Geraldão será homenageado nesta segunda-feira no Rio de Janeiro

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O Modecom (Movimento em Defesa da Economia Nacional) e a Fundação Astrojildo Pereira realizam, nesta segunda-feira (07), homenagem a Geraldo Rodrigues do Santos, o Geraldão, na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 7º andar, Sala Belisário de Souza, Centro) às 18h.

Geraldão, que morreu em 2006, foi um importante líder operário tendo sido eleito deputado federal, em 1962, com uma das mais expressivas votações no estado de São Paulo. Ele teve o mandato cassado por ser comunista. Em 1970 foi designado pela direção nacional do PCB para dirigir o partido no antigo Estado da Guanabara, tendo contribuído decisivamente para o combate à ditadura militar.

Perfil

Geraldão nasceu em São José do Rio Pardo (SP), em 1/7/1923. Ainda criança foi viver em Santos, onde ainda jovem tornou-se portuário, destacando-se nas décadas de 1940, 1950 e 1960 como líder do movimento operário.

No início da década de 40 ingressou nas fileiras do PCB (Partido Comunista Brasileiro), onde rapidamente transformou-se em dirigente local, estadual e nacional.

Em 1962, foi candidato a deputado federal pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), sendo o candidato mais votado em São Paulo com 42 mil votos, porém foi impedido de tomar posse por ser comunista.

Em 1964, para fugir da perseguição da ditadura passou a viver na cidade do Rio de Janeiro e a partir de 1970 dirigiu o Partido Comunista Brasileiro no antigo Estado da Guanabara, permanecendo à frente do mesmo até 1980.

Por sua atitude coerente e combativa na luta contra a ditadura e em defesa do PCB, Geraldão recebeu várias homenagens, entre as quais, destacam-se o título de Cidadão Carioca e a Medalha Pedro Ernesto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o título de Cidadão Fluminense e a Medalha Tiradentes.

Em janeiro de 1992, Geraldão participou do X Congresso do PCB que produziu várias reformulações políticas e a sigla passou a ser denominada PPS (Partido Popular Socialista), de cuja direção nacional fazia parte ao falecer.

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