôs seu filme permite espaços para contemplação e para a reflexão. “Isso somado à escolha dos atores, que dão alma e luz à história ali contada, torna ‘Vidas Passadas’ desde já um filme inesquecível e uma excelente estreia no mundo da cinematografia”, afirma.


Especialistas debatem desafios e perspectivas da literatura na infância

Comunicação FAP

A Biblioteca Salomão Malina, mantida em Brasília pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), realizará, na quarta-feira (17/4), a partir das 19h30, um debate online sobre os desafios para a formação de leitores e as perspectivas no contexto da educação brasileira. As especialistas Pollyana Gama, Yaciara Durte e Soraia Magalhães discutirão o assunto, com a mediação da ex-secretária do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) Renata Costa.

O público poderá assistir ao debate e enviar perguntas por meio das páginas da biblioteca e da fundação no Facebook e do canal da entidade no Youtube.

Veja, abaixo, o vídeo do debate

https://www.youtube.com/live/-cf2kCeYv4Q?si=9pg5vRM9BOSLnW3d

O evento se torna ainda mais relevante neste mês de abril em razão de duas datas importantes que celebram a literatura infantil: dias 02 (Dia Internacional do Livro Infantil) e 18 (Dia Nacional do Livro Infantil).

Na avaliação da gestora do Palavralida e ex-secretária do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), Renata Costa, é necessária uma formação de mediadores de leitura, especialmente no contexto da educação infantil. "Como mencionado no Eixo 2 do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), essa formação é crucial para garantir que os profissionais envolvidos na promoção da leitura estejam devidamente preparados para desempenhar seu papel de forma eficaz", assevera.

Os maiores gargalos na consolidação da formação de leitores geralmente estão relacionados à falta de capacitação específica para os educadores, bibliotecários e outros profissionais no que diz respeito à mediação de leitura. "Muitos profissionais podem não estar familiarizados com as melhores práticas de mediação de leitura, o que pode limitar sua capacidade de envolver as crianças de forma significativa com os livros", acentua Renata.

A solução para esse problema passa pela implementação de programas de formação em mediação de leitura, tanto em nível acadêmico quanto em treinamentos contínuos para profissionais em exercício. "Esses programas devem abordar as técnicas de leitura em si, bem como a compreensão do desenvolvimento infantil, estratégias de engajamento, diversidade literária, a qual chamamos de bibliodiversidade e adaptação às necessidades individuais dos leitores", pontua.

A participante Yaciara Duarte, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Letramento Informacional pela Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a necessidade de se garantir locais de leitura desde a primeira infância.

"Por isso, a biblioteca se torna um espaço tão valioso e necessário porque o investimento em livros hoje é muito oneroso para as famílias. Ter esse espaço de leitura, em cada cidade, principalmente nas áreas de periferia, onde o livro é de difícil acesso, é o primeiro passo para que sejam formados leitores e que o livro também seja instrumento lúdico, que desmistifique a leitura apenas como forma de avaliação e aprendizado, mas que seja visto, desde sempre, também como fonte de tranquilidade e de prazer", diz Yaciara.

A criadora do blog Caçadores de Bibliotecas, Soraia Magalhães, afirma que a inclusão digital e o acesso ao livro físico estão entre os principais desafios hoje. "A valorização das bibliotecas públicas e escolares pode tornar o futuro mais democrático. Mas, para além da aquisição de livros, se faz necessário criar bibliotecas que se fortaleçam por uma rede de ações, que permitam mediar informações, criar ambientes agradáveis e aconchegantes e oferecer propostas que insiram novos olhares sobre o papel de cada pessoa em torno da coletividade", explica.

Para mais informações, entre em contato com a Biblioteca Salomão Malina, por telefone ou WhatsApp, pelo seguinte número: 61984015561.

Participantes

A seguir, confira um resumo sobre as especialistas.

Renata Costa: Suplente do Conselho Curador da Fundação Astrojildo Pereira (FAP), gestora do Palavralida, escritora, ex-secretária do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), em composição interministerial (Ministérios da Cultura e da Educação), e ex-coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas do Rio de Janeiro. É palestrante e tem vasta experiência no mercado editorial e livreiro. Instagram: @renatascosta_

Pollyana Gama: Professora, escritora, pós-graduada em Gerência de Cidades e mestre em Desenvolvimento Humano com especialização em Liderança Executiva para Primeira Infância, Neurociência e Educação Sistêmica. De 2005 a 2016, foi vereadora; de 2016 a 2018, deputada federal; de 2019 a 2020, secretária de Educação de Ubatuba, litoral norte de SP; e, de 2020 a 2023, titular no Conselho Estadual de Educação de SP. Escritora, reúne publicações de literatura infantil e participação em coletâneas. Atualmente é doutoranda em Ciências da Reabilitação pela Universidade de São Paulo
(USP) e membro do Conselho Consultivo da FAP. Também é autora dos seguintes livros: Barulhinhos da tarde (2021), Uma escada para o céu (2018) e Barulhinhos da manhã (2016). Instagram: @_pollyanagama

