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FAP fortalece sua função social com série de eventos e cursos online durante o ano de 2020

Confira o relatório anual das atividades da Fundação, durante os meses de janeiro a dezembro de 2020. Apesar da pandemia, a FAP continuou a exercer seu compromisso de entregar conteúdo de qualidade ao público

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Em pouquíssimo tempo, a Covid-19 se espalhou pelo mundo, e o desconhecido provocou medo e muita ansiedade. Economia, política, religião, crenças, valores, tudo junto, em um turbilhão de emoções, expectativas, aflições. Mais do que nunca, a FAP (Fundação Astrojildo Pereira) continuou a exercer seu compromisso de entregar conteúdo de qualidade ao público, em diversos formatos, sustentados, sobretudo, na defesa da democracia e dos valores republicanos.

A informação verdadeira seguiu como chama para manter acesa a incessante busca por uma sociedade menos injusta, menos desigual e menos excludente. Em um ano totalmente diferente e que desafiou nosso modo de vida como humanidade, o objetivo das ações de 2020 foi entender os desafios, criar conexões de solidariedade e compartilhar informação para transformar o nosso amanhã.

Por isso, o site da FAP bateu recorde de audiência em 2020, até o dia 21 de dezembro, com 240.134 acessos únicos, também chamados de “visitantes diferentes”. Em 2019, foram 114.557 e, em 2018, 90.977, no mesmo período. Até o mês de dezembro, o ano passado totalizou 126.663 acessos únicos, e o anterior acumulou 114.996.

Dezenas de lives e webinars da Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP em Brasília, discutiram assuntos extremamente relevantes, atuais e de interesse público. A revista mensal Política Democrática Online ganhou ainda mais relevância com o aumento substancial do consumo de informação digital neste ano, que também foi marcado pelas eleições municipais.

Também de olho na formação política, a FAP realizou os cursos a distância Jornada da Cidadania, realizado de fevereiro a junho deste ano, e Jornada da Vitória, de junho a setembro.

Em 2021, a fundação continuará promovendo o estudo e a reflexão crítica da sociedade, de maneira a construir referências teóricas e culturais relevantes para a defesa e a consolidação do Estado Democrático de Direito.

A seguir, confira a lista de ações da FAP neste ano.


Janeiro

  • Lançamento do livro Encontro de Sonhos – História do PCB ao PPS no Amazonas

A FAP realizou, em 5 de janeiro, o lançamento do livro Encontro de Sonhos – História do PCB ao PPS no Amazonas, do autor Jose Maria Gomes Monteiro, em Manaus. A entidade investiu no transporte para envio de livros para a capital do Estado.

Data de realização:05/01/2020
Participantes:Público em geral
Total de beneficiados:70



  • IV Encontro de Jovens Lideranças

Comprometida com a formação política e cidadã da juventude do Brasil, a FAP realizou, de 15 a 18 de janeiro de 2020, o IV Encontro de Jovens Lideranças, no Hotel Fazenda Paraiso dos Sonhos, em Corumbá (GO).  Os jovens tiveram a oportunidade de participar de uma imersão política em formato de curso de liderança e treinamento para trabalho em equipe, com palestras, aulas, debates, dinâmicas de grupo, além de atividades lúdicas e recreativas. A FAP investiu em passagens aéreas, hospedagem e alimentação para os participantes, durante o evento.

Período de realização:15 a 18/01/2020
Participantes:Jovens ligados ao Cidadania23
Total de beneficiados:Presencial = 80 pessoas | Online = 6.024

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Livro Grando, Presente registra legado democrático de ex-prefeito de Florianópolis

Obra recém-lançada pela FAP detalha experiência de gestão pública democrática, progressista e popular

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A história política e o legado do ex-prefeito de Florianópolis Sérgio Grando, que morreu de câncer em 2016, aos 69 anos, são registrados em livro recém-lançado, pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), como lição de uma grande liderança do campo democrático e progressista. A obra Grando, Presente (224 páginas) reúne 15 textos de personalidades, intelectuais, amigos e familiares, além de acervos fotográficos e de registro da vitória do primeiro prefeito comunista eleito para administrar a capital catarinense, no período de 1993 a 1996.

Militante social e político dos mais ativos, Grando carregava em si mesmo a pluralidade de referências: o combatente da resistência democrática, o profissional da educação, o líder sindical, o organizador do PCB (Partido Comunista Brasileiro) no retorno à legalidade, o legislador – eleito vereador por duas vezes e deputado estadual – e o prefeito de Florianópolis. Ele também foi professor da Ufsc (Universidade Federal de Santa Catarina) e de cursos pré-vestibulares e colégios. Além disso, trabalhou para a ONU (Organização das Nações Unidas).

