fundacao astrojildo pereira

Antônio Fausto: Gorbachev e a democracia

 Há trinta anos era extinta a URSS e caía seu presidente, Mikhail Gorbachev, qualificado estadista soviético, que iniciou uma era de mudança reformadora, a partir de 1985. Precedida por quase setenta anos, desde a Primeira Guerra Mundial e tomada do poder por via revolucionária, uma guerra civil devastadora, intervenção estrangeira, desordem econômica, desemprego e fome. Uma ditadura pessoal   de trinta anos, implacável e facinorosa, que militarizou a vida social e criminalizou a atividade política.

Na década de vinte, a Nova Política Econômica-NEP foi uma oportunidade perdida de recuperação, com a introdução de mecanismos de mercado. A par da construção forçada de uma grande economia industrial capaz de enfrentar a invasão nazista e de ganhar a guerra contra a Alemanha, ao lado das potências ocidentais.

A sucessão de Stálin, após 1953, dividiu o círculo próximo do ditador e teve um desfecho sangrento, com a execução do chefe da polícia, famoso por sua crueldade e ambição de poder.

 O novo governo, liderado por Nikita Kruschev, antigo comissário político do Exército, em Stalingrado, teve o mérito histórico da denúncia dos crimes e do culto à personalidade do ditador, de uma anistia parcial de presos e perseguidos políticos e de outras medidas liberalizantes do regime.

Abrandamento dos “gulagui” (campos de prisioneiros e trabalho forçado) e da censura da imprensa, da literatura e das artes. Escritores até então perseguidos, puderam publicar seus livros. Kruschev lançou a política de coexistência pacífica com os antigos aliados da Segunda Guerra Mundial e conteve os impulsos belicistas e autoritários do Maoismo, na China.

Mísseis em Cuba
Seu maior erro político, no campo internacional, foi a colocação de mísseis em Cuba, que por pouco não levou a uma guerra nuclear com os Estados Unidos, implicando em queda do governo e restauração mitigada da Nomenclatura, a casta dirigente da URSS, desde os tempos de Stálin, a cujos integrantes o povo chamava, sarcasticamente, de “magnatas”. O governo Kruschev foi a primeira tentativa, embora malograda, de reforma democrática e modernização do sistema soviético.

Atraso e dependência de importações na Agricultura, baixa produtividade   da Indústria e dos Serviços, ganhos imerecidos e burocracia, conjugados ao retorno do autoritarismo e da censura, repressão de dissidentes, estendidos aos países do Leste europeu, com intervenções militares na Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e até mesmo no Afeganistão. Construção do Muro de Berlim. Foi o chamado período de estagnação, que levou inquietação às elites dirigentes internas e divisão do movimento socialista e democrático internacional.

O historiador I. Afanassiev escreveu: “Nosso sistema gerou uma categoria de indivíduos sustentados pela sociedade, mais interessados em receber do que dar. Consequência de uma política de igualitarismo que invadiu totalmente a sociedade soviética. O Homo soviéticos é ao mesmo tempo lastro e freio. De um lado se opõe à reforma, por outro, constitui a base de apoio para o sistema existente”. Nesse aspecto, muito parecido com as corporações do serviço público brasileiro.

Gorbachev
Em meio às perdas na competição com o Ocidente, assume o governo e a liderança política da URSS, Mikhail Gorbachev, que passou a representar os anseios reformistas de parcela significativa da Sociedade e dos próprios grupos dirigentes. Pela primeira vez, em sete décadas de sistema soviético, é colocada a questão da legalidade, do Estado de direito e da construção socialista com democracia, racionalidade econômica, sem o igualitarismo improdutivo vigente até então.

Segue-se ampla anistia, com extensão póstuma, o desmantelamento dos “gulagui”, abolição da censura aos meios de comunicação e uma reforma constitucional democratizante e modernizadora.

Na Economia e Administração Pública, a Perestroika (reestruturação), a busca da produtividade e eficiência aproximadas do capitalismo desenvolvido. Mecanismos de mercado, redução gradual do planejamento centralizado e dos subsídios fiscais e monetários.

Suspensão do financiamento e da tutela política das chamadas democracias populares do Leste europeu, da Alemanha Oriental e de Cuba. Retirada de tropas do Afeganistão e demais países.

A tentativa de golpe militar da ala conservadora da Nomenclatura, a debandada das repúblicas soviéticas e outros eventos políticos levaram à queda de Gorbachev e à dissolução da URSS. Mas a contribuição de seu governo ao socialismo com democracia, legalidade e racionalidade econômica lhe confere um protagonismo histórico vitorioso ante o futuro da luta dos trabalhadores e demais classes avançadas por liberdades políticas, justiça social, paz e cooperação entre os povos e defesa do meio-ambiente.

*Antonio Fausto é administrador


Diretores e conselheiros da FAP tomam posse comprometidos com ‘salto de qualidade’

Novos integrantes da Fundação Astrojildo Pereira aprovaram propostas para biênio 2020-2022

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Integrantes da nova composição da diretoria e dos Conselhos Curador, Consultivo e Fiscal da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) tomaram posse, nesta quinta-feira (19), na primeira reunião do biênio 2020-2022, em evento online transmitido no site e na página da entidade no Facebook. Na ocasião, eles também aprovaram, por unanimidade, o planejamento orçamentário da instituição e a criação de fundo de reserva, a fim de fortalecer a visão de ela ser referência para a cultura e a política democrática no Brasil.

Assista ao vídeo!



O novo presidente do Conselho Curador da FAP, médico Luciano Rezende, disse ser uma honra estar à frente do colegiado de “uma das fundações político-partidárias mais atuantes do país”. “Vamos contribuir muito com a formação de quadros”, afirmou, acrescentando que terá mais condições de colaborar com os trabalhos a partir de janeiro de 2021. Em dezembro, ele finda o seu segundo mandato como prefeito de Vitória (ES).

Em seguida, cada um dos conselheiros presentes se apresentou aos demais, destacando suas largas experiências em defesa de uma sociedade mais democrática, menos injusta, menos desigual e menos excludente. Todos se propuseram a fortalecer a missão da FAP de promover o estudo e a reflexão crítica da sociedade, para construir referencias teóricas e culturais relevantes para a reforma, a defesa e a consolidação do Estado Democrático de Direito.

Novo diretor-geral da FAP, Caetano Araújo explicou a necessidade de implementação de novo organograma da entidade, com reordenamento de recursos para a área de comunicação. “O aumento da área de comunicação se revelou fundamental neste período da pandemia”, ressaltou, detalhando como a criação de cargos de superintendente-geral, gerente de comunicação e de coordenadores de audiovisual, mídias digitais e de publicações deverá aumentar o alcance das ações da fundação junto à sociedade.

“A fundação tem, para implementar suas atividades, diversos instrumentos [de divulgação], como revistas impressas e online, publicações de livros e material audiovisual”, disse Araújo. “Para o próximo biênio, pretendemos dar salto de qualidade”, acrescentou. Ele lembrou, ainda, que o site da FAP já alcançou 201.203 acessos únicos, de janeiro a outubro deste ano, apenas com suas publicações.

Grupos temáticos

Os integrantes do Conselho Curador da FAP também concordaram com sugestão de a entidade criar grupos temáticos para discussão de questões relevantes e de interesse público. A proposta é de que, inicialmente, sejam criadas ao menos 20 comissões para debater, por exemplo, racismo e raça, meio ambiente, políticas econômicas e gênero, a fim de colaborar para sugestão e implementação de políticas públicas em cada área.

“O apelo que a gente faz é para que os conselheiros se engajem nos temas de sua referência ou proponham outros. Que todos estejam em contato permanente com outros com os quais há afinidade temática”, ressaltou o diretor-geral. Segundo ele, todas as ações da FAP serão amplamente divulgadas em notícias no site, nas revistas impressa e online, na TV FAP – que será criada futuramente – e nos eventos virtuais e, quando a pandemia do coronavírus passar, também em seminários e encontros presenciais.

A nova diretoria também definiu três temas que devem orientar a atuação da FAP, com base em grandes datas que serão celebradas em 2022: o Bicentenário da Independência, o Centenário da Semana de Arte Moderna e o Centenário da fundação do PCB (Partido Comunista Brasileiro), criado em 1922 e que, posteriormente, evoluiu para o PPS (Partido Popular Socialista), para o qual o Cidadania garantiu nova identidade política.

Planejamento

O diretor-financeiro, Raimundo Benoni, que também tomou posse nesta quinta-feira, explicou que o planejamento orçamentário da FAP foi pautado no planejamento estratégico, definido após a realização de três seminários online, e nas diretrizes da fundação. De acordo com ele, por causa da pandemia, o ano de 2020 tem sido atípico, mas vem deixando experiências interessantes em relação à diminuição de custos.

“A experiência mostra que as reuniões online são produtivas, e poderemos explorar um pouco mais isso para reduzir o custo”, afirmou Benoni. Segundo ele, a realização de encontros virtuais poderá reduzir em torno de 60% o gasto com despesas da direção da FAP. Ele também explicou que a criação de um fundo de reserva é importante para “garantir saúde financeira da fundação”.