Yaciara Duarte: Professora, bibliotecária escolar, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Letramento Informacional pela Universidade Federal de Goiás (UFG), licenciada em Pedagogia e graduada em Biblioteconomia pela UnB (2010). Instagram:@_yaciiara

Soraia Magalhães: Bibliotecária, é amazonense, escritora de livros infantis com enfoque temático para as bibliotecas, leitura e livros. É criadora do blog Caçadores de Bibliotecas, em que apresenta informações sobre ambientes culturais diversos do Brasil e outros países. No âmbito acadêmico tem formação em Biblioteconomia e mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia, ambas pela Universidade Federal do Amazonas. Nos últimos anos, desenvolveu ativismo no campo das bibliotecas públicas, fator que motivou a criação do Movimento Abre Bibliotecas, em Manaus, em 2012, o que lhe levou a ser incluída no Movers & Shakers 2013, nos Estados Unidos. Também desenvolve estudos junto ao Programa de Doutorado em Formación en la Sociedad del Conocimiento, pela Universidad de Salamanca, Espanha, onde analisa a condição da biblioteca pública no estado do Amazonas. Seus livros infantis publicados são: Ai! Sou apenas um livrinho (2020), Leo e seus amigos, os livrinhos (2013) e Lia sempre lia (2012). Instagram: @tudocabenumlivro


Livro ‘Almeida, um combatente da democracia’ mostra legado de dirigente

Cleomar Almeida, coordenador de publicações da FAP

Cearense, jornalista, revolucionário e referência na luta pela democracia brasileira, Francisco Inácio de Almeida, de 81 anos, superou prisões, clandestinidades e exílios sem desanimar. Com sabedoria histórica, ele é um dos principais articuladores do Cidadania, que garantiu nova identidade ao PPS (Partido Popular Socialista), do qual foi secretário-geral e que evoluiu a partir do PCB (Partido Comunista Brasileiro), fundado em 1922.

“Almeida enfrentou prisões, clandestinidades e exílios sem nunca esmorecer no combate pelo Estado Democrático de Direito. Tem a Democracia como fundamento da sua práxis ou ação política. Este o seu maior legado. Ou seja, a tolerância, a solidariedade e a dedicação a uma luta”, escrevem os organizadores do livro Almeida, um combatente da democracia (Abaré Editorial, 140 páginas), Ivan Alves Filho e George Gurgel de Oliveira.

Ivan Alves Filho e George Gurgel de Oliveira (D) são os organizadores do livro Almeida, um combatente da democracia (Abaré Editorial, 140 páginas)

Com homenagem e registro da importância de Francisco Almeida para as forças democráticas brasileiras, o livro será lançado no dia 21 de maio, a partir das 10 horas, na Livraria Livro Técnico, de Sérgio Braga, ao lado do Flórida Bar (Rua Dom Joaquim, 54). O evento, realizado pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), sediada em Brasília, conta com a participação do jornalista que é descrito na obra como “articulador de pessoas e coisas na luta comum”.

Almeida é o retrato vivo da história de luta pela redemocratização do país, pela qual atuou, conjuntamente, com outros grandes nomes do PCB. Em Moscou, trabalhou com Luiz Carlos Prestes. No Brasil, com a volta dos comunistas ao país garantida pela Anistia, em 1979, integrou a direção máxima do partido, ao lado de Giocondo Dias, Dinarco Reis, Salomão Malina, Hércules Corrêa, Geraldo Rodrigues dos Santos, Paulo Elisiário Nunes, Sérgio Augusto de Moraes e do hoje presidente do Cidadania, Roberto Freire.

Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Filho de uma família de pequenos produtores rurais e que trabalhou desde menino em uma padaria, o dirigente carrega, em si mesmo, as várias formas pelas quais é chamado e a característica de integridade, como ressalta Freire. “Pra este antigo comunista, hoje cidadão do meu tempo, Chico. Pros (sic) cearenses, Inácio. Para o resto do Brasil, Almeida”, afirma o presidente do Cidadania.

“É um homem de luzes, sempre olha pra frente. Sua mesa de trabalho, uma bagunça organizada onde sabe encontrar cada um dos papéis que procura, é um sinal de sua criatividade. E pessoas criativas não param no tempo. Difícil ver Chico perder a calma. Mantém a tranquilidade mesmo nos debates mais acirrados. Debate ideias”, afirma Freire, em seu texto.

Caetano: "Percorreu o trajeto habitual de simpatizante para militante e de militante para dirigente partidário". Foto: FAP

O cientista político e diretor-geral da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), Caetano Araújo, lembra que Almeida aproximou-se do partido ao final dos anos 1950, perto dos seus 20 anos, quando estudava jornalismo e trabalhava em jornais de Fortaleza. “Em uma década decisiva na história nacional, que começou com o fortalecimento das lutas populares, passou pelo golpe de 1964 e culminou na radicalização da ditadura no rumo do fascismo, após o AI-5, percorreu o trajeto habitual de simpatizante para militante e de militante para dirigente partidário”, diz Araújo.

