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Última atualização: 26/2/2004 |
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| Nome: |
| Luís Carlos Prestes |
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| Codinome/Nome de Guerra: |
| PRESTES |
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| Cidade: |
| Porto Alegre/RS |
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| Biografia: |
| Membro do PCB. Nasce a 3de janeiro de 1898 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho de Antônio Pereira Prestes, oficial positivista, e, Leocádia Felizardo Prestes. Secretário Geral do Partido de 1943-1980. Como toda família humilde, após a morte prematura do pai, segue a carreira militar. Entra aos 11 anos para o Colégio Militar e em 1919 conclui o curso da Escola Militar do Realengo, recebendo o grau de engenheiro militar. Serve a Companhia Ferroviária aquartelada em Deodoro, subúrbio do Rio. Depois nomeado instrutor de armas de engenharia da Escola Militar do Realengo. Atacado por tifo assiste da cama o levante dos “18 do Forte” em 1922, de cujos preparativos participara, segundo alguns biógrafos. É enviado para Santo Ângelo (RS) onde serve até final de 1923, como subcomandante e posto de capitão. Decide solicitar baixa. De 29 de outubro de 1924 a 3 de fevereiro de 1927 percorre o Brasil na grande marcha conhecida como Coluna Prestes-Miguel Costa, que se opõe ao governo. Após o 1o de maio de 1929, violentamente reprimido pela polícia, o CCE indica os delegados à 1a Conferência Latino-americana dos Partidos Comunistas, que se realiza em junho, em Buenos Aires, Argentina, com o objetivo de apreciar a situação dos PCs latino-americanos face às resoluções do VI Congresso da IC. São indicados Mário Grazini, Danton Jobim e Leôncio Basbaum. Ali Basbaum deveria procurar Prestes e convidá-lo a participar das eleições presidenciais de 1930, na tática da aliança de classes. Levava-se uma credencial de Maurício de Lacerda, irmão de Paulo e Fernando, não comunista, e de certo modo representante civil de Prestes no Brasil. Na primeira conversa entre Prestes e Basbaum, representando o Partido, ficou estabelecido que o PCB apresentaria ao Cavaleiro da Esperança um programa com os pontos mínimos. Indicou-se os seguintes: nacionalização da terra e divisão dos latifúndios; nacionalização das empresas industriais e bancárias imperialistas; abolição das dívidas externas; liberdade de organização e de imprensa; direito de greve; legalidade para o PCB; jornada de 8 horas, lei de férias, aumento de salários e outras melhorias para os trabalhadores. A contraproposta de Prestes: voto secreto; alfabetização; justiça; liberdade de imprensa e organização; melhorias para os operários. As concepções do grupo prestista e do PCB sobre o processo eram muito distintos. Através de Codovilla, secretário geral do PC Argentino, Basbaum deixa muito material do movimento comunista para Prestes. A 1a Conferencia teve êxito enquanto organização dos PCs a nível regional, mas do ponto de vista político houve problemas. Alguns países tinham realidades diferenciadas entre si, impossibilitando estratégias únicas. De volta ao Rio ainda em 1929 houveram duas reuniões do CCE para discutir o Relatório da 1a Conferência Latino-americana dos PCs e contato com Prestes. Basbaum defende a não aproximação com Prestes, mas face às teses da “terceira explosão revolucionária” aprovada no III Congresso, sua posição é minoritária, e mantém-se o contato com Prestes. Em 29 de maio de 1930 divulga um manifesto de adesão ao comunismo e de repúdio à Aliança Liberal que considera “simples luta entre as oligarquias dominantes”. Em 1931 cria a Liga de