Confira o vídeo do pré-Lançamento do Livro "Grando, Presente!"



“Neste momento difícil para a democracia que o Brasil atravessa, precisamos recuperar o exemplo de militância de Sérgio Grando, resgatar sua memória e divulgá-la entre os mais jovens. Exemplo de firmeza e consequência na luta, mas também de abertura, de convencimento, de diálogo em torno do fundamental”, afirma o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, na apresentação do livro. O partido é uma evolução da identidade política do PCB que, posteriormente, também foi chamado de PPS (Partido Popular Socialista).

O livro foi organizado pela viúva do ex-prefeito,a socióloga e educadora Cleide Maria Marques Grando, que morreu em março deste ano e deixou um texto pronto para a publicação. A obra também teve organização da cientista social e educadora Elaine Regina Pompermayer Otto, pós-graduada em administração de projetos culturais, e do bacharel em administração e advogado Francisco de Assis Medeiros.

Frente Popular
A obra detalha a experiência de gestão pública democrática, progressista e popular de um governo municipal eleito num momento de florescência democrática, no contexto a recém-nascida Constituição democrática de 1988. A eleição de Grando, em 1992, concretizou o sucesso da união de várias forças progressistas e da esquerda democrática, numa composição vitoriosa da Frente Popular, integrada por oito partidos (PPS, PT, PDT, PSB, PC, PV, PCdoB e PSDB), na disputa das eleições municipais naquele ano.

“Sua administração precisava marcar novos rumos para a vida de Florianópolis. A transformação foi o eixo principal de uma administração de 4 anos”, afirmam Elaine e Francisco. Eles contam que orçamento participativo, urbanização de áreas carentes, humanização da cidade, transporte coletivo e cestão do povo foram pilares da inversão de prioridades como marcas de um “governo transparente, popular, democrático e revolucionário”.

Em seu texto, o economista, professor e vereador de Florianópolis Afrânio Boppré (PSOL), que foi vice-prefeito de Grando e secretário municipal de Finanças no primeiro ano de governo, observa que “de lá para cá desfilaram governos vinculados a uma perspectiva de sociedade elitista e relacionados a práticas corruptas, fisiológicas, clientelistas e tecnocráticas”. Mesmo assim, segundo ele, “a vitória da Frente Popular com o seu consequente efetivo exercício de governo mostrou-se estar à frente de seu tempo”.

No texto que produziu para o livro antes de sua morte, Cleide Maria Marques Grando, importante mulher na administração da Frente Popular, lembra que o ex-prefeito iniciou suas atividades políticas no grêmio estudantil. “Dedicou-se à área da Educação, muito embora o Meio Ambiente, em especial a disponibilidade de água para as futuras gerações, estivesse sempre presente no exercício de sua profissão”, conta. Como primeira-dama do município de Florianópolis, ela presidiu a Associação Florianopolitana de Voluntários.

“[Grando] sempre indagava: ‘Escola para quem e para quê?’. E completava: ‘Escola para que todas as crianças recebam a herança cultural da humanidade e se tornem capazes de ampliar esta herança, agindo de forma crítica e criadora, possibilitando o seu desenvolvimento global’”, lembra o texto de Cleide Maria. Todas as áreas tiveram marcos importantes na gestão de Grando, como saúde, desenvolvimento social e habitação.

Sensibilidade
Coordenador geral da Rede de ONGs da Mata Atlântica, o professor do Centro de Ciências Biológicas da Ufsc João de Deus Medeiros, registra em seu relato a preocupação de Grando com o meio ambiente. “Grando não era exatamente um ambientalista, porém, sempre mostrou sensibilidade ao tema, de maneira que as bandeiras do Partido Verde foram incorporadas, sem grandes dificuldades, na Frente Popular”, diz. Medeiros também é ex-diretor do Conselho Federal de Biologia, do Departamento de Áreas Protegidas e do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

Produzido com ampla liberdade editorial em respeito à memória de Grando, o livro também tem críticas ao próprio partido que registrou a candidatura dele. “Grando foi o primeiro prefeito de capital eleito pela sigla PPS. Apesar dessa conquista para o partido, não há nenhuma anotação desse fato, e mesmo não há referência ao seu nome, como liderança expressiva, no site oficial do PPS nacional, nem estadual”, afirma o sociólogo e professor aposentado do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Ufsc, Remy José Fontana. Ele foi presidente do PCB de Florianópolis (1986-1989) e coordenador da Campanha Eleitoral da Frente Popular em 1988.