Para o dirigente do Partido Democrático, da Itália, o sindicalista Andrea Lanzi, Almeida é “democrata exemplar” e suas principais características são “humildade, cordialidade e respeito”. “Mesmo sendo ele um militante apaixonado pelas próprias ideias, sempre mantivemos um profundo respeito um pelo outro. Apesar do meu apoio ao Partido dos Trabalhadores, como responsável político do PD no Brasil, que ele considera uma posição equivocada, o companheiro Almeida sempre soube entender os meus posicionamentos”, conta ele, no livro.

Dura realidade nordestina criou em Almeida o inconformismo em aceitar as injustiças que, no Brasil, começam no Nordeste, avalia Aspásia Camargo. Foto: Divulgação

A dura realidade nordestina criou em Almeida o inconformismo em aceitar as injustiças que, no Brasil, começam no Nordeste, o principal responsável pelas escandalosas desigualdades econômicas e sociais do país, na avaliação da escritora Aspásia Camargo, ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).

“Este inconformismo certamente o levou a abraçar as causas do nosso Partidão, a procurar em Cuba um caminho para a América Latina e a encontrar em Prestes sua fonte de dedicação, ele que foi o único verdadeiro herói que tivemos, o herói da Coluna Prestes que varou 27.000 km invencível, denunciando as oligarquias. E sendo, afinal, a fonte inspiradora de Mao Tsé Tung em sua Longa Marcha que conquistou a China e surpreendeu o mundo”, afirma Aspásia.

Além das questões políticas e da intensa e incansável defesa de Almeida pela democracia, o livro também aborda aspectos familiares, mostrando a versão do “Pai Almeidinha”, conforme escreve o filho e jornalista Thiago Vitale Jayme. De um homem que inspira inúmeras pessoas, o exemplo é a melhor forma de ensinamento. “Você é um pai que ensina por meio do exemplo. A sua dignidade diante da vida é uma aula diária. A sua empatia (você liga para todos os grandes amigos rotineiramente, só para saber se estão bem) é outro gesto que me ensina sempre”, conta Jayme.

A socióloga Abigail Páschoa, ativista das causas negras, avalia que “Almeidinha”, como ela também o chama, simboliza a organização, o funcionamento produtivo e orgânico do partido antigo PPS e do atual Cidadania. “Espero que o companheiro continue cumprindo seu papel de direção não autoritária no Cidadania, fortalecendo seu papel de liderança orgânica e firme”, ressalta, para continuar: “Que esta justa homenagem que ora fazemos ao companheiro sirva também de estimulo para que os novos militantes pautem suas atuações pelos princípios democráticos, buscando sempre os projetos coletivos, acima dos delírios dos projetos de poder individual, na trajetória política do Cidadania”.

Serviço

Lançamento do livro Almeida – Um Combatente da Democracia

Dia: 21/5/2022

Horário: a partir das 10h

Onde: Livraria Livro Técnico, de Sérgio Braga, ao lado do Flórida Bar (Rua Dom Joaquim, 54)

Realização: Fundação Astrojildo Pereira


Biblioteca Salomão Malina completa 14 anos e conquista público de Brasília

Cleomar Almeida e João Vitor*, da equipe da FAP

Com mais de 4.800 exemplares, a Biblioteca Salomão Malina, mantida pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), é ponto de cultura consolidado no centro de Brasília e completa 14 anos nesta segunda-feira (28/2). O objetivo do estabelecimento é estreitar cada vez mais o vínculo com a população, como meio propulsor do conhecimento.

Diretor-geral da FAP, o sociólogo Caetano Araújo destaca o enriquecimento do acervo de livros por meio de doações de muitos dirigentes e militantes. As obras são colocadas à disposição do público, por meio de empréstimo gratuito.

Caetano ressalta as atividades culturais realizadas pela biblioteca, no Espaço Arildo Dória, como atividades do clube de leitura, sessões do Cineclube Vladimir Carvalho, batalha de poesias do Slam-DéF, além do ciclo de debates virtuais em celebração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

 “A atividade cultural e educativa permanece, tanto de forma presencial quanto remota. São debates e cursos relevantes. Desde o ano passado, estamos trabalhando em ciclos de debates comemorativos do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922”, afirma Caetano. Segundo ele, a biblioteca também deve realizar atividades presenciais, fora dela, assim que a pandemia estiver sob controle.

Conselheiro da FAP, o jornalista Luiz Carlos Azedo lembra que, por meio de quiosques e muito trabalho árduo, a biblioteca alcançou o reconhecimento perante os leitores do Distrito Federal. “Fora o nosso bom acervo de literatura brasileira, o cineclube, o clube de leitura, a batalha de poesia do Slam-DéF e a promoção de curso de línguas”, diz.