Ação Revolucionária , de duvidosa e efêmera atuação. Em setembro de 1934 Miranda, com passaporte n. 3805 em nome de Adalberto Andrade Fernandes, viaja para a Europa chefiando a delegação brasileira para a reunião do VII Congresso da IC. Faziam parte da delegação Miranda, Lauro Reginaldo da Rocha (Bangu), Caetano Machado (Alencar), Elias Reinaldo da Silva (Souza ou André) e Valdevino de Oliveira (Marques, Divino, Loureiro ou Barbosa), viajando com credenciais da BSA assinadas por Jan Jolles (Alonso) e Adelino Deícola dos Santos (Wilson ou Tampinha), este último secretário interino do Partido. Tendo sido adiada o VII Congresso para julho-agosto de 1935 aproveita-se a presença dos delegados para uma conferência que ficou conhecida como III Conferência dos Partidos Comunistas Latino-americanos. Os delegados foram sabatinados por dirigentes do Komintern, entre os quais: Manuilski, Prestes (agora membro do Comitê da Internacional), Kuusinen, Guralski e Sinani. Foram solicitadas informações gerais e muitas de caráter específico como a questão sindical. Havia grande preocupação em que setores do trabalho o Partido tinha penetração e como atuava, inclusive em relação aos “sindicatos oficiais”. Em seu Relatório ao Komintern elaborado em Moscou datado de 30 de novembro de 1934 Miranda relata que o Partido tinha em junho deste ano 3 mil membros ativos e 2250 células, das quais cerca de metade em indústrias. Relata que não há alguém que se preocupe em estudar os quadros, o que dificulta o conhecimento de agentes policiais infiltrados. Em 5 de dezembro deste ano Boris Kraevski faz uma longa palestra ao dirigentes brasileiros sobre infiltração policial e segurança partidária. Prestam informações sobre o PCB Caetano Machado, Elias Reinaldo da Silva e Valdevino de Oliveira, que relatam casos de infiltração. Em 11 de março de 1935 Miranda publica um artigo na A Classe Operária defendendo a tese da formação das “Repúblicas Soviéticas do Brasil”, o que contraria a orientação da IC da formação das frentes populares. As mesmas teses são reapresentadas em 10 de abril deste ano. A IC através de Manuilski, Dimitrov e Piatniski, a Comissão Política do Komintern, reage enviando a Miranda um documento de orientação dando como palavra de ordem “todo poder à ANL”. Prestes, Ghioldi e Ewert recebem no Rio a mesma orientação, convocando para uma reunião os dirigentes do PCB – Miranda, Honório de Freitas Guimarães (Martins) e Lauro Reginaldo da Rocha (Bangu) para deliberarem sobre a nova estratégia. Em maio de 1935 o Pleno do PCB delibera o abandono da linha de sovietes no nordeste e bloco antiintervencionista no Sul-Sudeste em prol das palavras de ordem de governo popular nacional revolucionário com Prestes à frente e todo poder a ANL. Ainda em maio de 1935 o CC resolve criar o Comitê Revolucionário Militar composto por Miranda, Prestes e o Tenente Paulo Carrion, codinome “Pavel”. Em 26 de junho de 1935 o jornal O Globo e a 28 deste mesmo mês o Jornal do Brasil publicam denúncias de uma provável conspiração comunista patrocinada pelo Komintern apresentando como provas cartas de Prestes e Miranda enviadas a Silo Meireles no Pernambuco. A 12 de julho a ANL é fechada pelo governo e Ewert informa imediatamente os fatos a Manuilski. O jornal A Manhã ligado ao PCB e à ANL denunciam a ingerência do serviço secreto inglês – o Intelligence Service. O Komintern envia telegrama em 31 de julho dando instruções para garantir a segurança de Prestes e Miranda. No Pleno de 30 e 31 de julho o CC aprova as orientações vindas de Prestes e Ewert de “levante nacional”. O Komintern ainda em agosto manifesta-se no sentido da manutenção da proposta original e a imediata