CONHEÇA OS NOVOS DIRETORES E CONSELHEIROS DA FAP

DIRETORIA

  • Caetano Ernesto Pereira de Araújo (Diretor Geral) – DF

Graduado em Sociologia pela Universidade de Brasília (1976), mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (1980) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (1992). Atualmente é consultor legislativo do Senado Federal. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica e Sociologia Política.

  • Raimundo Benoni Franco (Diretor Financeiro) – MG

Ouvidor e Superintendente da CEMIG, com destaque no relacionamento com clientes e Instituições do Setor Elétrico, em especial a ANEEL – Agencia Nacional de Energia Elétrica. Foi secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste do Estado de Minas e secretário Nacional de Infraestrutura Cultural no Ministério da Cultura.

  • Ana Stela Alves de Lima – SP

Membro do diretório municipal de Campinas (SP). Bancária, é presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas (SP)

  • Ciro Gondim Leichsenring – SP

Psicólogo. Foi diretor financeiro da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) na gestão 2018-2020.

  • Jane Monteiro Neves – PA

Professora da Universidade do Estado do Pará (UEPA), especialista em processos educacionais (2012 a 2013 – IEP/Sirio Libanês). Foi diretora de Extensão e coordenadora do curso de graduação em Enfermagem da UEPA. Também é diretora de Atenção Primária (Atenção a Saúde) da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará.

  • Marco Aurelio Marrafon – MT

Doutor (2008) e Mestre (2005) em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, com estudos doutorais (sanduíche) na Università degli Studi di ROMA TRE – Itália, sob orientação do Prof. Eligio Resta. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (2002). É professor da disciplina de Direito e Pensamento Político na graduação, mestrado e doutorado em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional – ABDConst. Foi coordenador da Jornada da Cidadania e da Jornada da Vitória.

  • José Frederico Lyra Netto – GO

Engenheiro Mecatrônico pela Unicamp, mestre em Políticas Públicas pela universidade de Harvard, ex-consultor sênior da FALCONI (principal consultoria brasileira de gestão), co-fundador do Vetor Brasil, Co-fundador do Movimento Acredito.


CONSELHOR CURADOR

Membros titulares:

  • Luciano Santos Rezende (Presidente) – ES

Médico pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduado em Medicina Esportiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi prefeito de Vitória por dois mandatos, vereador da cidade por quatro mandatos, secretário de Saúde e de Educação do município. Foi também secretário de Estado de Esportes e Lazer e deputado estadual.

  • Bazileu Alves Margarido Neto (Vice-Presidente) – SP

Engenheiro de produção e mestre em economia. Já foi presidente do Ibama (2007-2008), secretário de Fazenda de São Carlos-SP (2001-2002), chefe de gabinete da ministra de meio ambiente Marina Silva de 2003 a 2007 e atualmente é assessor econômico da liderança na Rede no Senado.

  • Juarez Amorim – MG

Médico, ex-secretário de Meio Ambiente de Belo Horizonte (MG), ex-diretor Metropolitano da Cia. de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e dirigente partidário do PCB, do PPS e do Cidadania.

  • Arlindo Fernandes de Oliveira – DF

Consultor Legislativo do Senado Federal nas áreas de Direito Constitucional, Direito Eleitoral e Processo Legislativo desde 1996. Bacharel em Direito, Especialista em Direito Constitucional e em Ciência Política. Foi assessor na Câmara dos Deputados, na Assembleia Nacional Constituinte e na Presidência da República e Analista Judiciário no Supremo Tribunal Federal.

  • Alexandre de Almeida Youssef – SP

Gestor Cultural. Coordenador do Bloco da Cultura. Mestre em Filosofia Política, graduado em Direito. Autor de “Novo Poder: Democracia e Tecnologia” e “Baixo Augusta: a cidade é nossa”. Foi secretário de Cultura de São Paulo e fundador do Acadêmicos do Baixo Augusta e o Studio SP.

  • Alberto Aggio – SP

Historiador, professor titular da Unesp, ex-diretor da Fundação Astrojildo Pereira (FAP), organizador do Blog do Aggio – Horizontes Democráticos.

  • Dora Kaufman – SP

Professora do Programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC SP. Pós-doutora pela COPPE-UFRJ e pelo TIDD PUCSP. Doutora ECA-USP com período na Université Paris – Sorbonne IV. Economista PUC-RJ. Professora convidada da Fundação Dom Cabral/FDC. Coautora do livro “Empresas e Consumidores em Rede: um Estudo das Práticas Colaborativas no Brasil” e autora dos livros “O Despertar de Gulliver: os desafios das empresas nas redes digitais”, e “A inteligência artificial irá suplantar a inteligência humana?”. Colunista da Época Negócios.

  • Eliana Calmon Alves – DF

Jurista e magistrada brasileira aposentada, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual ocupou o cargo de ministra no período de 1999 a 2013. Também foi corregedora-geral de Justiça e diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados ministro Sálvio de Figueiredo (Enfam). Atualmente, é advogada estabelecida em Brasília.

  • Eliseu de Oliveira Neto – DF

Psicólogo, psicanalista, psicopedagogo, professor universitário. Assessor legislativo do Senado Federal. Coordenador do Diversidade23 e de advocacy da Aliança Nacional LGBTI. Responsável pela criminalização da lgbtfobia, articulador do nome social no ensino básico, da doação de sangue por gays e mulheres Trans . Foi consultor da pauta LGBTI na BNCC.

  • George Gurgel de Oliveira – BA

Professor da UFBA,  da cátedra da Unesco em Sustentabilidade. Conselheiro do Instituto Politécnico da Bahia e da diretoria do Museu da Cultura Afro-brasileira da Bahia.

  • Ivair Augusto Alves dos Santos – SP

Químico, mestre em Ciência Política pela Universidade de Campinas (Unicamp), doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (Unb). Ex-diretor do Departamento de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

  • Jane Maria Vilas Bôas – DF

Antropóloga, coordenadora de Comunicação da executiva nacional da Rede e fundadora do movimento Nosso Lago. Foi presidente do Instituto Brasilia Ambiental (2015 a 2017).

  • Leandro Machado da Rosa – SP

Cientista político pela Universidade de Brasília (UnB), possui mestrando em Administração Pública pela Harvard University. Professor na Fundação Getúlio Vargas e criador de organizações cívicas como Agora!, RAPS e TemMeuVoto.

  • Lenise Menezes Loureiro – ES

Advogada (está secretária Estadual de Gestão e Recursos Humanos do ES)

  • Ligia Bahia – RJ

Professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui graduação em Medicina pela UFRJ, mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz.

  • Luiz Carlos Azedo – DF

Jornalista e colunista político do Correio Braziliense e do Estado de Minas. Foi diretor-geral da Fundação Astrojildo Pereira (FAP). Trabalhou nos jornais O Globo (Rj), Diário Popular (SP), O Dia (RJ), Última Hora (RJ) e o Correio da Manhã (RJ). Dirigiu o semanário político nacional, Voz da Unidade. Ex-diretor da Companhia de Notícias (SP), foi apresentador do Programa 3 a 1 (TV Brasil) e comentarista político da TV Gazeta (SP).

  • Marcus Vinícius Furtado da Silva Oliveira – MG

Graduado em História pela Universidade Federal do Triângulo (UFTM) e mestre e doutor em História e Cultura Política pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É autor dos livros “Em um rabo de foguete: trauma e cultura política em Ferreira Gullar” e “A arquitetura fractal de Antonio Gramsci: História e política nos Cadernos do Cárcere”, ambos publicados pela FAP. Atualmente é professor de História nas escolas da rede privada de Uberaba (MG).

  • Maria Dulce Reis Galindo – RJ

Professora de Língua Portuguesa e Literaturas, ex-subsecretária de Cultura de Niterói, ex-chefe de gabinete do deputado estadual Comte Bittencourt, chefe de gabinete do Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro (RJ).

  • Maria Terezinha Carrara Lelis – MG

Psicóloga, diretora do Instinto Ecos na Educação, desenvolvendo projetos com professores, mestre em educação. Na FAP, coordenadora do Encontro de Jovens Lideranças.

  • Sergio Basserman – RJ

Professor do Departamento de economia da PUC e coordenador estratégico do Climate Reality Project no Brasil.  Ex-diretor do BNDES,  ex-presidente do IBGE, do Instituto Pereira Passos, e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RJ).

  • Sionei Ricardo Leão de Araújo – DF

Jornalista, especialista em história militar, autor do documentário Kamba race – notas sobre a questão racial no exército brasileiro. Foi coordenador do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos/Seppir, entre 09/2017 até 02/2019, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA) e presidente substituto da Fundação Cultural Palmares – 2019/2020.