Localizada no Conic, tradicional ponto de cultura urbana próximo à Rodoviária do Plano Piloto, no meio da capital federal, a Biblioteca Salomão Malina segue em funcionamento neste período da pandemia da covid-19. No entanto, mantém uma série de medidas recomendadas por autoridades sanitárias para evitar a disseminação do coronavírus.

Inaugurada em 28 de fevereiro de 2008, a biblioteca se tornou um importante espaço de incentivo à produção do conhecimento em Brasília. Foi reinaugurada, em 8 de dezembro de 2017, após ser revitalizada para garantir ainda mais conforto aos frequentadores do local e reforçar o seu compromisso de servir como instrumento para análise e discussão das complexas questões da atualidade, disponível a todo cidadão.

Coordenadora da biblioteca, Thalyta Jubé explica como o local tem funcionado ultimamente: “Aberta de segunda a sexta, de 9h até 16h. Para cumprir com as normas de distanciamento social, houve uma redução de vagas para os usuários”, afirma.


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Houve, ainda, delimitação da ocupação máxima da biblioteca para apenas 8 usuários. “A mesa coletiva poderá ser ocupada apenas por quatro pessoas, sentadas de forma intercalada, sendo a mesa subdividida por placas de proteção de acrílico, delimitando os espaços”, ressalta Thalyta.

Os dois sofás, de dois lugares cada, têm um de seus assentos com aviso para não ser utilizado, por causa do distanciamento social de dois metros. Das três baias individuais de estudo, apenas duas ficam disponíveis para uso. A baia do centro está isolada para manter a distância social.

A biblioteca ficou fechada ao público desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, em março de 2020, até junho de 2021. Nesse período, ofereceu o serviço de empréstimo delivery. “Não funciona mais, já que a biblioteca está aberta para as pessoas”, diz a coordenadora.

Para utilizar o serviço de empréstimo de livros, o usuário deve se cadastrar pessoalmente no balcão de atendimento e apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado. A biblioteca tem 4.835 livros disponíveis para empréstimo, com prazo de devolução de até 15 dias úteis.

Thalyta acrescenta que cada usuário tem direito a retirar até 4 livros por vez. “A entrega fora do prazo implica em pagamento de multa de R $1,00 calculada por dia de atraso e por livro”, explica a coordenadora da biblioteca.

A renovação de empréstimo pode ser realizada no balcão de atendimento da biblioteca ou pelo terminal web (catálogo virtual da biblioteca). O usuário precisa inserir seu login e senha para realizar esta operação.

Clique aqui para consultar o acervo da Biblioteca Salomão Malina

A reserva de título deve ser realizada pelo terminal web da biblioteca. “O usuário precisa inserir seu login e senha para realizar esta operação. Ele tem 48 horas para realizar o empréstimo na biblioteca do livro reservado”, diz.

*Integrante do programa de estágio da FAP, sob supervisão do coordenador de Publicações da FAP, Cleomar Almeida

Biblioteca Salomão Malina
Endereço: SDS, Bloco P, ED. Venâncio III, Conic, loja 52, Brasília (DF). CEP: 70393-902
Telefone: (61) 3323-6388
WhatsApp: (61) 98401-5561(Clique no número para abrir o WhatsApp Web)

Biblioteca Salomão Malina retoma atendimento presencial em Brasília

Jovens relatam qualidade de empréstimo delivery gratuito da Biblioteca Salomão Malina

Biblioteca Salomão Malina oferece empréstimo de livro em casa, de forma gratuita

Como produzir texto – Veja técnicas em encontro on-line da Biblioteca Salomão Malina

Webinar da Biblioteca Salomão Malina debate desafios do novo normal cultural

Webinar da Biblioteca Salomão Malina mostra dica de organizar livros

Biblioteca Salomão Malina e Espaço Arildo Dória são reinaugurados em Brasília

Inspirada em Luiz Gonzaga, oficina de percussão é realizada pela Biblioteca Salomão Malina

Como produzir texto – Veja técnicas em encontro on-line da Biblioteca Salomão Malina

Importância de manter uma vida organizada é tema de webinar da Biblioteca Salomão Malina

Biblioteca Salomão Malina oferece curso gratuito de japonês para iniciantes

Biblioteca Salomão Malina realiza webinar sobre cultura e representação política

Biblioteca Salomão Malina transmite final da batalha de poesias Slam-DéF


"Arquiteto depende da livre disposição da força de trabalho alheio”, diz livro

João Vitor*, da equipe FAP

Em sua obra O arquiteto: a máscara e a face, Paulo Bicca afirma que “o arquiteto depende da livre disposição da força de trabalho alheio”, isto é, da exploração e da dominação do operário da construção civil. Ele discutirá o assunto, nesta quinta-feira (02/12), a partir das 17 horas, em webinar sobre modernismo na arquitetura brasileira.