transferência de Prestes e Miranda para o Nordeste. Em outubro de 1935 reúne-se no aparelho da Haddock Lobo o Comitê Revolucionário Militar com as presenças de Miranda, Prestes, Honório de Freitas Guimarães (Martins) e o tenente Paulo Carrion, ocasião em que Prestes dá ordens ao setor civil para a insurreição, que o CC aprovará alguns dias depois. Em 21 de novembro deste ano os 28 membros do CC reúnem-se no bairro de Jacarepaguá no Rio: um dos objetivos avaliar as condições para a insurreição. Miranda e Martins reúnem-se separadamente com as delegações dos Estados repassando a ordem de que a insurreição seria dirigida do Rio, tendo-se passado os códigos de rádio para comunicação. Prestes esteve ausente desta reunião. Consta que Elza e Miranda resistiram incialmente à tortura, o que teria permitido a desativação de boa parte da estrutura do Partido e a fuga de muitos dirigentes. Elza procura o irmão de Silo Meireles, Francisco Meireles, que havia sido expulso do Partido como trotskista. Dizia que havia sido solta em razão de sua pouca idade. Miranda também enviou uma carta ao médico Barbosa de Mello pedindo ajuda a Elza. Francisco Meireles lhe deu abrigo, mas o médico se recusou a fazê-lo, comunicando o fato aos dirigentes. Ao mesmo tempo corriam rumores sobre o comportamento de Miranda na polícia. Elza comete uma inconfidência a Barbosa de Mello acusando Ewert de ter levado à prisão de Miranda. Inteirado do assunto Martins escreve a Prestes. Por sugestão de Prestes, Martins e a direção retiram Elza da casa de Francisco Meireles e a levam para o aparelho de Adelino Deícola dos Santos, o Tampinha, num subúrbio de Deodoro. Cria-se um clima de constantes acusações mútuas. Miranda acusa Jonny de Graaf de agente infiltrado. Graaf acusava Miranda de ter fraquejado na polícia. Martins faz um relatório a Prestes e envia todos os bilhetes de Miranda que estavam em seu poder. Foi sugerido que Prestes elaborasse um questionário para se interrogar Elza. Como Stuchevski morava, então, no aparelho com Prestes, este pediu ao agente especializado que colaborasse nessa montagem da sabatina, traduzido para o português por Prestes. Aplicado os questionários as dúvidas permaneceram. A eliminação de Elza foi uma articulação entre Prestes e os membros do Partido – Honório de Freitas Guimarães (Martins), Lauro Reginaldo da Rocha (Bangu), Adelino Deícola dos Santos (Tampinha), Eduardo Ribeiro Xavier (Abóbora) e José Lago Morales, que ao que parece teria refutado a idéia e se afastado da discussão. Martins em seu depoimento em Moscou alega que a ordem de eliminação de Elza teria partido de Prestes. Em seu depoimento Stuchevski admite que a eliminação de Elza era inevitável. Acaba sendo assassinada no dia 2 de março de 1936 no aparelho de Tampinha em Deodoro. Segundo consta Martins comandou a execução que foi realizada por Francisco Natividade Lira, o Cabeção, por estrangulamento, sendo enterrada no mesmo local. No dia 3 de março Prestes pede a Martins que devolva a correspondência trocada entre eles sobre o caso Elza. Martins devolve-as, mas Prestes guarda entre seus papéis que são capturados pela polícia quando é preso no Méier em 5 de março de 1936, quando toda história veio à tona. Em 1937 o Komintern encarrega Blagoeva para investigar os acontecimentos de 1935. Refugiado em Moscou, Eduardo Ribeiro Xavier, o Abóbora, é o segundo a relatar o assassinato de Elza, e acrescenta o assassinato no final de 1934 do estudante Tobias Warschavski, imputado pelo PCB à polícia. Em 1940 após terem sido todos presos, relataram o fato com detalhes e participaram da reconstituição e exumação do corpo de Elza. Em 22 de abril de 1945 realizou-se no Rio, com