Grando e a Frente Popular, de acordo com Fontana, não eram antagonistas radicais dos mercados ou dos empresários. “Tinham correta apreensão da realidade local, de suas estruturas, da lógica dos interesses predominantes, mas também das possibilidades de promover alguma inflexão contemplando interesses mais abrangentes”, afirma. “Não pretendiam impugnar a “livre iniciativa”, ou atribuir-lhe um caráter exclusivamente predatório e egoísta. Mas questionavam a presunção desta presentar-se como valor supremo estruturante dos destinos da cidade. E certamente se opunham às pretensões hegemônicas extremadas com que estes interesses restritos se projetavam sombriamente sobre a sociedade”, ressalta.

Além de análises sobre o perfil de Grando e notícias na imprensa sobre o seu governo, o livro publica acervo fotos da Casa da Memória Florianópolis, as quais foram gentilmente cedidas à FAP para publicação na obra. Os registros são da solenidade de posse do Governo da Frente Popular, ocorrida no dia 1º de janeiro de 1993, na antiga sede da Câmara Municipal de Vereadores, hoje Museu Florianópolis Sérgio José Grando.

A seguir, veja a lista de todos os conteúdos do livro Grando, Presente:

  • Apresentação (Roberto Freire)
  • Introdução (Elaine Regina Pompermayer Otto e Francisco de Assis Medeiros)
  • Textos de personalidades, intelectuais, amigos e familiares
  • Um governo à frente de seu tempo (Afrânio Boppré)
  • Este bateu forte no coração do povo! (Aldori Pinheiro)
  • O Militante... O Companheiro (Cleide Maria Marques Grando)
  • O Governo Sérgio Grando (1993-1996), a Frente Popular e a Saúde e o Desenvolvimento Social em Florianópolis – reflexões tardias sobre as realizações da gestão (Flávio Magajewski)
  • Grando, o aprendiz da esperança (Homero Gomes)
  • Sérgio Grando, um Grande Ser (João de Deus Medeiros)
  • Grande Grando, presente! (Luis Miguel Vaz Viegas)
  • Grando: habilidade e coerência em favor da justiça social, da liberdade e da preservação ambiental (Nelson Wedekin)
  • Grando, prefeito. Contexto, desafios, realizações e legado (Remy José Fontana)
  • Meu irmão mais velho (Silvia Eloisa Grando Águila)
  • Grando e a Consciência Solidária (Padre Vilson Groh)
  • Outros textos sobre Grando
  • Uma trajetória de generosidade e conciliação (Carlos Damião)
  • Lei bem-vinda (Flávio José Cardozo)
  • Vitória do povo e da coerência (Moacir Pereira)
  • O Operário da Física e da Poesia (Sérgio da Costa Ramos)
  • Material do Acervo da Assembleia Legislativa de Santa Catarina
  • Sérgio Grando
  • A vitória de Grando e a mídia
  • Registros na mídia sobre a morte de Grando
  • Aos 69 anos, morre o ex-prefeito de Florianópolis, Sérgio Grando
  • Morre, aos 66 anos, o ex-prefeito de Florianópolis Sérgio Grando
  • Nota de falecimento da Assembleia Legislativa
  • Registro no Portal da FGV
  • Corpo do ex-prefeito Sérgio Grando é sepultado em Florianópolis
  • Ex-prefeito de Florianópolis, Sérgio Grando, morreu de câncer, neste sábado
  • Homenagens
  • Museu de Florianópolis Prefeito Sérgio José Grando
  • Decreto no 20.074, de 22 de março de 2019
  • Publicações
  • Acervo Fotográfico

Escritora Laís Moreira Silva participa de webinar da Biblioteca Salomão Malina

Evento online terá transmissão em tempo real, a partir das 18h, na página da biblioteca no Facebook

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em Brasília, realiza nesta segunda-feira (14), a partir das 18h, webinar com a escritora Laís Moreira Silva, autora do livro A Rosa de Cristal. O evento online integra o projeto Conheça o escritor e será transmitido em tempo real na página da biblioteca no Facebook e no site da entidade.

Assista ao vídeo!

Laís Moreira Silva reside em Brasília, Distrito Federal e atua como professora de Língua Inglesa pela Secretaria de Educação desde 2011. Sempre foi apaixonada por literatura e se tornou aspirante à escritora ainda na faculdade, com o incentivo de seus professores.

Publicado em 2019, A Rosa de Cristal narra uma história que ilustra, a todo o leitor que se sente sozinho ou incapaz de mudar, que tudo pode ser possível com um pouco de vontade e muita imaginação. A escritora aborda o bullying por uma perspectiva diferente ao escrever a história de Luísa.

Luísa é uma garota de dez anos que sofre, diariamente, bullying por ser diferente. Finalmente, uma oportunidade inusitada aparece para que possa se ver livre de tudo o que a atormenta. Mas estaria ela disposta a abrir mão de si mesma e de sua essência só para pertencer a um grupo? Seria possível desistir de seu “eu verdadeiro” sem sequer saber quem realmente ela é?