O evento online será realizado pela Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo (FAP), sediada em Brasília. O público poderá assistir ao vivo no canal da fundação no Youtube, na página da entidade no Facebook e na rede social da biblioteca. Além do próprio autor Paulo Bicca, a arquiteta Silke Kapp e o pesquisador e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Frederico Holanda confirmaram presença no debate.

Assista!



Com citações a Karl Marx, o livro Paulo Bicca aponta que “o fato de o arquiteto ser o suporte de um trabalho intelectual dividido do trabalho manual faz da sua existência algo de profundamente social e inevitavelmente comprometido com as contradições daí resultantes”.

Além do escritor alemão, a obra apresenta referências a Lúcio Costa sobre a comparação entre arquiteto e artista. “O artista se alimenta da própria criação, muito embora anseie pelo estímulo de repercussão e do aplauso como pelo ar que respira”, afirma um trecho do livro, em alusão ao pioneiro da arquitetura modernista no Brasil.

Arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Bicca usa trecho de O Capital, de Karl Marx, para dizer que a profissão exercida é, antes de tudo, forma de sobrevivência e melhor posicionamento na divisão social.

Ele explica que a cooperação entre trabalhador e capital só começa no processo de trabalho: “Os trabalhadores são indivíduos isolados que entram em relação com o capital, mas não entre si”.

O autor defende que o profissional tem sua existência determinada por aquilo que é básico às sociedades divididas em classes. “Ele participa inexoravelmente, de modo mais ou menos consciente, pouco importa, da reprodução de uma sociedade estribada na propriedade e posse privadas dos bens materiais e dos homens”, afirma, no livro.

A obra de Paulo Bicca, que será discutida no webinar da FAP, tem 225 páginas e foi editada pela Projeto.

*Estagiário integrante do programa de estágios da FAP, sob supervisão do jornalista Cleomar Almeida

Ciclo de debates - O modernismo na arquitetura brasileira
Webinário sobre O arquiteto: a máscara e a face
Dia: 02/2021
Transmissão: a partir das 17h
Onde: Perfil da Biblioteca Salomão Malina no Facebook e no portal da FAP e redes sociais (Facebook e Youtube) da entidade
Realização: Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira

CONFIRA EVENTOS ANTERIORES




Primeiro filme dirigido por negra, Amor Maldito aborda homossexualidade

Longa-metragem será discutido em live de pré-comemoração ao centenário de arte moderna

João Vitor, da equipe da FAP*

Em 1984, o filme Amor Maldito, de Adélia Sampaio e com teor pornochanchada, abordava temas considerados tabus, como homossexualidade e preconceito sobre essa questão. O longa será debatido, nesta quinta-feira (28/10), a partir das 17 horas, em live da série de eventos online da Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira (FAP), em pré-comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna.

Assista!





Baseado em fatos reais, Amor Maldito é o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra no Brasil. O público poderá conferir o debate com participação da crítica cultural Glênis Cardoso e do diretor-geral da FAP, Caetano Araújo, no canal da fundação no Youtube, na página da entidade no Facebook e na rede social da biblioteca.

A história do filme Amor Maldito se passa na década de 1960. Em contexto machista, duas mulheres se apaixonam e decidem morar juntas. Contudo, segundo o enredo, uma delas passa a ser acusada erroneamente de homicídio, depois de sua parceira atirar-se da janela de seu apartamento por desespero ao descobrir gravidez indesejada com amante.

O drama, que tem como pano de fundo a relação entre duas mulheres, é marcado pela homofobia. Uma vez que a cena do suposto crime apontava a inocência da personagem, ela era castigada por causa de sua orientação sexual.

A avaliação da palestrante é de que as pessoas que acusam a personagem são extremamente caricatas, hipócritas e conservadoras. “A intenção do filme é mostrar o quão errado essas pessoas estão nessas contradições”, afirma ela.

Críticos avaliam que o filme pode ser considerado à frente de seu tempo por entregar discussões pertinentes que sofreram censura à época.

A obra cinematográfica tem 1h15 de duração, foi produzida pelas companhias A. F. Sampaio Produções Artísticas e Gaivota Filmes e tem teor pornochanchada.

Glênis diz que a pornochanchada foi uma forma de distribuir o filme. Segundo ela, havia necessidade de alguém para financiá-lo, mas à época era difícil vender um filme de amor entre pessoas do mesmo sexo. Então, conforme acrescenta, resolveram “disfarçá-lo” de pornochanchada.