  • Tibério Canuto de Queiroz Portela – SP

Jornalista, iniciou sua profissão no Jornal da Bahia. Chefe de redação da sucursal do jornal Movimento, presidente do Jornal Em Tempo, foi assessor parlamentar de Fernando Morais e Paulo Renato. Coordenador de comunicação da campanha Roberto Freire presidente, assessor sindical. Atualmente é coordenador da Roda Democrática.

  • Vinícius De Bragança Müller e Oliveira – SP

Doutor em História Econômica, mestre em Economia e Bacharel em História. Professor há 25 anos com experiência em educação básica, ensino superior e pós-graduação. Atualmente é professor do INSPER, da FECAP e do CLP. Autor de “Educação Básica, Financiamento e Autonomia Regional: Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul (1850-1930).


Membros Suplentes

  • Luzia Maria Ferreira – MG

Bióloga, pós-graduada em administração pública, primeira mulher presidente da câmara municipal de Belo Horizonte, foi deputada estadual e federal por Minas Gerais. Atualmente é secretaria de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar de Contagem (MG).

  • Cezar Rogelio Vasquez – RJ

Engenheiro de Produção pela UFRJ, mestre em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, MBA Finanças IBMEC, MBA liderança e gestão pública pelo CLP. Experiência no setor público e como dirigente do Sebrae.

  • Miguel Arcangelo Ribeiro – RJ

Advogado, presidente da fundação Educacilnale Cultural de Nova Iguaçu (RJ). Presidente do Cidadania em Nova Iguaçu, membro da executiva estadual do Rio de Janeiro, coordenador do cidadania na Baixada Fluminense. Pós-graduado em Direito do Consumidor pela Escola de Magistratura do estado do Rio de Janeiro.

  • Indaiá Griebeler Pacheco – SC

Advogada, especialista em direitos eleitoral, graduanda em filosofia pela UFSC e integrante do Renova BR.

  • José Maria Quadros de Alencar – PA

Graduado em Direito (UFPA), especialista em Planejamento do Desenvolvimento de Áreas Amazônicas (PLADES/NAEA/UFPA). É desembargador do Trabalho (aposentado) do TRT8 e consultor organizacional.


CONSELHO FISCAL

Membros titulares:

  • Benjamin Benzaquen Sicsú (Presidente) – DF

Engenheiro, trabalhou em governança municipais de SP e BSB (Sec. de Meio Ambiente em 1985), Estaduais e Federais (BNDES, Sec. Executivo do Ministro de Industrias e Comercio governo FHC,11 meses no cargo de ministro), vice-presidente para AL da Samsung (de 2003 a 2017), atualmente presidente do Conselho de administração da Fundação Amazonas Sustentável e conselheiro da Fundação Mathias Machline, escola de ensino técnico para jovens muito carentes com 1000 alunos e 94% de aprovação em ensino público superior.

  • Marluce Maria de Paula – SP

Advogada, ouvidora da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. É especialista em Direito Eleitoral e Direito Público.

  • Carlos Alberto Muller Lima Torres – DF

Professor aposentado do curso de Administração da UnB. Foi deputado distrital de Brasília entre os anos de 1990 a 1994. Criador do movimento Vamos pra Rua? de Brasília.

  • José Arnor Brito Silva – DF

Formado em História, foi membro da executiva do Plano Piloto e do diretório regional do PPS no Distrito Federal.


Membros Suplentes:

  • Paulo Morais Santa Rosa – DF

Médico e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. É assessor técnico da Câmara dos Deputados.


CONSELHO CONSULTIVO

  • Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque (Presidente) – DF

Engenheiro mecânico, economista, educador, professor universitário e político brasileiro filiado ao Cidadania. É o criador do Bolsa-Escola, que foi implantada pela primeira vez em seu governo no Distrito Federal. Foi reitor da Universidade de Brasília, de 1985 a 1989, governador do Distrito Federal, de 1995 a 1998, e eleito senador pelo Distrito Federal em 2002. Foi Ministro da Educação entre 2003 e 2004, no primeiro mandato de Lula, e reeleito nas eleições de 2010 para o Senado pelo Distrito Federal, com mandato até 2018. Desde 2020, é membro do grupo científico Justiça penal italiana, europeia e internacional do Iberojur, coordenado por Bruna Capparelli.

  • Nestor da Costa Borba (Sec. Executivo) – DF

Professor, economista, assessor parlamentar. Especialista em sustentabilidade e economia do setor público.

  • Alexandre Pessoa da Siva – SP

Engenheiro Químico, mestre em Química (Academia de Minas de Freiberg) e doutor em Ciências (USP). Coordenador de Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana em áreas contaminadas.

  • Amílcar Baiardi – BA

Professor da Universidade Católica do Salvador (BA) e professor titular aposentado da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, atuando também como professor permanente do programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História da Ciência, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual de Feira de Santana.

  • Anderson Martins – DF

Assessor Técnico Legislativo nas áreas de viação, transporte, trânsito e mobilidade urbana, fiscalização financeira e controle e de esporte na Câmara dos Deputados.

  • André Gomyde Porto – ES

Presidente do Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis. Estrategista, empreendedor e pesquisador, com importante experiência em gestão estratégica de projetos complexos para o desenvolvimento econômico e para a inovação.

  • Any Machado Ortiz – RS

Advogada, exerce atualmente o mandato de deputada estadual do Rio Grande do Sul (RS) pelo Cidadania.

  • Elimar Pinheiro do Nascimento – DF

Sociólogo, cientista político e cientista socioambiental, professor dos Programas de Pós-Graduação de Desenvolvimento Sustentável, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) e de Ciência do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia do Centro de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Amazonas (CASA/UFAM).

  • Gisele Louise Serzebelo Correa Santoro – DF

Coreógrafa. Foi professora na Alemanha, na Itália, no Paraguai e nos Estados Unidos. Coreógrafa e maitrê de balé em pelo menos 11 cidades do mundo. É membro do Conselho Internacional da Dança da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

  • Hamilton Garcia de Lima – SP

Cientista político, professor associado em Ciência Política da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

  • Henrique Mendes Dau – SP

Estudante de Economia pelo Insper e coordenador político da Juventude do Cidadania23 no estado de São Paulo.

  • Carlos Alberto Ivanir dos Santos - RJ

Pós- doutorando em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ). Doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ. Pedagogo pela Notre Dame. Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Pesquisador do Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER-UFRJ) e no Laboratório de Estudos de História Atlântica das sociedades coloniais pós coloniais (LEHA-UFRJ).

  • João da Costa Falcão Neto – BA

É produtor da banda A Cor do Som e do artista Armandinho Macedo, além de ser vice-presidente da ABRAFEST (Associação dos produtores de festivais de jazz, blues e música instrumental). É bacharel em Direito..

  • José Antônio Segatto – SP

Professor titular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.  Tem graduação em História pela Universidade de São Paulo (1978), doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1993) e Livre-Docência pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Desenvolvimento, atuando principalmente nos seguintes temas: democracia, cidadania, literatura, política, socialismo, revolução e classes sociais

  • José Arlindo Soares – PB

Sociólogo, professor aposentado do Depto. de Ciências Sociais e do Programa de Pós- Graduação em Sociologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e presidente do Centro Josué de Castro.

  • José Jorge Tobias de Santana – PR

Militante estudantil como origem, presidiu, nos anos 80, o Diretório Acadêmico Rui Barbosa, da hoje Universidade Cândido Mendes. Advogado com mais de 25 anos de experiência, atuando no consultivo e contencioso, com pós graduação em Administração Pública e Gerência de Cidades. É, também, ator, cantor, compositor e produtor fonográfico e musical.

  • José Luis da Costa Oreiro – GO

Professor associado do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, Pesquisador Nivel IB do CNPq, pesquisador associado do Centro de Estudos do Novo-Desenvolvimentismo da FGV-SP, membro senior da Post Keynesian Economics Society ( Reino Unido), editor associado da PSL Quarterly Review (Itália) e lider do grupo de pesquisa Macroeconomia estruturalista do desenvolvimento cadastrado no diretório de grupos de pesquisa do CNPq. É autor do livro “Macroeconomia do Desenvolvimento: uma perspectiva Keynesiana”, LTC: Rio de Janeiro (2016).

  • Juliet Neves Matos – RJ

Graduanda em Ciências Sociais, com ênfase em Ciências Políticas e em Gestão Pública. Especialista em desenvolvimento institucional para o terceiro setor, tendo trabalhado em grandes organizações como Anistia Internacional e Cáritas Arquidiocesana.

  • Luciano de Freitas Pinho – SP

Sociólogo, assessor da Reitoria na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

  • Luiz Sérgio do Nascimento Henriques – MG

Tradutor e ensaísta, é um dos organizadores das “Obras” de Gramsci no Brasil.

  • Manuel Antônio Corrêa da Costa Thedim – RJ

Economista, foi subsecretário da Secretaria Municipal do Trabalho da Cidade do Rio de Janeiro, cofundador e diretor executivo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. Tem interesse nas áreas de desenvolvimento integrado e sustentável territorial e em políticas públicas de desenvolvimento, que tenham ressonância no combate à pobreza e diminuição da desigualdade.

