Reservas particulares: saiba mais sobre essas unidades de conservação

Minidocumentários da Funatura mostram como funcionam as RPPNs, criadas voluntariamente por proprietários rurais
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A Fundação Pró-Natureza (Funatura) lança quatro minidocumentários sobre a importância das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), filmados em reservas do bioma Cerrado e com proprietários e especialistas que atuam na proteção da natureza. Os minidocs podem ser assistidos no canal da Funatura no YouTube.

O Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo, o segundo maior bioma do Brasil e um dos mais ameaçados de extinção. Os vídeos tratam, do bioma em si; das  RPPNs;,  da  conservação; e  das  atividades econômicas possíveis numa RPPN (minidoc 04).

“Com imagens inéditas do nosso Cerrado e depoimentos tocantes, mostramos a importância de proteger a biodiversidade e conservar a vida em harmonia com a natureza”, comenta o diretor executivo da Funatura, Pedro Bruzzi.

A Funatura, por meio do projeto Reservas Privadas do Cerrado, tem a meta de criar 70 RPPNs até o final de 2021. Hoje, já são 60 áreas com processos abertos junto aos órgãos ambientais federais e estaduais no bioma. Dessas, 10 RPPNs já tiveram as devidas portarias de criação publicadas. As demais estão em andamento.

Os benefícios

As RPPNs são unidades de conservação de domínio privado com essa destinação gravada na matrícula do imóvel. Representam uma importante oportunidade de que novas unidades de conservação sejam criadas no Brasil, com a sociedade civil engajada na proteção dessas áreas.

A criação da unidade não afeta a titularidade do imóvel e não implica que o proprietário deixe a área ociosa, sem atividade econômica. É possível desenvolver atividades de ecoturismo, ações de pesquisa científica e de educação ambiental nas RPPNs.

“A RPPN pode representar para o proprietário rural uma nova fonte de negócios”, explica Michael Becker, coordenador da Estratégia de Implementação Regional do CEPF Cerrado. “É uma forma de preservar o patrimônio natural para todo o sempre  e a porta de entrada para novos mercados como o de crédito de carbono, pagamento por serviços ambientais (PSA) e estratégias ESG (Environmental, Social and Governance)”, diz ele.

O aumento da criação de RPPNs traz benefícios não apenas para a flora e a fauna, mas para toda a sociedade, que depende dos serviços ecossistêmicos produzidos pelo Cerrado, como a produção de água e a manutenção do clima.

“Quem conserva merece apoio e reconhecimento público. No Cerrado, temos mais de 270 áreas que contribuem imensuravelmente na produção de serviços ambientais, como áreas de matrizes de flora e refúgios de fauna silvestre”, destaca o coordenador do projeto pela Funatura, Laércio Machado.

O projeto 

O Projeto Reservas Privadas do Cerrado é uma realização da Funatura e parceiros com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Japão, e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

A Funatura, por sua vez, completou 35 de atividades em defesa do meio ambiente em agosto deste ano. Durante essa trajetória, a Fundação foi responsável pela elaboração do pré-projeto de lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc); pela criação do Parque Nacional Grande Serão Veredas; por Planos de Manejo como o do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, na Bahia, e Parque Nacional de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e outros 20; pelo apoio à criação do Santuário Vagafogo, em Pirenópolis/GO, a primeira RPPN do estado; além do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista do Mosaico Grande Sertão Veredas-Peruaçu.

Confira o minidocumentário:

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