a presença de Prestes, uma Plenária, semilegal, onde foi confirmada a linha política de união nacional contra o fascismo, fez-se autocrítica do apoio incondicional a Vargas, tirou-se uma linha para o trabalho sindical e de organização do Partido. Giocondo Dias e João Falcão, do CR da Bahia, foram convidados por Diógenes de Arruda Câmara para integrarem junto com o Ex-cabo David Capistrano da Costa, Trifino Corrêa, Maria Barata e Francisca Moura, a segurança de Prestes que iria fazer o primeiro discurso público no estádio do Vasco da Gama, no Rio. Prestes estava em casa de Leôncio Basbaum. No dia 15 de julho de 1945 participa ao lado do poeta Pablo Neruda e do líder comunista argentino Rodolfo Ghioldi do famoso comício no Estádio do Pacaembu. O PCB elege para a Constituinte de 1945, numa curta campanha eleitoral, um senador e quatorze deputados federais, bancada composta por: Luís Carlos Prestes, senador, DF, 157.397 votos; João Amazonas, DF, 18.379 votos; Maurício Grabois, DF, 15.243 votos; Joaquim Batista Neto, DF, 14.177 votos; José Maria Crispim, SP, 36.657 votos; Osvaldo Pacheco da Silva, SP, 18.420 votos; Jorge Amado, SP, 15.315 votos; Milton Cayres de Brito, SP, 10.595 votos, 1o suplente (que assume a vaga deixada por renúncia forçada do ferroviário Mário Scott, SP, 13.570 votos) ; Gregório Bezerra, PE, 14.341 votos; Agostinho Dias de Oliveira, PE, 5.160 votos; Alcedo Coutinho, PE, 2.917 votos; Claudino José da Silva, RJ, 11.291 votos; Alcides Sabença, RJ, 6.403 votos; Carlos Marighela, BA, 5.188 votos, e Abílio Fernandes, RS, 5.947 votos. Prestes ainda se elege deputado federal pelo Distrito Federal com 27.664 votos, pelo Pernambuco com 9.270 votos e Rio Grande do Sul com 11.849 votos. Em junho de 1946 acontece a III Conferência Nacional, realizada no Rio, onde é eleito o novo CC: Luís Carlos Prestes, Diógenes de Arruda Câmara, João Amazonas, Pedro Carvalho Braga, Celso Cabral, Milton Cayres de Brito, Moisés Vinhas, David Capistrano da Costa, José Maria Crispim, Giocondo Dias, Agostinho Dias de Oliveira, José Francisco de Oliveira, Francisco Gomes, Maurício Grabois, Lindolfo Hill, Sérgio Holmos, Carlos Marighela, José Martins, João Massena, Estocel de Moraes, Mautílio Muraro, Pedro Pomar, João Sanches Segura, Amarílio Vasconcelos, Agliberto de Azevedo, Abílio Fernandes, Lourival Vilar Costa, Domingos Marques e Jorge Herlein. Sendo suplentes: Armênio Guedes, Osvaldo Pacheco, Astrogildo Pereira, Orestes Timbaúva, Jover Telles, Fernando Lacerda, Otávio Brandão, Álvaro Ventura, Hermes de Cayres, Fernando Sant’Anna, Claudino José da Silva, José Carlos Cavalcanti, Clóvis de Oliveira, Walkírio de Freitas e José Marinho Vasconcelos. No dia 31 de agosto de 1946 os estudantes do Distrito Federal fazem um protesto contra a carestia e os exploradores do povo, que acaba em distúrbios, sendo reprimida pela polícia do famigerado delegado Pereira Lira. Os comunistas são acusados destes distúrbios. Milton Cayres faz da tribuna da Assembléia grave denúncia de perseguição, invasão de domicílio e prisão de líderes comunistas citando: a invasão das casas do senador Prestes; do deputado Maurício Grabois; do deputado João Amazonas; do deputado Carlos Marighela, onde muita gente foi presa; a sede do Comitê Central e as sedes distritais do PCB; as prisões do capitão Agildo Barata, Hélio Valcaver (Presidente do Sindicato dos Advogados), Tenente Dinarco Reis, jornalista Almir Neves, Tenente Humberto Baena Moraes Rego, Expedito Lemos, Álvaro Moreira, sendo alvejado Amarílio Vasconcelos quando tentava evadir-se, o cerco em suas próprias casas do deputado Pedro Pomar e do suplente de deputado Trifino Correia. A Comissão Executiva decreta