cultura popular

Acervo Capixaba exibe obra de Orlando Bomfim Netto

Entre as possibilidades de trabalho curricular a partir dos filmes podem ser exploradas a cultura popular, pesquisa etnográfica, patrimônio histórico, educação ambiental

O projeto “Acervo Capixaba – Orlando Bomfim Netto”, coordenado por Marcos Valério Guimarães, restaurou, digitalizou e difunde parte da obra de um dos mais importantes documentaristas brasileiros. Orlando Bomfim Netto foi o primeiro cineasta a registrar sistematicamente, a partir da década de 1970, aspectos da cultura do Espírito Santo em documentários que se tornaram peças importantes do patrimônio histórico e da cinematografia capixabas.

O projeto Acervo Capixaba digitalizou e restaurou as cópias de sete filmes, em 35mm e 16mm, produzindo novas cópias de exibição em formato digital, novas cópias de preservação do material escaneado em 4K e a reunidos diversos materiais relativos aos filmes, como fotografias, cartazes, críticas e reportagens publicadas à época.

Integram o projeto os filmes “Itaúnas, Desastre Ecológico” (1979, cor, 8′); “Tutti, Tutti, Buona Gente, propriamente buona” (1975, cor, 26′); “Mestre Pedro de Aurora, prá ficar menos custoso” (1978, cor, 10′); “Ticumbi – Canto para a liberdade” (1978, cor, 20′); “Augusto Ruschi Guainunbi” (1979, cor, 10′); “Dos Reis Magos aos Tupiniquim” (1985, cor, 10′), produzidos no Espírito Santo, e também a produção carioca “O Bondinho de Santa Tereza” (1977, cor, 28′).

O projeto “Acervo Capixaba – Orlando Bomfim, netto” foi patrocinado pelo Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura). Acervo Capixaba é um selo da Pique-Bandeira Filmes para o relançamento de obras cinematográficas capixabas digitalizadas.

Produtora:
Pique-Bandeira Filmes
Idealização e Coordenação do Projeto:
Marcos Valério Guimarães
Produção Executiva:
Vitor Graize
Produção:
Igor Pontini, Vitor Graize
Digitalização e Remasterização:
Afinal Filmes
Fotos Divulgação:
Bianca Sperandio

Como contrapartida social da Lei Aldir Blanc, os filmes estão disponibilizados por meio de link gratuitamente

Acervo no link (playlist): https://www.youtube.com/playlist?list=PLPRi2drgWDaebzPTslRcWusrtC_qeqJnJ


VÍDEOS – ACERVO CAPIXABA ORLANDO BOMFIM NETTO






















‘Folia de Reis fortalece laços de solidariedade’, afirma Márcia Gomes

Especialista em patrimônio imaterial mostra importância da prática cultural, em artigo publicado na revista da FAP

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A Folia de Reis é uma forma de expressar a fé, fazer pedidos sagrados, cumprir a missão, abençoar a vida e de se divertir, digna e respeitosamente, de acordo com a especialista em patrimônio imaterial Márcia Gomes. Em artigo produzido para a revista Política Democrática online, ela faz uma análise profunda da manifestação cultural.

» Acesse aqui a revista Política Democrática online

A revista é produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e todos os conteúdos podem ser acessados gratuitamente no site da entidade. Márcia lembra que a prática da Folia de Reis foi trazida da Europa e incorporada à cultura brasileira. “Proporciona convergência de grupo e fortalecimento de laços de solidariedade, uma vez que a simbologia que carrega conduz a uma ‘cristianidade’ e vida de luta em comum”, diz a especialista.

Essa prática, de acordo com Márcia, tem a capacidade de fortalecer os vínculos, a memória e identidade de grupo, por meio da “passada” da folia de casa em casa – o “giro”, momento do auge em que o simbólico se junta à materialidade. “Ela é folclórica sob a ótica do pesquisador ou do admirador que a vislumbra da assistência”, afirma ela.

Segundo a autora do artigo publicado na revista Política Democrática online, os folieiros podem ter a consciência de que aquilo é folclórico, mas manifestam como um ato de sua vida. “É uma diferença sutil, portanto profunda”, acentua Márcia.

“Cantos, danças e estandartes compõem a manifestação. As pessoas envolvidas cantam, dançam e carregam a bandeira da Folia até as casas como forma de devoção aos Santos ou aos Três Reis Magos”, pondera.

Todos os artigos desta edição da revista Política Democrática online serão divulgados no site e nas redes sociais da FAP ao longo dos próximos dias. O conselho editorial da publicação é composto por Alberto Aggio, Caetano Araújo, Francisco Almeida, Luiz Sérgio Henriques e Maria Alice Resende de Carvalho.

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