*Integrante do programa de estágios da FAP

Ciclo de Debates: O modernismo no cinema brasileiro 

Webinário sobre o filme: Amor Maldito, de Adélia Sampaio
Dia: 28/10/2021
Transmissão: a partir das 17h
Onde: Perfil da Biblioteca Salomão Malina no Facebook e no portal da FAP e redes sociais (Facebook e Youtube) da entidade
Realização: Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira

Webinar debate o livro Terras do Sem-fim de Jorge Amado

Com canções nacionais, filme Brasil Ano 2000 remete a tropicalismo

Modernismo no cinema brasileiro

Lançado há 50 anos, filme Bang Bang subverte padrões estéticos do cinema

Projeto cultural de Lina e Pietro Bardi é referência no Brasil, diz Renato Anelli

Filme Baile Perfumado é marco da “retomada” do cinema brasileiro

Romance de 30, um dos momentos mais autênticos da literatura

Com inspiração modernista, filme explora tipologia da classe média

Webinário destaca “A hora da estrela”, baseado em obra de Clarice Lispector

Obra de Oswald de Andrade foi ‘sopro de inovação’, diz Margarida Patriota

O homem de Sputnik se mantém como comédia histórica há 62 anos

‘Desenvolvimento urbano no Brasil foi para o espaço’, diz Vicente Del Rio

‘Mário de Andrade deu guinada na cultura brasileira’, diz escritora

Influenciado pelo Cinema Novo, filme relaciona conceito de antropofagia

Mesmo caindo aos pedaços, ‘quitinete é alternativa de moradia em Brasília’

‘Semana de Arte Moderna descontraiu linguagem literária’, diz escritora

‘Modernismo influenciou ethos brasileiro’, analisa Ciro Inácio Marcondes

Um dos marcos do Cinema Novo, filme Macunaíma se mantém como clássico

Filme premiado de Arnaldo Jabor retrata modernismo no cinema brasileiro


Biblioteca Salomão Malina oferece curso gratuito de japonês para iniciantes

Início das aulas está marcado para o dia 19 de outubro. Inscrições estão abertas; vagas limitadas

Cleomar Almeida, da equipe FAP

Sem qualquer custo, pessoas a partir de 14 anos de idade podem se inscrever no curso gratuito de japonês para iniciantes, a ser ministrado na Biblioteca Salomão Malina, mantida pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), no Conic, no Setor de Diversões Sul (SDS), em Brasília. O início das aulas presenciais está marcado para o dia 19 de outubro, das 15h às 15h50. As vagas são limitadas.

Clique aqui e faça sua inscrição!

A nova turma marca a retomada do projeto de curso de idiomas da Biblioteca Salomão Malina, com apoio da FAP, iniciado em outubro de 2019 e que foi suspenso, em fevereiro de 2020, por causa da pandemia da covid-19. Agora, mesmo com parte da população vacinada, as aulas serão retomadas, e o local seguirá uma série de recomendações das autoridades sanitárias. São oferecidas 30 vagas.

As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário na internet. Os interessados devem informar nome completo, e-mail, data de nascimento, número do registro geral (carteira de identidade), telefone, profissão e como soube do curso. As informações pessoais serão mantidas em sigilo.

Caso tenham dificuldade de acesso à internet, as pessoas também podem ir diretamente à biblioteca e solicitar sua inscrição. É necessária autorização de pais ou outros responsáveis, se o aluno tiver menos de 18 anos de idade.

As aulas serão ministradas, sempre às terças-feiras, das 15h às 15h50, pelo professor Ítalo Bernardes, graduado em língua e literatura japonesas pela Universidade de Brasília (UnB). Ele também cursa mestrado em Literatura e Práticas Sociais pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura da UnB.


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Em 2019, a biblioteca registrou 62 alunos matriculados no curso de japonês; 49, no curso de inglês; e 42, na turma de espanhol. As aulas foram oferecidas gratuitamente para iniciantes.

A biblioteca não emite certificado do curso para os alunos, já que não é uma instituição de ensino. No entanto, poderá entregar declarações com informações do curso e quantidade de horas estudadas, conforme solicitação.

Curso de japonês para iniciantes
Inscrições abertas
Início das aulas: 19/10/2021
Horário: das 15 às 15h50
Onde: Biblioteca Salomão Malina
Endereço: SDS, Bloco P, ED. Venâncio III, Conic, loja 52, Brasília (DF). CEP: 70393-902
Telefone: (61) 3323-6388
WhatsApp: (61) 98401-5561. (Clique no número para abrir o WhatsApp Web)


Com canções nacionais, filme Brasil Ano 2000 remete a tropicalismo

Longa será discutido em mais um webinar da série de eventos online em pré-comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna

Cleomar Almeida, da equipe FAP

Considerado pela crítica como “empreitada alegórica” após o diretor Walter Lima Jr partir do realismo de seu primeiro longa, o filme Brasil Ano 2000 remete, em sua essência, ao tropicalismo por apresentar mistura de gêneros cinematográficos e referências imagéticas, literárias e musicais. O longa será discutido, nesta quinta-feira (14/10), a partir das 17 horas, em webinar da série de eventos online da Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira (FAP), em pré-comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna.

Assista!



Com participação de Ulisses Xavier e mediação do diretor-geral da FAP, Caetano Araújo, o evento será transmitido na página da biblioteca no Facebook. O público também poderá conferir o debate no portal da FAP e na rede social da entidade (Facebook), assim como no canal da fundação no Youtube.

