Conheça a trajetória do Partido Comunista do Brasil, fundado há 100 anos

PCB atuou na ilegalidade em boa parte de sua existência e defendeu frente contra o imperialismo americano
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

1922

PCB (Partido Comunista do Brasil) é fundado em 25 de março em Niterói, durante encontro com representantes de organizações de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em junho, o partido é fechado pelo presidente Epitácio Pessoa e passa a atuar na ilegalidade.

1927

De janeiro a agosto, o PCB volta à legalidade e busca ampliar sua inserção no movimento operário e no meio sindical. A direção do PCB questiona “posições sectárias” do partido e advoga a ampliação de suas alianças. Astrojildo Pereira, cofundador e secretário-geral, vai à Bolívia para tentar uma aproximação com Luís Carlos Prestes, exilado no país depois da Coluna Prestes.

O líder comunista Luís Carlos Prestes (de barba), entre membros da Coluna Prestes em 1927 – Folhapress

1934

Prestes é aceito como membro do PCB.

1935

Intentona Comunista, revolta armada com o objetivo de instalar um governo revolucionário liderado por Prestes, eclode em 23 de novembro em Natal e, em seguida, em Recife e no Rio de Janeiro. O levante é reprimido pelas forças de segurança. Getúlio Vargas explora o medo do comunismo como justificativa para ampliar seus poderes, pavimentando o caminho que levaria ao Estado Novo.

1945

PCB volta à legalidade com o fim da ditadura.

1947

Registro do partido é suspenso pelo TSE, sob a acusação de o PCB ser um partido internacional comandado por Moscou que insufla da luta de classes.

1958

Documento, que ficou conhecido como Declaração de Março, sintetiza a nova posição do partido, em defesa de uma revolução democrático-burguesa. PCB passa a sustentar uma solução pacífica para a revolução brasileira, com a formação de uma frente única contra o imperialismo americano, e a adesão ao nacionalismo, que preconizava uma aliança dos comunistas com a burguesia nacional para fortalecer o desenvolvimento autônomo do país.

1961

Conferência decide mudar o nome do PCB para Partido Comunista Brasileiro, com o intuito de afastar a vinculação com a União Soviética e facilitar o registro no TSE.

Bandeiras do PCdoB em comício de Fernando Henrique na Praça da República, em São Paulo, em 1985 – Fábio M. Salles – 85/Folhapress

1962

Em fevereiro, uma dissidência liderada por João Amazonas, Maurício Grabois (considerados stalinistas no interior do PCB e afastados da sua comissão executiva anos antes) e Pedro Pomar cria o PCdoB que, com uma nova sigla, adota o nome original do PCB. O novo partido adota linha maoísta –a China de Mao Tsé Tung havia rompido com a União Soviética.

1965

Reunião do Comitê Central expõe a cisão entre um grupo majoritário, liderado por Prestes, que defende a luta institucional contra a ditadura, e um grupo minoritário que apregoa a luta armada.

1992

Congresso realizado em São Paulo declara a extinção do PCB, na esteira da dissolução da URSS e do fechamento do Partido Comunista da União Soviética. Ao fim da reunião, o PPS (atual Cidadania) é fundado. Alguns membros, como Oscar Niemeyer, não aceitam a decisão e recorrem à Justiça.

Fonte: Folha de S. Paulo
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/03/conheca-a-trajetoria-do-partido-comunista-do-brasil-fundado-ha-100-anos.shtml

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