Ler o livro é uma oportunidade à reflexão em uma jornada de descobertas e indagações sobre o que torna as pessoas iguais às demais, mesmo com suas ricas diferenças, e até onde devem abrir mão de quem realmente são só para não se encaixarem nos padrões exigidos pela sociedade.

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Biblioteca Salomão Malina transmite final da batalha de poesias do Slam-DéF

Evento online tem participação de poetas e poetisas da periferia do Distrito Federal

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em Brasília, transmite nesta quinta-feira (10) a final da batalha de poesias do Slam-DéF. O evento online terá transmissão em tempo real na página da biblioteca no Facebook.

Em novembro, o Slam-DéF realizou  batalha classificatória para preencher a última vaga da final com poetas e poetisas que se inscreveram, até o dia 19 de outubro, por meio de formulário na internet. Outra semifinal de candidatos foi realizada no dia 22 de outubro, também de forma virtual, em razão das regras de distanciamento social recomendadas por autoridades sanitárias durante a pandemia do coronavírus.

Assista ao vídeo!



Assim como nas edições presenciais, que eram realizadas até o início da pandemia da covid-19, a competição contará com a participação de jurados voluntários, convidados pelo coordenador e produtor do Slam DéF, Will Júnio.  Eles também participarão virtualmente para votar nas melhoras performances poéticas dos inscritos.

Interessados podem solicitar mais informações por meio do whatsapp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61 984015561).

O slam nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Chegou ao Brasil duas décadas depois. No Distrito Federal, começou em 2015, com o Slam-DéF, que também atua no Entorno. O grupo integra diversas pessoas de qualquer idade, cor, raça, etnia e orientação sexual.


Webinar da Biblioteca Salomão Malina mostra dica de organizar livros

Evento será realizado nesta quinta-feira (3), com participação das bibliotecárias Marina Grande e Thalyta Jubé

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Internautas receberão dicas de como organizar seu acervo de livros de forma simples e personalizada, em webinar, nesta quinta-feira (3), que será realizado pela Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em Brasília. O evento terá transmissão online pela página da biblioteca no Facebook.

A fundação realizará a retransmissão em tempo real em seu site. As dicas serão compartilhadas pela bibliotecária Marina Grande, em evento que terá mediação da coordenadora da Biblioteca Salomão Malina, Thalyta Jubé.

Confira o vídeo!

"Muitas pessoas têm coleções de livros em casa, mas não sabem como otimizar a organização deles. Marina Grande dará dicas para pessoas que não possuem conhecimento técnico em biblioteconomia, mas que desejam manter sua biblioteca pessoal organizada", afirma Thalyta.

Sobre Marina Grande
Nasceu na África do Sul e morou em Moçambique até os 7 anos de idade. Mudou-se para Brasília e seguiu com a educação bilíngue. Graduada em Biblioteconomia pela biblioteconomia pela UnB (Universidade de Brasília), Marina, desde o primeiro semestre, fez estágio nas mais diversas bibliotecas (escolar, de escritório de advocacia, órgãos públicos, para deficientes visuais). Também já atuou com restauração de obras raras e em empresas no exterior.

Em 2012, teve sua primeira cliente para a organização de sua biblioteca pessoal. Desde então, nunca mais saiu desse nicho. Em 2016, decidiu expandir sua área de atuação se especializou em organização residencial, empresarial e digital. Em seu perfil no Instagram (@marinagrandepo), compartilha dicas de organização.

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Batalha de poesias do Slam DéF definirá novo finalista para disputa de dezembro

Com transmissão da Biblioteca Salomão Malina, evento online será realizado nesta quinta-feira

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Com apoio Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em Brasília, o grupo Slam-DéF realiza, nesta quinta-feira (12), das 19h às 20h30, a segunda e última classificatória online de poetas e poetisas que se inscreveram para concorrer a uma vaga da final da batalha de poesias, que será realizada em dezembro. A transmissão será realizada pela página da biblioteca no Facebook e pelo site da fundação, simultaneamente.

Assista ao vídeo!




Na batalha classificatória desta quinta-feira, a última vaga da final será disputada por poetas e poetisas que se inscreveram, até o dia 19 de outubro, por meio de formulário na internet. Outra semifinal de candidatos foi realizada no dia 22 de outubro, também de forma virtual, em razão das regras de distanciamento social recomendadas por autoridades sanitárias durante a pandemia do coronavírus.

A retomada das competições teve como objetivo criar novo ranking de pontuações para a disputa do prêmio da etapa final, que será realizada em dezembro. O vencedor dessas próximas edições vai competir com o poeta Mano Dablio, ganhador da última batalha de poesias, realizada no mês de setembro.