ainda em 1948 o isolamento absoluto de Prestes que só poderia comunicar-se com Diógenes de Arruda Câmara, João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar. É transferido para um aparelho em São Paulo sob os cuidados de João Amazonas e depois em 1949 por Giocondo Dias. O aparelho de Prestes em São Paulo era ao lado do Ibirapuera e cuidavam da casa Sislândia e Severino Teodoro de Melo. Logo em seguida arrumam outro aparelho no Jabaquara, cuidado pela jovem Altamira Rodrigues Sobral, condinome Maria, filha do velho militante da Bahia João Rodrigues Sobral, que veio a ser depois companheira de Prestes. Os primeiros 5 anos da década de 1950 são marcados pelo predomínio de uma visão sectarista expressa no Manifesto de Agosto de 1950. Nele se propugna a criação de uma Frente Democrática de Libertação Nacional, voto em branco nas eleições de 1950, oposição cerrada contra Getúlio visto como agente do imperialismo. O Partido reduz sua presença no conjunto da sociedade. Não se torna mais diminuto face às campanhas pela paz, contra a ameaça atômica e na luta nacionalista pelo O Petróleo é Nosso, que ainda o mantém relativamente mobilizado. O suicídio de Getúlio foi um grande impacto nacional. Por ter feito oposição sistemática ao governo o PCB sofreu as conseqüências de seu sectarismo. O IV Congresso que se realiza de 7 a 11 de novembro de 1954 em São Paulo pouco altera a linha política definida no Manifesto de Agosto. A Declaração Sindical de 1952, porém, já iniciava uma certa flexibilidade, lançando a palavra de ordem de frente política na atuação sindical. Em São Paulo o aparelho de Prestes é mudado sete vezes. Nas eleições de 3 de outubro de1955 o Partido apoia Juscelino e Jango em troca da legalização. Defendia no pleito cinco pontos: liberdades democráticas e legalidade para o PCB; política externa de paz; melhores condições de vida para os trabalhadores e, defesa de uma política nacional do petróleo e minérios. Diante da ameaça de golpe contra a posse de Juscelino o PCB sai a campo na defesa da legalidade. Em fevereiro de 1956 é realizado o XX Congresso do PCUS quando Kruschov faz as denúncias dos crimes de Stalin e o culto à personalidade. Diógenes de Arruda Câmara representa o PCB neste Congresso e, ao invés de retornar imediatamente ao Brasil vai para a China e só retorna após 5 meses. O efeito destas denúncias e a falta de informações foi profundamente grave para o Partido. Em agosto se realiza uma reunião do CC. As críticas a Prestes, Marighela, Amazonas, e principalmente Arruda são duras, mas a crítica ao Partido em sua totalidade ficou proibida. No final de setembro deste ano reúne-se novamente em São Paulo o CC, agora ampliado. As críticas mais duras vinham do grupo renovador tendo como um dos seus porta vozes Agildo Barata. Em outubro os intelectuais do Partido forçam o debate quando Aydano do Couto Ferraz abre Voz Operária e a Imprensa Popular para o debate, em particular o artigo de João Batista de Lima e Silva, que responde a uma carta de um leitor. A iniciativa é respaldada pelas seções de agitprop, pela JC, vários dirigentes nacionais, os CR de São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará. A direção publica um documento autocrítico Projeto de Resolução sobre o XX Congresso. As mudanças na linha política e na direção são inevitáveis. No início de 1957 transfere-se de São Paulo para o Rio, acompanhado de Giocondo Dias, sendo encarregado do transporte de ambos Marco Antônio Coelho que dirigia o aparelho de Jacarepaguá. Nessa época, ainda em 1957, a Comissão Executiva estava empenhada na elaboração de uma nova linha política embalada pelas notícias da unidade dos partidos comunistas