O roteiro do filme, lançado em 1969, se passa no ano 2000. Com o país parcialmente devastado pela Terceira Guerra Mundial, uma família de imigrantes chega a uma pequena cidade à qual dão o nome de “Me Esqueci”. O trio é recrutado por um indigenista para fingir-se de índios durante a visita de um general.

 No dilema entre integrar-se ao sistema ou preservar a liberdade individual, colaborar com a farsa ou denunciá-la, a família caminha para a desagregação enquanto a cidade se prepara para o lançamento de um foguete espacial.

O filme conta com trilha sonora composta por Gilberto Gil e Rogério Duprat, com canções escritas por Gil, Capinam e o diretor, e interpretadas por Gal Costa e Bruno Ferreira. Duprat compôs a trilha instrumental deste filme enquanto trabalhava nos arranjos do antológico disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968). Não por coincidência, em determinado momento pipoca na trilha sonora seu arranjo para a versão de Coração Materno que Caetano Veloso gravou naquele álbum.

O longa de Walter Lima Jr recorre principalmente a dois gêneros, conforme observa a crítica: A ficção científica pós-apocalíptica e a chanchada. O primeiro, incomum para a época, no país, dá a ambientação geral: No ano 2000, as nações ricas do mundo já não existem; foram destruídas após a mítica 3ª Guerra Mundial, onze anos antes.

Era de se imaginar que o Terceiro Mundo tiraria bons frutos desse acontecimento, mas não foi o caso. Não se tornou independente, não se livrou do complexo de inferioridade, não erradicou a miséria. Pelo contrário, seguiu cultivando todas essas mazelas.

Os temas pinçados pelo roteiro de Walter se relacionam diretamente a situações do brasileiro de então e que perduram até hoje. Entre elas estão a rejeição à história nacional, a cobiça do estrangeiro e o culto aos colonizadores.

Ciclo de Debates sobre Centenário da Semana de Arte Moderna
20º evento online da série | Modernismo, cinema, literatura e arquitetura.
Webinário sobre o filme Brasil Ano 2000
Dia: 14/10/2021
Transmissão: a partir das 17h
Onde: Perfil da Biblioteca Salomão Malina no Facebook e no portal da FAP e redes sociais (Facebook e Youtube) da entidade
Realização: Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira


Projeto cultural de Lina e Pietro Bardi é referência no Brasil, diz Renato Anelli

Doutor em história da arquitetura discutirá assunto em webinar nesta quinta-feira, a partir das 17h

Cleomar Almeida, da equipe FAP

Referências da cena cultural brasileira entre as décadas de 1950 e 1990, a arquiteta Achilina di Enrico Bo, conhecida como Lina Bo Bardi, e o historiador Pietro Maria Bardi continuam como grandes influências sobre a arquitetura, incorporação do desenho industrial e da arte moderna no Brasil. O projeto cultural modernista do casal será discutido, nesta quinta-feira (9/9), a partir das 17h, em evento online da Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira (FAP), sediada em Brasília.


Assista!




“Com visão de cultura popular, o casal tem grande influência na arquitetura, no desenho industrial e na arte moderna no Brasil, sem conflitar com a cultura erudita”, afirmou o doutor em história da arquitetura Renato Anelli, em entrevista ao portal da FAP, ressaltando a referência dos Bardi no país. O evento terá transmissão, em tempo real, no portal e redes sociais da FAP (Facebook e Youtube), assim como na página da biblioteca no Facebook.

Anelli vai discutir a importância do projeto cultural do casal Bardi no webinar, que também tem participação confirmada da doutora em história social da cultura Ana Luiza Nobre e do doutor em arquitetura, pesquisador e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Frederico Holanda.

Memorial do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da Universidade de São Paulo (USP) lembra que o casal Bardi marcou a cena cultural brasileira entre as décadas de 1950 e 1990. Dirigiu o Museu de Arte de São Paulo (Masp), participou da criação de outras instituições culturais, como o Sesc Pompéia e o Museu de Arte Moderna da, e atuou no debate sobre cultura, arte e arquitetura em periódicos diários ou especializados, como a revista Habitat.

Os dois se casaram em 1946, instalando-se em Roma, onde Pietro Maria Bardi mantinha o Studio d’Arte Palma e Lina Bo fundou a revista “A – Cultura della Vita” com Bruno Zevi. Ainda naquele ano, o casal visitou o Rio de Janeiro, onde conheceu a vanguarda das artes no Brasil.

Eles chegaram ao Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1946, conforme registra o memorial. Com as obras trazidas da Itália, organizaram a “Exposição de pintura italiana moderna”, em cujos salões encontram o empresário Assis Chateaubriand, que convida Pietro para auxiliá-lo na estruturação de um museu há muito tempo idealizado.

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No ano seguinte, o casal parte de Gênova definitivamente para o Brasil, trazendo uma significativa coleção de obras de arte e peças de artesanato que deverão ser apresentadas numa série de mostras. Transportaram também a enorme biblioteca do marchand, segundo o levantamento do IAU.