  • Maria Amélia Rodrigues da Silva Enríquez  – PA

Economista, PhD em desenvolvimento sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. Professora e pesquisadora da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará. Ex-presidente e atual Conselheira Fiscal da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO). De junho de 2011 a dezembro de 2018 atuou na gestão pública do Governo do Estado do Pará; como secretária adjunta de Estado nas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Indústria, Comércio e Mineração e de Ciência e Tecnologia.

  • Mauricio Rudner Huertas – SP

Jornalista, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #Suprapartidário, idealizador do #CâmaraMan e apresentador do #ProgramaDiferente. Foi repórter da Folha de S. Paulo, entre outros veículos, secretário de Comunicação do PPS e do Cidadania, e integrou a direção executiva da FAP.

  • Paulo Fábio Dantas Neto – BA

Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia e dirige o Centro de Recursos Humanos, órgão suplementar de pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da mesma Universidade. Possui bacharelado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia (1978), Mestrado em Administração pela Universidade Federal da Bahia (1996) e Doutorado em Ciências Humanas – Ciência Política – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (2004).

  • Paulo Rogério dos Santos Baía – RJ

Técnico em estatística pela ENCE/IBGE, sociólogo pela UFRJ, mestre em ciência política pela UFF, Doutor em ciências sociais pelo CPDA/UFRRJ, estágio de pós-doutorado em História Social pela UFF. Professor da UFRJ. Ex-secretário de Estado dos Direitos Humanos do Rio de Janeiro

  • Pollyana Fatima Gama Santos – SP

Professora, pedagoga, pós-Graduada em Gerência de Cidades, mestre em Desenvolvimento Humano com especialização em Liderança Executiva para Primeira Infância, Neurociência e Educação Sistêmica. Escritora, reúne publicações de literatura infantil e participação em coletâneas. Atualmente é membro do Conselho Estadual de Educação de SP e Secretária de Educação no município de Ubatuba, litoral norte de SP.

  • Renata Eitelwein Bueno – PR

Vereadora de Curitiba em 2008 e a primeira deputada ítalo-brasileira a ocupar um cargo no parlamento italiano entre 2013 e 2018. Hoje é empresária e advogada internacional, atuando no escritório Pinelli Schifani localizado em Roma.

  • Raquel Nascimento Dias – CE

Gestora pública, ativista social, gerente de suporte técnico no Projeto Awurê. Foi assessora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará (CE), assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará, ex- coordenadora-geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais do MEC (2017). Também foi conselheira nacional de Promoção da Igualdade Racial e conselheira Nacional pela Diversidade Religiosa, Secretária Nacional de Mulheres, coordenadora e co-fundadora do Igualdade e também do Diversidade no Cidadania.

  • Rogério Baptistini Mendes – SP

Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisador com interesse nas áreas da Sociologia Brasileira, do Pensamento Político Brasileiro e do Estado e do Desenvolvimento no Brasil. É doutor em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp); mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

  • Sérgio José Cavalcanti Buarque – PE

Economista com mestrado em sociologia, professor da FCAP/UPE, consultor em planejamento estratégico com base em cenários e desenvolvimento regional e local, sócio da Multivisão-Planejamento Estratégico e Prospecção de Cenários e da Factta-Consultoria, Estratégia e Competitividade. É sócio fundador da Factta Consultoria. Fundador e membro do Conselho Editorial da Revista Será? É membro do Movimento Ética e Democracia.

  • Sérgio Camps de Morais – RS

Economista, foi vice-presidente do Cidadania-RS e membro do Diretório Nacional do Cidadania. Presidiu a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Grande do Sul.


Indústria tem papel fundamental em inovação, dizem especialistas em webinar

Evento online encerrou programação da recém-lançada revista Política Democrática especial sobre cidades

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

O setor de indústria deve assumir protagonismo na inovação no Brasil, que deve ser estimulada por meio de parcerias público-privadas e investimentos em educação. A análise é de especialistas que participaram, na noite desta quarta-feira (29), do quinto e último encontro do ciclo de debates online da programação de lançamento da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, que inaugurou sua versão temática com o título A reinvenção das cidades. O evento teve transmissão ao vivo no site e na página da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) no Facebook.

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A publicação foi lançada, oficialmente, no dia 30 de setembro, com a realização do primeiro encontro do ciclo de debates online, e colocada à venda na internet com o objetivo de colaborar com as discussões de melhorias das cidades, às vésperas das eleições municipais. Todos os eventos da programação foram mediados pelo sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo e tiveram presença permanente da jornalista Beth Cataldo, da Tema Editorial, que, em parceria com a fundação, coeditou a revista.

Autor do texto Em busca da cidade sustentável e empreendedora, publicado na revista, o doutor em engenharia e diretor executivo da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC), Roberto Alvarez, disse que “o Brasil é um país pouco inovador”, considerando métricas internacionais. Segundo ele, dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que o crescimento econômico de seus países membros é explicado pela inovação.

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No Brasil, desde 2003, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realiza um trabalho com 75 mil empresas no país, que correspondem a 97,5% do produto da indústria brasileira. “Empresas que inovam e diferenciam produtos crescem mais, exportam mais, são mais lucrativas e geram mais e melhores empregos, que remuneram melhor os trabalhadores e nos quais as pessoas permanecem por mais tempo”, afirmou Alvarez. “Inovação é fundamental para o crescimento econômico”, disse.

De acordo com Alvarez, a baixa conexão do país com o restante do mundo é um problema, considerando a perspectiva de pessoas. Ele observou que a média mundial de imigrantes é de 3,5% em relação ao total da população de cada país. Nos Estados Unidos, 15% dos moradores nasceram fora. No Brasil, estrangeiros representam apenas 0,3% dos habitantes. “Fomos um país de imigrantes. A nossa sociedade hoje oxigena pouco e tem poucas conexões com o mundo, o que representa gargalo muito grande para capacidade de inovar e levar coisas novas para o mundo”, criticou o diretor da GFCC, organização sediada em Washington (EUA) e presente em mais de 30 países.

Mais recursos

O professor André Corrêa d'Almeida, da Universidade de Columbia e conselheiro sênior da Academia de Ciências de Nova Iorque, alertou que o discurso de inovação centrado em tecnologia e dados não ajuda 99% das cidades do mundo por causa da falta de recursos para executar os projetos. Ele escreveu o texto Cidades mais inteligentes no Brasil: teoria e prática, publicado na revista e produzido em parceria com Clara Clemente Langevin.

Autor de Smarter New York City: How City Agencies Innovate, d’Almeida também citou a importância de fortalecer os meios de implementação e revitalizar parceria global para o desenvolvimento sustentável. É o que já prevê o último dos 17 objetivos da Agenda 2030, um plano global proposto pela ONU (Organização das Nações Unidas) e que ainda é formado por 169 metas. “A indústria tem que desempenhar um papel de frente”, sugeriu.

O autor fez um alerta para que a discussão do assunto não fique apenas “no plano das ideias, das visões”. “Na realidade local, dos municípios, não nas grandes empresas, é preciso mapear o que já existe de talento, iniciativa e experimentações para desenvolver agenda de inovação a partir do que já existe”, afirmou d’Almeida. Segundo ele, a falta de autonomia financeira das cidades é outra grande barreira para processos inovadores.

Clara Clemente, que tem MBA em Prática de Desenvolvimento da Columbia University e é especializada em utilizar tecnologias emergentes no setor público, destacou que uma gestão baseada em inovação toma decisões sustentadas em dados. “Para ter uma gestão de cidades inteligentes no Brasil, é importante criar uma rede de partes interessadas para garantir processo holístico e que tenha olhar para toda a sociedade”, enfatizou.

Barreiras políticas

Convidado para debater o assunto com os autores de textos publicados na nova edição da revista Política Democrática, o presidente do Conselho de Administração da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), engenheiro civil Benjamin Sicsú, criticou a falta de governança no Brasil em busca de processos inovadores. Segundo ele, barreiras políticas ainda precisam ser superadas para implementá-los, efetivamente.

Sicsu, que também é ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e ex-vice-presidente de novos negócios da Samsung Eletronics para a América Latina, sugeriu mais integração entre instituições para o desenvolvimento de ações inovadoras. “No Brasil, diferente de outras países, o número de pesquisas colaborativas é muito pequeno. Entidades associativas não trabalham de forma que as empresas possam encontrar, em conjunto, soluções para problemas’, lamentou.

Além disso, o engenheiro ressaltou a importância de criação de banco de dados que possam ser compartilhados com a sociedade a fim de estimular processos inovadores. “Precisamos armazenar e difundir informações de coisas boas e de coisas que não deram certo, para outros não repetirem os erros”, afirmou, ressaltando a importância de mais investimentos em educação. “Não teremos inovação com baixíssimo nível educacional. O [baixo] nível de inovação brasileiro só será resolvido com patamar superior de educação”, destacou.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Evento online terá participação de Roberto Alvarez, André Corrêa d'Almeida, Clara Clemente Langevin e Benjamin Sicsu

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Caminhos da inovação serão discutidos, nesta quarta-feira (28), a partir das 19 horas, no quinto e último webinar da programação de lançamento da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, cujo título é A reinvenção das cidades, mesmo nome do ciclo de debates. O evento online será transmitido, ao vivo, no site e na página da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) no Facebook.