Assim como nas edições presenciais, que eram realizadas até o início da pandemia da covid-19, a competição contará com a participação de jurados voluntários, convidados pelo coordenador e produtor do Slam DéF, Will Júnio.  Eles também participarão virtualmente para votar nas melhoras performances poéticas dos inscritos.

Interessados podem solicitar mais informações por meio do whatsapp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61 984015561).

O slam nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Chegou ao Brasil duas décadas depois. No Distrito Federal, começou em 2015, com o Slam-DéF, que também atua no Entorno. O grupo integra diversas pessoas de qualquer idade, cor, raça, etnia e orientação sexual.

Veja vídeos de batalha de poesias do Slam-DéF:

Biblioteca Salomão Malina transmite batalhas de poesias do Slam-Déf

Biblioteca Salomão Malina transmite final da batalha de poesias Slam-DéF

Apoiado pela Biblioteca Salomão Malina, Slam-DéF realiza eliminatórias em agosto

Mulheres da periferia discutem sociedade sexista em live da Biblioteca Salomão Malin


Biblioteca Salomão Malina transmite batalhas de poesias do Slam-Déf

Novas edições vão escolher segundo finalista, que vai competir com Mano Dablio na disputa pelo prêmio do ano

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Poetas e poetisas do Distrito Federal podem se inscrever, até dia 19 de outubro, por meio de formulário na internet, para participarem das próximas edições online da batalha de poesias do Slam-DéF. A primeira delas será realizada no próximo dia 22, com transmissão ao vivo pela página da Biblioteca Salomão Malina no Facebook.

Clique aqui e preencha o formulário de inscrição

Serão disponibilizadas 15 vagas. A FAP (Fundação Astrojildo Pereira), mantenedora da biblioteca, realiza a retransmissão dos eventos online em seu site e em sua página no Facebook. Interessados podem solicitar mais informações por meio do whatsapp oficial da Biblioteca Salomão Malina (61 984015561).

Confira o vídeo!



A retomada das competições tem como objetivo criar um novo ranking de pontuações para a disputa do prêmio da etapa final, que será realizada em dezembro. O vencedor dessas próximas edições vai competir com o poeta Mano Dablio, ganhador da última batalha de poesias, realizada no mês de setembro.

Assim como nas edições presenciais, que eram realizadas até o início da pandemia da covid-19, a competição contará com a participação de jurados voluntários, convidados pelo coordenador e produtor do Slam DéF, Will Júnio.  Eles também participarão virtualmente para votar nas melhoras performances poéticas dos inscritos. 

O slam nasceu em Chicago, Estados Unidos, nos anos 1980. Chegou ao Brasil duas décadas depois. No Distrito Federal, começou em 2015, com o Slam-DéF, que também atua no Entorno. O grupo integra diversas pessoas de qualquer idade, cor, raça, etnia e orientação sexual.

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Biblioteca Salomão Malina realiza webinar sobre cultura e representação política

Evento online será nesta terça (20), com mediação do jornalista Luiz Carlos Azedo

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A Biblioteca Salomão Malina realiza, nesta terça-feira (20), a partir das 19 horas, webinar sobre cultura e representação política. Mediado pelo jornalista e diretor-geral da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), Luiz Carlos Azedo, o evento online terá transmissão ao vivo e participação da escritora e conselheira de Cultura no Distrito Federal Cleide Soares.

O encontro virtual também vai discutir como o livro é instrumento de formação de cultura, arte e educação. Na ocasião, os participantes irão explicar a construção desse mandato no próprio partido, no âmbito do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), e como têm  desenvolvido a campanha eleitoral da bancada do livro. Cleide também é bibliotecária e gestora cultural. Foi integrante do Colegiado Nacional Setorial de Livro, Leitura e Literatura, do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura.

Assista ao vídeo!

A seguir, confira nomes da bancada do livro e seus respectivos objetivos de pauta:

» Vanessa Daya: articular a RCBC (Rede Carioca de Bibliotecas Comunitárias) e desenvolver fomento que possa garantir recursos e visibilidades a esses trabalhos;

» Carol Guedes: legalizar e valorizar o trabalhador ambulante;

» Eliseu Neto: desenvolver projeto de vida nas escolas, com ideais de escola com noções de direito e de profissões de níveis superior, técnico e informal;

» José Couto Júnior: criar a FEIRARTE na comunidade da Perereca, em Senador Camará;

» Neliana Silva: valorizar secretários escolares municipais;

» Ygor Lioi: propor ampliação de horário de creches municipais e conveniadas;

» Eliza Morenno: fomentar ações culturais na rede pública de ensino;

» Paloma Maulaz: estimular rede colaborativa de feiras e festas literárias na cidade;

» Gledson Vinícius: articular rede carioca de bibliotecas comunitárias.