De 1947 a 1996, o historiador criou e comandou o Masp. Paralelamente, manteve sua atividade de ensaísta, crítico, pesquisador e galerista. Ele publicou, em 1992, seu 50º e último livro, chamado de “História do MASP”.

A arquiteta, formada em Roma, naturalizou-se brasileira em 1951 e, no mesmo ano, completou seu primeiro projeto arquitetônico realizado: a Casa de Vidro, que se tornou ponto de encontro importante para a cultura nacional.

Os dois criaram, em 1992, o Instituto Quadrante, atualmente Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, que mantém a Casa de Vidro e o acervo do casal, além de ter por missão dar continuidade à obra de seus criadores.

Lina morreu em março de 1992, e Pietro, em outubro de 1999, em São Paulo.

Ciclo de Debates sobre Centenário da Semana de Arte Moderna
16º evento online da série | Modernismo, cinema, literatura e arquitetura.
Webinário sobre desdobramentos do romance de 30
Dia: 9/9/2021
Transmissão: a partir das 17h
Onde: Perfil da Biblioteca Salomão Malina no Facebook e no portal da FAP e redes sociais (Facebook e Youtube) da entidade
Realização: Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira


Filme Baile Perfumado é marco da “retomada” do cinema brasileiro

Longa será debatido em webinar de pré-celebração do centenário da Semana de Arte Moderna

Cleomar Almeida, da equipe FAP

Dirigido por Lírio Ferreira e Paulo Caldas, o longa metragem Baile Perfumado (1996) é um marco da chamada “retomada” do cinema brasileiro, com uma estética que transita entre o conhecido cinema novo e os filmes de ação hollywoodianos. A obra cinematográfica será discutida, nesta quinta-feira (2/9), a partir das 17h, em evento online do ciclo de debates da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Biblioteca Salomão Malina, nas atividades de pré-celebração ao centenário da Semana de Arte Moderna.

O webinar terá participação do professor Ulisses de Freitas Xavier, pesquisador da história do cinema brasileiro, e do diretor-geral da FAP, o sociólogo Caetano Araújo. A transmissão será realizada pelo portal e redes sociais da entidade (Facebook e Youtube), assim como na página da biblioteca no Facebook.


Assista!




Todos os internautas interessados podem participar diretamente do debate, por meio da sala virtual do Zoom. Para isso, basta solicitar o acesso por meio do WhatsApp oficial da biblioteca (61) 98401-5561. (Clique no número para abrir o WhatsApp Web).

A história de Baile Perfumado é baseada em fatos verídicos: o encontro entre o mascate libanês, Benjamin Abrahão (1890-1938), e Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938), interpretados, respectivamente, por Duda Mamberti (1965) e Luis Carlos Vasconcelos (1954).

Narrado pelo personagem de Abrahão em libanês, o filme mescla imagens reais capturadas pelo mascate, em preto e branco, e outras ficcionais, coloridas. Com isso, cria um cenário no qual se alternam as décadas de 1930 e de 1990, o interior nordestino e a capital Recife.

A montagem constrói-se com focos entrecruzados. Por um lado, Abrahão decide documentar, em filmes e em fotos, Lampião e seu bando, para comercializar a história do cangaceiro. Por outro lado, apresenta os bailes organizados por Lampião - baile é palavra utilizada pelos cangaceiros para designar a guerra.

A narrativa desenvolve-se em cortes secos entre as cenas, com exacerbação da violência e alguns momentos de nítida estilização. O tom documental é fruto da incorporação dos registros fílmicos feitos por Abrahão e de seu real encontro com os cangaceiros.

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Embalado pela música pop do Recife, Baile Perfumado constrói uma colagem em que se alternam imagens com tomadas aéreas e ângulos não convencionais, nas quais se apresentam paisagens do sertão e closes dos personagens feitos de baixo para cima.

Lampião tem, ainda, vaidade numa lógica distinta: sua vaidade revela-se nos produtos de consumo da vida burguesa, como uísque e, como o próprio nome do filme sugere, perfumes. Esses produtos são adquiridos de uma rede de consumo, na qual se articulam cangaceiros e fazendeiros, num jogo de alianças obscuras.

Baile Perfumado levou cerca de 80 mil espectadores aos cinemas. Foi exibido em diversos festivais, como Cannes, Havana, Toronto, Líbano e São Francisco. Ganhou, entre outros, prêmios de melhor filme, melhor direção de arte e melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília e Prêmio da Unesco.

Ciclo de Debates sobre Centenário da Semana de Arte Moderna
15º evento online da série | Modernismo, cinema, literatura e arquitetura.
Webinário sobre o filme Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas
Dia: 2/9/2021
Transmissão: a partir das 17h
Onde: Perfil da Biblioteca Salomão Malina no Facebook e no portal da FAP e redes sociais (Facebook e Youtube) da entidade
Realização: Biblioteca Salomão Malina e Fundação Astrojildo Pereira