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A publicação, produzida e editada pela FAP em parceria com a Tema Editorial, foi lançada no dia 30 de setembro, durante o primeiro debate online, e já está à venda na internet. A mediação do debate será realizada pelo sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo, que também é consultor do Senado. A jornalista Beth Cataldo, organizadora da edição temática, também tem participação permanente na série de webinars.

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Por meio da sala virtual do zoom, os internautas poderão interagir diretamente com os debatedores, autores de análises sobre inovação publicadas na revista Política Democrática impressa. Participa da discussão o doutor em engenharia e diretor executivo da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC), Roberto Alvarez. A organização global é sediada em Washington (EUA) e está presente em mais de 30 países.

Também tem presença confirmada no evento online o professor André Corrêa d'Almeida, da Universidade de Columbia, conselheiro sênior da Academia de Ciências de Nova Iorque e autor de Smarter New York City: How City Agencies Innovate. Clara Clemente Langevin, que tem MBA em Prática de Desenvolvimento da Columbia University e é especializada em utilizar tecnologias emergentes no setor público, é outra debatedora.

Além deles, o público poderá interagir com o engenheiro civil Benjamin Sicsú, convidado para debater com os autores. Ele foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e vice-presidente de novos negócios da Samsung Eletronics para a América Latina. É presidente do Conselho de Administração da FAS (Fundação Amazonas Sustentável).

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Caótica, São Paulo tem ‘frestas poéticas’, avaliam especialistas em webinar

Artur Rozestraten, Diogo Augusto Mondini Pereira, Gabriel Mazzola Poli de Figueiredo e Tuca Vieira participaram de ciclo de debates de lançamento da Política Democrática

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

A cidade de São Paulo oferece “frestas poéticas”, apesar de sua característica predominantemente caótica e onde a busca pela modernidade não redundou, necessariamente, no moderno. A avaliação é de especialistas que participaram, na noite desta quarta-feira (21), do quarto e penúltimo encontro online do ciclo de debates A reinvenção das cidades, mesmo título da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, produzida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em parceria com a Tema Editorial.

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Os webinars integram a programação de lançamento da revista, que ocorreu no dia 30 de setembro. Participaram do quarto debate o professor Artur Rozestraten, da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), o arquiteto e urbanista Diogo Augusto Mondini Pereira, o engenheiro eletrônico Gabriel Mazzola Poli de Figueiredo e o fotógrafo Tuca Vieira, autor do premiado Altas Fotográfico da cidade de São Paulo.

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Integrantes do grupo de pesquisa RITe (Representações: Imaginário e Tecnologia) junto ao CRI2i (Centre de Recherches Internationales sur L’Imaginaire), Rozestraten, Pereira e Figueiredo produziram, em coautoria, a análise A cidade de São Paulo do futuro no presente descontínuo, que o tempo todo dialoga com fotografias de Vieira. O texto está publicado na terceira parte da revista Política Democrática.

“A compreensão de São Paulo como uma totalidade demanda a construção abstrata da interdependência entre uma descontinuidade de lugares distintos com identidades próprias, que, como microcosmos relativamente autônomos, constituem no espaço a tessitura de um todo: uma galáxia luminosa e enigmática, como a imagem que vemos pela janela do avião à noite antes de aterrissar em Cumbica”, diz um trecho do texto.

Dimensão do imaginário

Durante sua apresentação, Rozestraten explicou que eles começaram a produzir a análise a partir da dimensão do imaginário em torno da cidade de São Paulo, transformado pela situação singular da pandemia. “Tentamos fazer uma reflexão que partisse da inquietação, dúvida, para compreender o fenômeno urbano”, afirmou, ressaltando que a análise avança para uma linha mais especulativa e projetual, já que contempla incógnitas e imprevisibilidades.

“A redação era motivada por imagens, e estava muito presente a produção do Tuca Vieira, com material que ele estava compartilhando no Instagram”, disse o professor da USP. “Percebemos que a construção do texto não conferia às imagens papel ilustrativo, mas estrutural dentro dele. O texto passa por distintas imagens do universo da literatura, do cinema, da música e da arquitetura, fortalecendo o imaginário”, asseverou.

Pereira, por sua vez, lembrou que São Paulo seria um modelo do desenvolvimentismo brasileiro. “Uma modernidade que não redundou num país moderno, mas que oferece frestas poéticas, como o minhocão, uma estrutura da ditadura militar que se tornou espaço público transformado, de liberdade”, ressaltou, acrescentando que a via também virou espaço para lazer e atividades culturais.

As frestas poéticas são analisadas pelos autores no texto publicado na revista Política Democrática. “Se uma dimensão corporativa, especulativa, desenha esta cidade diante de uma lógica de rentabilização do solo, diante da privatização dos espaços públicos, da segurança e da vida urbana, São Paulo apresenta frestas poéticas, nas quais ainda se pode vislumbrar sua natureza primeira, como o Pico do Jaraguá a partir das marginais, o perfil da Serra da Cantareira desde a região central da Luz”, afirma um trecho.

Cidades inteligentes

Já Figueiredo chamou a atenção para as chamadas “cidades inteligentes”, modelo defendido nas promessas de campanha de muitos candidatos a prefeito dos municípios brasileiros. “Pessoal, quando fala de cidades inteligentes, já chega querendo apresentar solução, resolver, vender projeto, sendo que, muitas vezes, a gente sequer sabe como funciona a dinâmica urbana”, criticou. “Cidades inteligentes é um tema guarda-chuva. Tem uma série de tecnologias e visões de cidades, mas é o tema da vez. Todo mundo quer cidades inteligentes”, disse, em outro momento.

De acordo com o engenheiro eletrônico, é preciso se pensar nos impactos sistêmicos da tecnologia. “Se quer pensar como vamos usar tecnologia para transformar as cidades e produzir resultados que levem a ganho de vida, à redução da desigualdade e à ampliação de acesso das pessoas a elas, é necessário qualificar o debate e pensar de maneira sistêmica e tentar entender uma forma de projetar com o grau de complexidade”, afirmou. Para ele, é necessário desenvolver novas técnicas cognitivas, ferramentas educacionais e olhar voltado não para fornecer solução, mas para questionar as cidades com olhar crítico.

O fotógrafo, em sua apresentação, questionou o uso da palavra cidade para se referir a São Paulo. “A gente continua usando a mesma palavra cidade, desde pequenos povoados até uma megalópole como São Paulo”, afirmou. “A gente segue tentando enquadrar São Paulo nessa definição, mas, para mim, ela cresceu tanto que rompeu, em determinado momento, e se tornou outra coisa. Enfrentar essa questão é fundamental. A palavra cidade também é uma representação da cidade”, disse.

A série de debates tem mediação do sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo, que também é professor da UnB (Universidade de Brasília), e participação permanente da jornalista Beth Cataldo, da Tema Editorial. Todos webinars da Política Democrática são transmitidos no site e na página da fundação no Facebook, nos quais os vídeos ficam disponíveis para internautas, que também podem conferir a discussão dos especialistas no canal da entidade no Youtube.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Artur Rozestraten, Diogo Augusto Mondini Pereira, Gabriel Mazzola Poli de Figueiredo e Tuca Vieira participam de programação de lançamento da publicação

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Especialistas discutirão, nesta quarta-feira (21), a partir das 19h, perspectivas dos espaços de transformação urbana, no quarto encontro do ciclo de debates online A reinvenção das cidades, mesmo título da recém-lançada revista Política Democrática impressa, número 55. Resultado de parceria com a Tema Editorial, a publicação foi produzida, pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), sediada em Brasília e que vai fazer a transmissão do evento em seu site e em sua página no Facebook.

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Mediado pelo sociólogo e consultor do Senado Caetano Araújo, diretor da FAP, o debate terá participação de autores de análises sobre as cidades publicadas na revista. A jornalista Beth Cataldo, organizadora da revista, também tem participação permanente no ciclo de debates online, que integra a programação de lançamento da nova edição temática da revista Política Democrática impressa.

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No grupo de debatedores, está confirmado o professor Artur Rozestraten, da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo). Na revista, ele escreve em coautoria com o arquiteto e urbanista Diogo Augusto Mondini Pereira e o engenheiro eletrônico Gabriel Mazzola Poli de Figueiredo, que também confirmaram participação no evento online.

Rozestraten, Pereira e Figueiredo integram o grupo de pesquisa RITe (Representações: Imaginário e Tecnologia) junto ao CRI2i (Centre de Recherches Internationales sur L’Imaginaire). Além deles, está confirmado para o debate o fotógrafo Tuca Vieira, mestre em arquitetura e urbanismo pela USP e autor do premiado Altas Fotográfico da cidade de São Paulo. Ele também produziu o livro Salto no escuro: leituras do espaço contemporâneo.