O webinar terá transmissão ao vivo na página da biblioteca no Facebook. A FAP realizará a retransmissão, em tempo real, em seu site e em sua página na rede social. O vídeo do evento online também ficará arquivado no canal da fundação no Youtube.
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Webinar da Biblioteca Salomão Malina debate desafios do novo normal cultural

Evento online tem presença confirmada de Stepan Nercessian, Zelito Viana, Paulo Souza e Will Junio, com mediação de Martin Cezar Feijó

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Desafios e estratégias no novo normal cultural serão discutidos, na próxima sexta-feira (16), das 18h30 às 20h, em webinar da Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em Brasília. O evento online terá transmissão ao vivo pela página da biblioteca no Facebook, e interessados também podem participar diretamente da discussão por meio da sala virtual do Zoom.

A FAP faz retransmissão do evento em seu site e em sua página no Facebook. Interessados em participar pelo Zoom podem solicitar o link de acesso por meio do whatsapp oficial da biblioteca (61 984015561). O debate online abordará os principais problemas que acometem o setor cultural brasileiro, mas também apontar caminhos para superá-los.

Assista ao vivo!



Entre os debatedores com presença confirmada está o ator Stepan Nercessian. Ele ingressou na carreira artística no fim dos anos 1960. Estreou na Globo em 1971. Foi presidente do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio de Janeiro) e também presidente da Funarte (Fundação Nacional das Artes).

O cineasta brasileiro e diretor da Mapa Filmes, Zelito Viana, também vai discutir o assunto no webinar da Biblioteca Salomão Malina. Ele é irmão do comediante Chico Anysio e da atriz e comediante Lupe Gigliotti. Produziu e dirigiu diversos filmes e programas de TV, além de acumular premiações com Morte e Vida Severina: Margarida de Prata (Melhor Filme / CNBB) e Villa-Lobos, uma vida de paixão: Golfinho de Ouro (Governo do Estado do Rio de Janeiro).

O escritor Paulo Souza também está no time de debatedores. Por meio do seu site e canal no youtube, o escritor divulga seu trabalho como blogueiro e escritor, além de promover a literatura brasiliense. Em 2013, criou o blog e canal Ponto Para Ler, que se manteve até o início deste ano. Foi jurado do Prêmio de Literatura da Caixa Econômica Federal nas edições de 2017 e 2018.

A cultura popular também será representada no debate pelo produtor Will Júnio, responsável pela organização do Slam DéF, que reúne jovens da periferia do Distrito Federal para batalhas de poesia. Ele é poeta MC, estudioso da cultura hip hop e amante da cultura brasileira.

A mediação será realizada pelo historiador Martin Cezar Feijó, doutor em comunicação pela USP (Universidade de São Paulo) e professor de comunicação comparada na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).

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Webinar da Biblioteca Salomão Malina discute livro de José Saramago

Webinar da Biblioteca Salomão Malina analisa livro Lavoura Arcaica

Auto da Compadecida é discutido em encontro virtual da Biblioteca Salomão Malina

Livro de Machado de Assis é discutido em webinar da Biblioteca Salomão Malina

Livro Senhor das Moscas, que aborda poder e violência, é discutido em webinar

Biblioteca Salomão Malina oferece empréstimo de livro em casa, de forma gratuita


‘O Brasil está secando estupidamente’, diz autor brasileiro Sergio Vahia

Em seu único livro, Da Mata Atlântica ao Xingu, ele registra memórias que levantam debate sobre preservação do meio ambiente

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

No momento em que o Brasil registra crescimento de incêndio e desmatamento na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica, o único livro de Sergio Bacellar Vahia de Abreu, de 92 anos, mostra a importância de preservação ambiental para o desenvolvimento do país e manutenção da vida. A obra Da Mata Atlântica ao Xingu: um integrante da Marcha para o Oeste (2016, 354 páginas) passou a ser disponibilizada nesta quinta-feira (8) para download gratuito no acervo digital da Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em Brasília.

Clique aqui e faça o download do livro após digitar o título na barra de pesquisa

O livro contempla uma longa sequência de memórias da vida aventureira do autor, desde meados do século passado, oferecendo aos leitores relato minucioso sobre aventuras em terra, ar e mar, por múltiplas regiões rurais e urbanas brasileiras e no exterior, como Caribe e a Flórida dos Estados Unidos. Organizada com 22 títulos internos, a obra é marcada pela linguagem coloquial, de fácil entendimento do público em geral, convidando cada leitor a mergulhar em cada uma das histórias.