no mundo como resultado da conferencia dos PCs em dezembro do ano anterior. As duas questões fundamentais eram: reformular a estratégia política e mudar significativamente a composição da Comissão Executiva, sem essa mudança não haveria uma real autocrítica. Na elaboração de uma nova estratégia envolveram-se: Mário Alves, Armênio Guedes, Jacob Gorender, Alberto Passos Guimarães, Giocondo Dias e Luís Carlos Prestes. “Prestes terminou aceitando as opiniões em favor de um aggiornamento da política do Partido”. Na Comissão Executiva só Carlos Marighela foi a favor, enquanto que João Amazonas, Maurício Grabois e Diógenes de Arruda Câmara resistiam às mudanças. Diante do impasse levou-se o assunto ao plenário do Comitê Central. Realiza-se em agosto de 1957. Sua resolução mais importante substituir na Comissão Executiva Diógenes de Arruda Câmara, Maurício Grabois, João Amazonas e Sérgio Holmos por Giocondo Dias, Mário Alves, Ramiro Lucchesi e Calil Chade. De dezembro de 1957 a fevereiro de 1958 uma Comissão coordenada por Giocondo Dias e composta por Mário Alves, Jacob Gorender, Armênio Guedes, Dinarco Reis, Orestes Timbaúba e Alberto Passos Guimarães elaboram um projeto de resolução analisando os efeitos do XX Congresso do PCUS e a recente luta interna no Partido, comissão que se reunia secretamente, inclusive do CC. Em março de 1958, no Rio, na reunião do Comitê Central o anteprojeto de resolução da comissão indicada pelo CC foi considerada insatisfatória. Prestes apresenta o texto alternativo elaborado por Mário Alves, Jacob Gorender, Armênio Guedes, Dinarco Reis, Orestes Timbaúba e Alberto Passos Guimarães, a comissão secreta. Posto a votação foi aprovada contra o voto de João Amazonas e Maurício Grabois, abstendo-se Sérgio Holmos e Calil Chade. Texto que veio a ser conhecido como “Declaração de Março”. Outra Comissão composta por Moisés Vinhas, Jover Telles, Sérgio Holmos, Leivas Otero e Francisco Gomes elaboraram documento sobre o sistema de culto à personalidade no PCB, texto que não foi considerado. Ainda em 1958 o juiz José Epaminondas Monjardim Filho, do Rio, revoga a prisão preventiva contra Prestes. Concede em seguida entrevista na casa do advogado comunista Sinval Palmeira e passa a viver legalmente, depois de 10 anos de clandestinidade. Em setembro de 1960 realiza-se o V Congresso, no Rio, sob uma legalidade de fato. Realizou-se com ampla liberdade de discussão e representação de todos os Estados. Não reelege para o CC alguns destacados dirigentes como Diógenes de Arruda Câmara, João Amazonas, Maurício Grabois e Orlando Piotto, ligados ao grupo conservador. Representando este grupo permanecem Pedro Pomar e Sérgio Holmos, reeleitos e, os suplentes Ângelo Arroyo, Carlos Danielli e outros. A Comissão Executiva ficou composta por Prestes, Giocondo Dias, Mário Alves, Orlando Bonfim, Ramiro Lucchesi, Carlos Marighela e Geraldo Rodrigues dos Santos. Sendo aprovado a mudança do nome do partido de PCdoB para PCB. A linha política central era o da garantia da democracia e o avanço das reformas no campo democrático, consolidando as teses da Declaração de Março. Na campanha presidencial o PCB acaba por apoiar o general Lott e Jango. Nas eleições de 1962 o PCB consegue bom desempenho eleitoral: os deputados federais Marco Antônio Tavares Coelho, pela Guanabara; Adão Pereira Nunes e Demistócledes Batista, no Rio pela coligação PSD-PST e, Fernando Sant’Anna reeleito pelo PTB da Bahia. Na Guanabara os estaduais Hércules Corrêa, pelo PTB, João Massena de Melo e Sinval Palmeira pelo PST. Em São Paulo são eleitos Geraldo Rodrigues dos Santos, o mais votado do Estado e Rio Branco Paranhos, não chegam ser diplomados por serem