Os vídeos de todos os debates ficam disponíveis no site e na página da FAP no Facebook, para serem vistos pelo público, a qualquer momento, gratuitamente. Além disso, seus arquivos também são publicados no canal da FAP no Youtube.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Ciclo de debates A reinvenção das cidades tem início nesta quarta-feira (30)


Desigualdade socioespacial requer soluções de prefeitos, dizem especialistas

Roberto Andrés, Aldo Paviani, Marcos Magalhães, Rafael Passos e Beth Cataldo participaram de debate online da 55ª edição da revista Política Democrática impressa

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Desigualdade e exclusão socioespaciais estão diretamente relacionadas ao crescimento de tragédias ambientais e exigirão dos prefeitos eleitos soluções de reorganização das cidades para não aprofundarem, ainda mais, problemas como destruição da natureza, aumento do aquecimento global, desemprego e falta de mobilidade urbana. O alerta é de especialistas que participaram, nesta quarta-feira (14), do terceiro encontro do ciclo de debates online que integram a programação de lançamento da 55ª edição da revista Política Democrática impressa.

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Lançada no dia 30 de setembro, a publicação foi produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em parceria com a Tema Editorial. Quatro dos cinco debatedores têm análises publicadas na nova edição da revista. Realizado para discutir meio ambiente e ocupação urbana, o evento virtual foi transmitido, ao vivo, no site e na página da FAP no Facebook, nos quais o vídeo do debate ficará disponível ao público, gratuitamente. A mediação foi realizada pelo sociólogo Caetano Araújo, diretor da entidade e professor da UnB (Universidade de Brasília)

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O urbanista Roberto Andrés, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e editor da revista Piseagrama, analisou o que chama de “dupla exclusão”, tema de seu artigo na revista. Segundo ele, as cidades têm o grande desafio de enfrentar a exclusão das pessoas e dos elementos naturais na organização da vida urbana.

“A exclusão se explicita com rios que foram ignorados, relegados, e com chuvas cada vez mais intensas”, afirmou Andrés, que também é integrante da Rede de Inovação Política da América Latina e revisor do Journal of Public Spaces. “É fundamental mudarmos nossas cidades se quisermos manter vidas possíveis, tanto com redução de gases [do efeito estufa] quanto para minimizar os impactos [do aquecimento global] que já estão aí”, acrescentou.

Capital federal

Professor emérito da UnB e membro do Núcleo de Estudos do Futuro e da ANE (Associação Nacional de Escritores), o geógrafo Aldo Paviani chamou atenção para o caso da capital federal, que, segundo ele, ao longo dos anos, teve organização social inversa ao modelo pensado pelos seus organizadores. “O Plano Piloto tem 43% dos postos de trabalhos [do Distrito Federal] e os melhores salários”, disse.

No entanto, de acordo com Paviani, a desigualdade é vista, nitidamente, nas 33 regiões administrativas do DF (Distrito Federal), as chamadas cidades-satélites. Elas têm 57% dos postos de trabalho da unidade federativa, mas com baixos salários. “As cidades-satélites foram construídas para moradia, e não para trabalhar e morar nelas próprias”, observou o professor da UnB, que também tem análise publicada na revista Política Democrática impressa.

Toda essa desigualdade socioespacial e econômica, segundo o geógrafo, tem nítidos reflexos no dia a dia da população. “Mais de 150 mil veículos, todo dia, fluem para o Plano Piloto. Não há lugar para estacionamento. Em dez anos, não vai ter como estacionar no Plano Piloto”, alertou ele. “É uma mobilidade intensa porque aqui o transporte público é muito precário”, asseverou.

O jornalista Marcos Magalhães, mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Southampton e que escreve a coluna semanal para o site Capital Político, observou que é preciso conciliar a necessidade de fornecer moradia com bem estar e qualidade de vida. Sua apresentação seguiu na mesma linha de sua análise publicada na revista.

Em linhas gerais, Magalhães entende que o país precisa contar com setores que mais empregam para reduzir o mais rapidamente possível os efeitos econômicos e sociais da crise que já existia e se agravou depois do início da pandemia. A pressa, segundo ele, não deveria inibir um debate mais amplo sobre a questão urbana no Brasil. “Um debate que aborde, sem medo, a necessidade de conciliar os legítimos interesses do setor imobiliário com as igualmente legítimas – e urgentes – necessidades dos milhões de habitantes das cidades brasileiras”, escreveu ele, no texto.

Manifesto

Vice-presidente nacional do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), Rafael Passos ressaltou a importância do manifesto “Um projeto de cidades pós-pandemia”, que apresenta pontos fundamentais que devem ser focados com diálogo e vontade política pelos próximos prefeitos eleitos. O instituto é um dos signatários da carta, apresentada à sociedade e aos candidatos às eleições municipais por instituições de arquitetura e urbanismo do Brasil.

O documento sugere colocar as pessoas no centro das políticas, programas e projetos urbanos de curto, médio e longo prazos, priorizando o bem estar social; planejar as políticas urbanas de forma transversal, inclusiva e integrada; e viabilizar o financiamento contínuo das políticas urbanas, com recursos de diversas fontes.

Além disso, o manifesto também indica a busca por articulação territorial sempre que o orçamento e o alcance municipal não forem autossuficientes, assim como a garantia da participação popular nos processos decisórios. Para esse último ponto se viabilizar, segundo o documento, é preciso fortalecer conselhos municipais e a representatividade e equidade de seus membros, refletindo a maioria feminina nas lideranças comunitárias.

Organizadora da nova edição da revista Política Democrática impressa, a jornalista Beth Cataldo, da Tema Editorial, destacou que a transparência dos poderes públicos é fundamental para melhoria das cidades brasileiras. Além disso, ela apontou a importância da crítica e contribuições da imprensa local, que enfrenta dificuldades de orçamento e independência editorial, para direcionar, adequadamente, as decisões dos gestores.

De acordo com Beth, o jornalismo é essencial para colaborar com discussões acerca de assuntos relevantes para as cidades, como meio ambiente, planejamento e ocupação urbana. No entanto, ela citou dados sobre municípios brasileiros que sequer têm jornais independentes. Em sua avaliação, a diversidades de vozes ecoadas nas mídias digitais pode, em tese, colaborar para a sociedade ter mais pluralidade de informações e debates de assuntos que afetam a vida da população.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Webinar da Política Democrática impressa aborda meio ambiente e ocupação

Terceiro encontro do ciclo de debates online A reinvenção das cidades integra programação de lançamento da nova edição da revista impressa. Debate terá a participação de Rafael Passos, vice-presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Com o título A reinvenção das cidades, a recém-lançada 55ª edição da revista Política Democrática impressa, produzida pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em parceria com a Tema Editorial, vai reunir especialistas para discutir meio ambiente e ocupação imobiliária. Eles abordarão o assunto, na próxima quarta-feira (14), a partir das 19 horas, no terceiro encontro do ciclo de debates online, que será transmitido ao vivo pelo site e pela página da entidade no Facebook.

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Interessados poderão participar diretamente da discussão por meio da sala virtual do Zoom, que terá mediação do sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo e participação da idealizadora da edição, jornalista Beth Cataldo, da Tema Editorial. O terceiro debate tem presença confirmada de três autores de análises publicadas na revista, como o urbanista Roberto Andrés, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e editor da revista Piseagrama. Ele é membro da Rede de Inovação Política da América Latina e revisor do Journal of Public Spaces.

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Os internautas também poderão interagir com o jornalista Marcos Magalhães, mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Southampton e que escreve a coluna semanal para o site Capital Político. Além deles, participará do debate online o geógrafo Aldo Paviani, professor emérito da UnB (Universidade de Brasília), membro do Núcleo de Estudos do Futuro e da ANE (Associação Nacional de Escritores).

Em sua análise publicada na revista Política Democrática, Andrés diz que “a quarentena produzida pela covid-19 jogou luz sobre a máquina da morte – e a paralisou provisoriamente”. De acordo com ele, sem carros nas ruas, a névoa cinza deu lugar a ares limpos e respiráveis. “Estima-se que cerca de 77 mil vidas tenham sido poupadas pela redução da poluição do ar graças à quarentena na China”, escreve.

Em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, de acordo com Andrés, o isolamento ajudou a derrubar pela metade os níveis de poluentes atmosféricos. “Se fossem mantidos os índices, milhares de mortes seriam evitadas anualmente. Além disso, diversos estudos apontam uma relação entre a taxa de mortes por covid-19 e a poluição do ar, evidenciando que os impactos da doença seriam menos intensos se o ar de nossas cidades estivesse sempre no ‘padrão quarentena’”, acentua.

Na avaliação do professor da UFMG, os mortos e impactados por enchentes, desabamentos, tornados, furacões, desertificação de áreas, migrações em massa, calor excessivo e outros efeitos da crise climática aumentarão a cada ano, em escala imprevisível e potencialmente trágica. “Não faltam motivos para seguirmos em modo de emergência. O futuro do mundo pós-covid-19, a que muitos têm se referido como início do século 21, dependerá disso”, alerta.