De sua casa no Rio de Janeiro, onde nasceu, Sergio Vahia, como é conhecido, lamenta a destruição do meio ambiente e a inércia das autoridades brasileiras. “Tenho sofrido com essa destruição do meio ambiente”, destacou, em entrevista à reportagem da FAP. Segundo ele, os crimes ambientais persistem por causa da “impunidade”.

O aumento das temperaturas do planeta é outra preocupação do autor. “A chuva é decorrência das florestas. O desmatamento vem se agravando, gradativamente. Ando pelo Brasil Central, desde os meus 16 anos, e estou vendo tudo isso secar. Fazendeiro desmata tudo”, lamenta ele, ressaltando que o assunto do livro é bastante atual. “Não adianta querer superávit, emprego, construção de hidrelétrica, se não chover. O Brasil está secando estupidamente”. Alerta.

Sérgio Vahia na época da Marcha para o Oeste. Foto: Reprodução

Marcha para o Oeste
No livro, Sergio Vahia lança luz sobre a importante Marcha para o Oeste, ocorrida nas décadas de 1940 a 1970, especificamente no Brasil Central. Ele conta que a FBC (Fundação Brasil Central), inicialmente “Expedição Roncador-Xingu”, de 1943, saindo de Aragarças (GO), chegou ao Rio das Mortes no fim daquele ano, na região em que hoje fica a cidade de Nova Xavantina (MT). “Terminou aí a penetração, função principal daquele órgão Federal. Foram só 150 km. Dali até Manaus, não existia nada. Um oco bem vazio”, relata.

Só em 1965, de acordo com o autor, com o advento da expedição Xavantina-Cachimbo (1965-1966), a penetração voltou a ocorrer rumo ao Norte, acrescentando cerca de 500 km de estrada de chão, hoje rodovia federal asfaltada. Sem dúvida, uma boa parte da Marcha para o Oeste. Depois, em meados da década de 1970, com a Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), voltou-se a progredir com mais estradas continuando rumo ao Noroeste.

O livro também conta detalhes de expedições de Sergio Vahia na região do Rio Xingu. “Levamos 16 dias para fazer 125 km, do porto dos trumais até a foz com o Xingu, pouco acima da famosa cachoeira Von Martius, cujo ronco a gente já vinha escutando nos dois últimos dias. Ficava quase na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará”, relata, em um trecho.

Em seguida, ele detalha a experiência de desbravar o Xingu rio acima. “Ligamos o motor e passamos a subir o Xinguzão”, afirma, para continuar: “Presumo que por ali tenha em média quase mil metros de largura em intrincado leito repleto de pequenas ilhas baixas e canais difíceis de se localizar para contorná-las e achar o leito, por onde tem que se passar. Com as águas bem baixas, são criadas extensas áreas rasas não navegáveis. Quem nos salvou foi o Tarepá, filho, neto e bisneto, da região”.

Sérgio Vahia retornou à região em uma nova expedição, em 2008. Foto: Roberto Percinoto

‘Dever social’
Um dos pioneiros da geografia brasileira, Pedro Geiger destacou a importância da obra de Sergio Vahia. “O autor entende o dever social de ligar a sua existência singular ao movimento geral de modo a fazer aparecer o conceito de ‘meio’ de forma implícita na sua narrativa. Ele entremeia a estória [sic] dos momentos vividos em real com informações sobre os ambientes históricos e geográficos de múltiplas regiões do imenso território brasileiro e do exterior, selvagens, rurais e urbanas”, disse Geiger, na apresentação do livro.

 Geiger, que também é um dos autores do livro Jalapão: Ontem e hoje, lançado pela FAP em novembro de 2019, ressaltou a proposta do autor de o livro não ter caráter científico. “Sem maiores pretensões de uma contribuição científica, o leitor se depara com uma espécie de sobrevivente, contando as suas aventuras, desde um longínquo passado, com descrições e imagens de heróis do passado, de uma época anterior ao atual populismo, até o presente”, diz o geógrafo.

O destaque é a prática de ajuste do homem comum aos ambientes e populações que ele encontra, segundo Geiger, que ingressou no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1942, fez curso de especialização na França e foi professor visitante da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Sem perder o bom humor e o gosto pela vida, Sergio Vahia diz não se arrepender de qualquer palavra que tenha usado no livro, que, segundo ele, retrata a sua própria essência. “Fui colocando só aquilo que me moldou. Não tiro uma vírgula de onde coloquei. É tudo sem maquiagem”, afirma.

Confira aqui mais histórias sobre Sérgio Vahia.