comunistas. O mesmo ocorre com os deputados estaduais eleitos em São Paulo Mário Schenberg, Luís Tenório de Lima, Luciano Lepera e Osvaldo Lourenço. Na Conferência Nacional de dezembro de 1962 surgem duras críticas à direção do CC, acusado de direitista. São suas maiores expressões: Carlos Marighela, Mário Alves e Jover Telles. Crescia tanto na Comissão Executiva como no CC posições mais esquerdizantes quanto aos rumos do governo Jango. No governo Goulart Prestes e Giocondo Dias passaram a ter contatos pessoais com o Presidente. Esses contatos ficaram mais fortes quando Santiago Dantas é nomeado ministro. Essa ligação foi feita pelo Deputado Marco Antônio Coelho. Giocondo, quando Prestes estava fora, manteve contatos mais freqüentes com os políticos ligados ao Presidente, entre os quais Santiago Dantas (PTB), Antônio Balbino Carvalho (PSD) e Tancredo Neves (PSD). Em 1963 Goulart propôs a decretação de estado de sítio a pretexto das pressões políticas à direita, Lacerda, e à esquerda, o movimento sindical e de massas. O CC foi contra. O PCB defendia a Frente Única Democrática. A Frente Ampla dividiu o CC: de um lado à direita as posições de Prestes e Giocondo que defendiam a Frente com Jango na articulação de Santiago Dantas, e à esquerda as posições de Carlos Marighela e Mário Alves, que acusavam a posição de Prestes de capitulacionista, defendiam a Frente com Brizola. A maioria do CC fica com Prestes. Giocondo e Dinarco Reis conseguem reunir o CC no mês de maio de 1965, em São Paulo, onde estavam Prestes e outros dirigentes. Ficaram evidentes duas posições. O grupo liderado por Marighela sustentava as posições do documento de 1964 Esquema para Discussão, propondo inclusive a resistência armada à ditadura, apoiado por Jover Telles, Apolônio de Carvalho, Jacob Gorender e Mário Alves, este já preso. A outra posição defendia a tese da busca de uma frente ampla contra a ditadura sendo apoiada por Prestes, Giocondo, Jaime Miranda, Orlando Bonfim Jr., Dinarco Reis, Walter Ribeiro, Francisco Gomes, Moisés Vinhas e Zuleika Alembert. Vence a posição de Prestes. Nessa Plenária do CC reformula parcialmente a Comissão Executiva. Mário Alves é substituído por Jaime Miranda. Ramiro Lucchesi fica na suplência, junto com Walter Ribeiro e Teodoro Melo. Itair José Veloso é eleito para o Secretariado junto com Prestes, Giocondo Dias e Jaime Miranda. Carlos Marighela é mantido na Comissão Executiva. Os dissidentes são enviados aos Estados: Carlos Marighela para São Paulo, Mário Alves para Minas Gerais, Jacob Gorender para o Rio Grande do Sul, Jover Telles para a Guanabara e Apolônio de Carvalho para o Rio. Reedita-se a Voz Operária em substituição ao Novos Rumos, ficando sua direção a cargo de Orlando Bonfim, Hiram de Lima Pereira e Fragmon Carlos Borges. Os dissidentes enviados para os Estados ao invés de fazerem autocrítica acabam por conquistar novos adeptos nos CE. Ainda em 1966 Prestes publica na revista clandestina Tema do Partido em São Paulo opondo-se às teses de Moisés Vinhas, Moacir Longo, Odon Pereira e outros. Já em 1966 Marighela é eleito secretário geral do CE de São Paulo. Em dezembro desse ano demite-se da Comissão Executiva ficando só com a secretaria em São Paulo. Em abril de 1967 o CE de São Paulo reunido em Campinas, liderado por Marighela, derrota o CC de Prestes com 33 delegados em 37 do total. O mesmo ocorre no Rio e Rio Grande do Sul. Em junho deste ano Marighela viaja para Cuba no encontro da Organização Latino Americana de Solidariedade – OLAS, contrariando decisão do CC. Marighela ao voltar de Cuba organiza o Agrupamento Comunista de São Paulo, ao lado de Rolando Fratti, Raphael Martinelli, Adolfo Costa