Magalhães, por sua vez, observa que o país vai precisar contar com os setores que mais empregam para reduzir o mais rapidamente possível os efeitos econômicos e sociais da crise que já existia e se agravou depois do início da pandemia. “A pressa, contudo, não deveria inibir um debate mais amplo sobre a questão urbana no Brasil”, afirma. “Um debate que aborde, sem medo, a necessidade de conciliar os legítimos interesses do setor imobiliário com as igualmente legítimas – e urgentes – necessidades dos milhões de habitantes das cidades brasileiras”, acrescenta, em seu artigo publicado na revista.

A sociedade também deverá ficar atenta ao panorama sociopolítico e econômico atual, no qual, segundo o geógrafo Paviani, migrações e desemprego acarretam sérios problemas para os desempregados e sobrecarga para o sistema de seguridade social, o seguro-desemprego. “Assim, desperdícios e encargos sociais representam um peso para a sociedade”, avalia ele.

Além disso, segundo o professor da UnB, há que se considerar os processos de migração dos desfavorecidos e do desemprego estrutural, que, conforme acrescenta, têm vinculação com o alargamento das periferias empobrecidas, sobretudo nas grandes cidades. “Essas questões parecem ser cruciais, demandando mudanças nas estruturas que produzem e perpetuam a pobreza, na procura de mecanismos capazes de promover as transformações estruturais a caminho do desenvolvimento com o aumento da qualidade de vida e dos benefícios sociais”, assevera.

O debate online tem, ainda, presença confirmada do arquiteto Rafael Passos, vice-presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), uma das entidades signatárias do manifesto “Um projeto de cidades pós-pandemia”, apresentado à sociedade e aos candidatos às eleições municipais pelas instituições de arquitetura e urbanismo do Brasil.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Cenário da pandemia pode impulsionar desaglomeração, dizem especialistas

Philip Yang, Tom Rebello e Emilia Stenel participaram de debate da programação de lançamento da 55ª edição da revista Política Democrática impressa

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

O cenário mundial da pandemia do coronavírus, marcado pelo crescente desenvolvimento da tecnologia e constante movimento de transformação das cidades, pode impulsionar o processo de desaglomeração social nos próximos anos. A avaliação é de especialistas que participaram, na noite desta quarta-feira (7), do segundo encontro do ciclo de debates online A reinvenção das cidades, mesmo título da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, publicada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em parceria com a Tema Editorial, e lançada no dia 30 de setembro.

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“A pandemia, com as tecnologias, impulsiona o espraiamento maior”, afirmou o fundador do Urbem (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole), Philip Yang. Ele disse que o trauma das epidemias impacta pouco na forma urbana. “As tecnologias, de fato, são determinantes na forma das cidades”, explicou, ressaltando que o mundo atual da pandemia tem um conjunto de tecnologias favoráveis à desaglomeração, o que, conforme observou, talvez o distingue das crises sanitárias anteriores.

Confira como foi o debate!


Autor da análise sobre a cidade depois do vírus, publicada na segunda parte da revista Política Democrática impressa, Yang fez um alerta sobre a desaglomeração. “Se essa tendência é permanente, a gente tem que lembrar que desaglomerar também é perigoso porque o espraiamento urbano traz riscos à estabilidade climática”, destacou. Ele lembrou que, até antes da pandemia, as projeções indicavam que, entre 2001 e 2030, seria gerada uma mancha urbana planetária três vezes maior que a de 2000.

O arquiteto e urbanista Tom Rebello, que tem especializações na França em Planejamento de Transportes e Desenvolvimento Urbano e Regional, ponderou que a descompressão pode gerar novos centros em outros bairros, através da descentralização que faça uso de corredores existentes. “Novos centros não só para que as pessoas possam ir trabalhar a pé ou de bicicleta”, acentuou. “Novos centros em bairros antigos podem promover certa autossuficiência, de forma mais organizada e que diminua essa pressão em cima do sistema de transporte”, exemplificou.

De acordo com Rebello, é impossível imaginar que as cidades possam crescer indefinidamente. Segundo ele, a política de promover, ou incentivar, o processo de desmigração, como chamam alguns sociólogos, tem a ver com incentivos para indivíduos e empresas. “Incentivo para o indivíduo é renda mínima, para poder voltar à sua região de origem, ou para cidades menores, e ter um salário, pelo menos provisoriamente”, explicou ele, que é autor do texto sobre perspectivas de espaços mais justos, também publicado na segunda parte da revista.

Na avaliação da arquiteta e professora Emilia Stenel, que se especializou em arquitetura habitacional pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e tem mestrado em Teoria e Crítica da Arquitetura pela UnB, não há dúvida de que as cidades precisam ser repensadas. “As cidades têm que abrir espaço para pluricentralidade”, enfatizou. Ela concedeu entrevista à revista Política Democrática impressa e abordou sua visão otimista.

“A solução é a saída do centro, sim, para unidades que tenham direito ao cultivo, em cada habitação”, disse ela, citando exemplo da Suécia. “Temos que restituir o direito à habitação com uma promessa que não seja a de inserção em uma indústria que não mais existe, que mostrou-se ineficiente. Temos que garantir possibilidade de sobrevivência e retorno da relação com a natureza, e as cidades têm que repensar profundamente qual é o espaço da cidade. É o espaço que ando ou tem de incorporar o espaço virtual”, provocou, ressaltando a influência da tecnologia sobre a vida urbana.

A jornalista Beth Cataldo, idealizadora da nova edição da revista e editora responsável da Tema Editorial, disse que as análises garantem a pluralidade de vozes, marca do projeto da publicação. “Nosso papel foi justamente trazer esse estímulo ao debate, a ideia de que é preciso debater a vida urbana e as cidades. No ano de eleições municipais, foi mais que apropriado fazermos um volume sobre esse tema”, afirmou.

O evento online foi mediado pelo sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo, que também é professor da UnB (Universidade de Brasília). Ele também vai mediar os três próximos encontros online do ciclo de debates A reinvenção das cidades, que serão realizados todas as quartas-feiras.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Tom Rebello, Emilia Stenel e Philip Yang também analisam linhas de ocupação nas cidades, com mediação de Caetano Araújo

Cleomar Almeida, comunicação FAP

Impactos da pandemia na vida urbana serão discutidos, na próxima quarta-feira (7), a partir das 19 horas, no segundo encontro online do ciclo de debates A reinvenção das cidades, com transmissão ao vivo no site e na página da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) no Facebook. Internautas poderão participar diretamente da discussão, por meio da sala virtual do zoom.

Realizado de forma online por causa da pandemia do coronavírus, o ciclo de debates ocorre como parte da programação de lançamento da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, produzida em parceria com a Tema Editorial e que também tem como título A reinvenção das cidades. A publicação já está à venda na internet.

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Mediado pelo sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo e com participação permanente da idealizadora da edição, jornalista Beth Cataldo, o segundo debate online tem presença confirmada do arquiteto e urbanista Tom Rebello. Formado pela UnB (Universidade de Brasília) ele tem especializações na França em Planejamento de Transportes e Desenvolvimento Urbano e Regional.

Assista ao vivo!

Outros dois participantes do debate são a arquiteta e professora Emilia Stenel, que especializou-se em arquitetura habitacional pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e tem mestrado em Teoria e Crítica da Arquitetura pela UnB, e o fundador do Urbem (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole), Philip Yang.

Na nova edição da revista Política Democrática, os três especialistas analisam linhas de ocupação. Em seu artigo, Rebello observa que, com o passar dos anos, “a expansão urbana desenfreada comprimiu áreas centrais e gerou, nas periferias, as chamadas cidades-dormitório”.

“Entre as duas, sistemas de transporte de massa que, em movimentos pendulares, levam trabalhadores da periferia para o centro e do centro para a periferia, a um custo social e econômico desumano”, pontua o especialista em Planejamento de Transportes e Desenvolvimento Urbano e Regional. “Para mudar essa situação, é preciso descomprimir os centros urbanos”, sugere.

Lições importantes
De acordo com Emilia, a pandemia do coronavírus deixará importantes lições, e segundo ela, as sociedades saberão se defender das próximas crises sanitárias. “Núcleos urbanos descentralizados são bem-vindos independente de pandemias, desde que criados com empregos, lazer, equipamentos sociais e tudo mais, principalmente como alternativas às metrópoles saturadas”, afirma ela, em um trecho. “Cidades-dormitório nunca mais”, acrescenta.

Yang entende que, depois da pandemia, no plano urbano, as sociedades deverão catalisar o adensamento, a mistura de usos, o que, segundo ele, representa a mistura de usos e pessoas que caracterizam as cidades compactas. “No plano econômico, o pós-pandemia deverá ser marcado pelo aprofundamento da globalização e da cooperação internacional, dadas as tantas limitações que os Estados nacionais apresentam para a gestão de fenômenos globais”, afirma.