Para acessar o livro Da Mata Atlântica ao Xingu, basta seguir os seguintes passos:

1 – Acesse o Terminal – Shophia Bliblioteca Web por meio do link https://biblioteca.sophia.com.br/terminal/7828

2 – Na caixa de pesquisa, digite Da Mata Atlântica ao Xingu. Clique em pesquisar. Em seguida, você visualizará a imagem da edição disponível.

3 – Após clicar na imagem, você acessará a página da publicação, contendo as informações sobre ela e o link disponível para download do arquivo no formato .PDF. Para acessar o conteúdo, clique no link disponível.

4 – Após o download do arquivo no formato .PDF, basta clicar no mesmo, na barra inferior do seu navegador, para que o mesmo seja visualizado.


Webinar da Biblioteca Salomão Malina discute livro de José Saramago

Internautas poderão participar de encontro online do Clube de Leitura para discutir obra As intermitências da morte

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Análises sobre o livro As intermitências da morte (Companhia das Letras), de José Saramago, publicado em 2005, serão discutidas, no dia 5 de outubro, em encontro virtual do Clube de Leitura Eneida de Moraes, da Biblioteca Salomão Malina, mantida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), sediada em Brasília. Internautas poderão assistir à transmissão ao vivo pelo Facebook da biblioteca ou participar diretamente da sala virtual.

Interessados em participar da sala virtual deverão solicitar link do zoom por meio do whatsapp oficial da biblioteca (61 984015561). A retransmissão será realizada pelo site e pela página da FAP no Facebook, com a possibilidade de o público participar também na parte de comentários. As sessões do clube de leitura são realizadas, normalmente, na primeira segunda-feira do mês.

Assista ao vídeo!

Na apresentação do livro, de 208 páginas, Saramago, com bom humor e amargura, registra que "não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", referindo-se à representação tradicional da morte. É por isso que, de acordo com a editora, só um grande romancista conseguiria desnudar ainda mais a terrível figura.

Apesar da fatalidade, de acordo com a apresentação, a morte também tem seus caprichos. “Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema”, diz um trecho.

Idosos e doentes, de acordo com o livro, agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". “Os empresários do serviço funerário se veem ‘brutalmente desprovidos da sua matéria-prima’. Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não para de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja", afirma.

O texto também diz que ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o cotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos. “Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna?”, questiona

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Educação de excelência com equidade é tema de webinar da Biblioteca Salomão Malina

Evento online tem participação de André Amado, Cristovam Buarque, André Stábile, Kléber Dantas e George Gurgel

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Como o Brasil pode alcançar educação de excelência com equidade é tema de webinar da Biblioteca Salomão Malina, que será realizado, nesta quinta-feira (24), das 18h30 às 20h, com transmissão ao vivo pelo Facebook e retransmissão, em tempo real, no site da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), sediada em Brasília. Especialistas discutem os principais desafios para superar as desigualdades de acesso à educação no país e de fazer com que o conhecimento compartilhado, em sala de aula, seja transformador e de qualidade.

Assista ao vídeo!

https://www.facebook.com/salomaomalina/videos/1237982406567982/

O evento online é uma sequência de debate sobre o tema, realizado, no dia 11 de setembro, pela Biblioteca Salomão Malina, no primeiro webinar sobre os desafios da educação após a pandemia do coronavírus (confira o vídeo abaixo). Nesse período, a prioridade é "a continuidade da educação das crianças para o bem-estar geral, saúde e segurança", segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura).




Participam do webinar sobre educação de excelência com equidade o embaixador aposentado e diretor da revista Política Democrática Online, André Amado; o ex-senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque; o gestor de Conhecimento da Prefeitura de São Paulo, André Stábile; o fundador da OCCA (Olinda Creative Community Action), Kléber Dantas; e o professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e conselheiro da FAP, George Gurgel.

No ano passado, o Brasil registrou o maior avanço na série histórica nas notas do ensino médio no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), de 2019.Contudo, o aumento de 0,4 ponto na média geral não foi suficiente para que o país atingisse a meta de chegar à nota 5, em 2019. O avanço foi puxado, principalmente, pela rede pública de ensino.

Desde 2013, o Brasil não cumpre a meta estabelecida para as notas dos estudantes do ensino médio. Já nos anos iniciais do ensino fundamental, a meta foi atingida, mas o avanço é lento. Na prática, a aprendizagem e a aprovação dos estudantes ainda têm menor desempenho conforme o aluno caminha no sistema de ensino.

O Ideb avalia a evolução da aprendizagem no país, com base no desempenho dos alunos em português e matemática. O objetivo é levar o Brasil a atingir a mesma média de conteúdo de alunos de países desenvolvidos. Em uma escala de zero a 10, a meta é chegar a 6 na média geral, em escolas públicas e particulares.

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