Todos os demais três debates online subsequentes, que serão realizados e transmitidos às quartas-feiras, também terão participação de especialistas e pesquisadores de cada um dos grandes temas tratados na revista. Os vídeos dos encontros virtuais ficarão disponíveis no site da FAP e nas páginas da fundação e da Tema Editorial no Facebook. O arquivo também será disponibilizado no canal da fundação no Youtube. O primeiro encontro foi realizado no dia 30 de setembro, no lançamento da revista Política Democrática.

Ficha técnica
Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

Falta de proporcionalidade na distribuição de recursos por parte da União, baixa qualificação de servidores, deficiência no saneamento urbano e insegurança da população estão entre os principais desafios a serem enfrentados na gestão de municípios brasileiros. A análise é de especialistas que participaram, na noite desta quarta-feira (30), da abertura do ciclo de debates online A reinvenção das cidades, mesmo título da 55ª edição da revista Política Democrática impressa, publicada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), em parceria com a Tema Editorial, e lançada na ocasião.

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Mediado pelo sociólogo e diretor da FAP Caetano Araújo, que também é professor da UnB (Universidade de Brasília), o primeiro dos cinco debates online também apontou caminhos para os gestores municipais planejarem seus governos. O evento foi transmitido no site e na página da FAP no Facebook, nos quais o vídeo ficará disponível para internautas, que também podem conferir a discussão dos especialistas no canal da entidade no Youtube.

O economista Jackson De Toni, doutor em Ciência Política e mestre em Planejamento Urbano e Regional, disse que a situação dos municípios do país é dramática não só por causa da pandemia do coronavírus, que agravou ainda mais a crise econômica, mas pela trajetória que o país construiu nas últimas décadas. “As cidades refletem e são muito sensíveis aos índices econômicos, especialmente aos que se referem ao nível de renda e desemprego”, afirmou, para acrescentar: “Ser gestor municipal hoje no Brasil é, mais do que nunca, um ato de coragem”.

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De Toni, que é autor do texto “Gestões municipais: dilemas e desafios pós-crise”, publicado na revista, ressaltou que “existe um apagão muito sério” na capacidade de gestão e qualidade dos servidores públicos dos municípios. Ele citou pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em 2012, segundo a qual 38% desses profissionais tinham somente o nível médio de escolaridade no ano anterior. Na época, outros 32% haviam concluído o nível superior ou pós-graduação.

Outra preocupação apontada por De Toni é que apenas a metade dos municípios brasileiros tem planos diretores, necessários para direcionar a gestão dos municípios no médio e longo prazos. Além disso, segundo ele, o modelo federativo no país “ainda não deu conta do problema de transferir recursos de modo que guarde certa proporcionalidade lógica”. “O que acontece, via de regra é estrangulamento dos municípios”, analisou, ressaltando que 20% do PÌB (Produto Interno Bruto) do país está concentrado em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

‘Monstrópoles’
O ex-senador Cristovam Buarque e ex-governador do DF (Distrito Federal), autor do texto “Pequeno dicionário para uma cidade ideal”, publicado na terceira parte da revista, listou as características que devem existir no que ele chamou de “cidades do futuro”. De acordo com ele, serve como um pequeno manual de “como transformar monstrópoles em cidades”.

A análise de Cristovam, detalhada de forma minuciosa em seu texto e com licença poética, mostra que as cidades precisam ser aconchegantes, bonitas, pacíficas – e, mais do que isso, seguras –, saudáveis, sustentáveis, educadas, eficientes e inteligentes. “São palavras que não aparecem muito em textos técnicos de urbanismo”, disse ele, que também é presidente do Conselho Curador da FAP.

Relator da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que completou 10 anos em agosto, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) publicou, na nova edição da revista Política Democrática,  análise sobre saneamento, saúde e qualidade de vida. No debate online, ele destacou o desafio de fazer das cidades um espaço de acolhimento em seus diferentes aspectos. “É repensar o jeito que está hoje”, disse.

Jardim ressaltou que as gestões dos municípios e toda a sociedade devem estar atentas ao papel da água, que é “um desafio permanente”, à drenagem urbana e aos resíduos sólidos. Ele lembrou que mais de 390 mil pessoas sobrevivem da atividade de catador no país. “Temos condições de avanços tecnológicos formidáveis e alcançar lixo zero”, afirmou, em outro momento, acrescentando que é preciso divulgar os conteúdos do debate como instrumento para qualificar e subsidiar os candidatos nas eleições municipais.

Valores democráticos
Secretário-executivo de Segurança Urbana do Recife e ex-assessor especial dos ministros da Segurança Pública e da Defesa, Felipe Sampaio afirmou que a confiança da população no Estado sustenta a democracia. “Valores democráticos se materializam nas ruas das cidades para que as pessoas percebam que é preciso vivenciar, efetivamente, os valores que defendem, como liberdade, liberdade de imprensa e direitos humanos”, exemplificou.

Sampaio, que é autor do texto sobre urbanismo, segurança e democracia, publicado na primeira parte da revista Política Democrática, explicou que as pessoas perdem confiança no Estado se não confiarem nas políticas públicas, o que, segundo ele, “fragiliza a sustentabilidade democrática”. “Se trabalhar segurança urbana de maneira sistêmica, integrada, do ponto de vista de políticas públicas urbanísticas, e a prefeitura como articuladora junto aos outros níveis de Estado, melhora muito”, afirmou. “Com cidade segura e pessoas felizes, que confiam no Estado efetivamente, está garantida, ou prorrogada, a sustentabilidade democrática”.

Idealizadora da publicação, a jornalista Beth Cataldo, mestre em Comunicação pela UnB e editora responsável da Tema Editorial, destacou a relevância da publicação, especialmente, por ser lançada às vésperas das eleições municipais. “É um livro denso e pleno de esperança”, disse. Ela, assim como Caetano Araújo, terá participação permanente em todos os quatro próximos encontros online do ciclo de debates A reinvenção das cidades, que serão realizados todas as quartas-feiras.

Ficha técnica
Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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Primeiro encontro virtual será realizado no lançamento da nova edição da revista Política Democrática com transmissão ao vivo pela internet

Cleomar Almeida, assessor de comunicação da FAP

O lançamento da nova edição da revista Política Democrática, nesta quarta-feira (30), a partir das 19 horas, marcará também a abertura do ciclo de debates online A reinvenção das cidades, mesmo título da publicação da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em parceria com a Tema Editorial. A transmissão dos eventos virtuais será realizada pelo site e pela página da entidade no Facebook, com retransmissão na rede social da editora.

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O ciclo de debates e o lançamento da revista serão apenas online em razão da pandemia do coronavírus. Os cinco encontros virtuais serão realizados todas as quartas-feiras e terão a mediação do doutor em sociologia Caetano Araújo, representante da FAP, e participação permanente da jornalista Beth Cataldo, mestre em Comunicação pela UnB (Universidade de Brasília) e editora responsável da Tema Editorial.

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Participam como debatedores do primeiro encontro o professor emérito da UnB Cristovam Buarque, ex-governador e ex-senador pelo Distrito Federal; o secretário-executivo de Segurança Urbana do Recife, Felipe Sampaio, ex-assessor especial dos ministros da Segurança Pública e da Defesa. Além deles, o primeiro debate também tem participação confirmada do economista Jackson De Toni, doutor em Ciência Política e mestre em Planejamento Urbano e Regional.

Na revista, De Toni e Sampaio fazem análises aprofundadas sobre agenda de desafios das cidades, que contempla a primeira das seis partes da obra. A publicação também aborda linhas de ocupação, espaços de transformação – com contribuição de Cristovam –, Brasília aos 60 anos, ambientes urbanos e caminhos da inovação.

Segundo De Toni, o gestor deve se habilitar para internalizar e utilizar toda e qualquer ajuda dos programas emergenciais estaduais e federais, o município deve pôr em prática uma estratégia de reação rápida diante da crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19. “Cabe ao gestor igualmente pensar o futuro pós-crise, desenhar cenários, preparar a cidade para retomar a normalidade e o caminho do desenvolvimento”, afirma. Ele também é professor de Formulação e Avaliação de Políticas Públicas no Ibmec-DF (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais no Distrito Federal) e na Enap (Escola Nacional de Administração Pública).

Sampaio, por sua vez, ressalta a importância da segurança das pessoas nas cidades, abordando também urbanismo e democracia. “Os espaços públicos devem ser projetados e utilizados segundo um plano de desenvolvimento integrado da cidade, baseado em evidências relevantes, no conhecimento técnico e no diálogo com os usuários e os afetados pelo desenho urbano resultante”, avalia

Os próximos debates online também terão participação de especialistas e pesquisadores de cada um dos grandes temas tratados na revista. Os vídeos dos encontros virtuais ficarão disponíveis no site da FAP e nas páginas da fundação e da Tema Editorial no Facebook.

Ficha técnica

Título: A reinvenção das cidades – Revista Política Democrática edição 55
Número de páginas: 282
Projeto gráfico e diagramação: Rosivan Pereira
Revisão textual: Mariana Ribeiro
Preço versão impressa: R$ 45,00
Publicação: Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e Tema Editorial

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