Pinto, Joaquim Câmara Ferreira, Osvaldo Lourenço e outros dissidentes. Em 1966/1967 participa da comissão ad hoc para elaboração dos documentos para o VI Congresso. Participaram dessa comissão: Luís Carlos Prestes, Marco Antônio Coelho, Armênio Guedes, Renato Guimarães e João Luís Araújo. Armênio ressalta que com a ditadura há uma mudança de qualidade no regime político, o que determinava uma nova política para o PCB. Há uma clara divergência entre Prestes e Armênio. Ao final Prestes, Renato Guimarães e Marco Antônio Coelho sintetizam o texto final. Em dezembro de 1967 realiza-se o VI Congresso do PCB, em São Paulo, aparelho organizado por Salomão Malina e Dinarco Reis. Deliberou-se que não participariam no Congresso as lideranças que defendiam a luta armada: Marighela, Mário Alves, Jover Telles, Joaquim Câmara Ferreira, Apolônio de Carvalho, Jacob Gorender e Miguel Batista dos Santos. Elege-se o novo Comitê Central, constituído por 32 titulares e 24 suplentes. Titulares: Luís Carlos Prestes, Orlando Bonfim, Walter Ribeiro, Giocondo Dias, Zuleika Alembert, Teodoro Melo, Moisés Vinhas, David Capistrano da Costa, Antônio Chamorro, Marco Antônio Coelho, Élson Costa, Jaime Miranda, José Francisco, Francisco Gomes, Antônio Ribeiro Granja, Ramiro Lucchesi, Geraldo Rodrigues dos Santos, Ivan Ramos Ribeiro, Luís Inácio Maranhão, Salomão Malina, Renato Mota, João Massena Melo, Osvaldo Pacheco, Dinarco Reis, Orestes Timbaúba, Luís Tenório de Lima, Agliberto Azevedo, Armando Ziller, Adalberto Silva, Aristeu Nogueira Campos, Sebastião Vitorino e Almir Neves. Suplentes: Itair José Veloso, Fued Saad, Nestor Veras, Armênio Guedes, Roberto Morena, Humberto Lopes, Dimas Perrin, Isnard Teixeira, Sérgio Holmos, Moacir Longo, Givaldo Siqueira, Hiram de Lima Pereira, Mário Schenberg, Carlos Avelino, José Salles, Artur Mendes, Oto Santos, Octacílio Gomes, Renato Guimarães, Jarbas Holanda, Teodoro Chercov, Vulpiano Cavalcanti, Paulo Santana e Júlio Teixeira. A Comissão Executiva ficou composta por: Luís Carlos Prestes, Giocondo Dias, Orlando Bonfim, Jaime Miranda, Zuleika Alembert, Dinarco Reis e Geraldo Rodrigues dos Santos, como efetivos, e, Ramiro Lucchesi, Walter Ribeiro e Marco Antônio Coelho como suplentes. O Secretariado ficou composto por: Giocondo Dias, Jaime Miranda, José Salles, Fernando Cristiano e Itair José Veloso. Após o golpe o partido defende uma linha pacífica de resistência lançando as palavras de ordem: apoio à Frente Ampla e nela um programa de redemocratização; retorno ao estado de direito; anistia; eleições livres e diretas. No campo sindical investe na luta contra o arrocho salarial e auxilia na formação do Movimento Intersindical Antiarrocho – MIT. Contribui para a realização do Congresso Nacional dos Trabalhadores da Indústria – CNTI. Busca ao mesmo tempo ampliar suas relações com o setor intelectual. O Partido se prepara para as eleições de 1970 atuando na legenda do MDB. Foi uma grande decepção tendo sido eleito somente Alberto Goldman, deputado estadual por São Paulo. Em março de 1971 Hércules Corrêa procura o Secretário Giocondo Dias para relatar informações de que o delegado Paulo Boncristiano, encarregado dos assaltos, havia se reunido com empresários em São Paulo e que havia sido estabelecida a estratégia de eliminar as principais lideranças comunistas, entre elas Prestes. Urgia retirar Prestes do país. Prestes resistiu à idéia. Foi derrotado e um terço do CC foi enviado para o exterior, inclusive Prestes. Permaneceriam no exterior: David Capistrano e Roberto Morena, em Praga, o primeiro como representante da Revista Internacional e o segundo na Federação Sindical Mundial; Armando Ziller e Agliberto Vieira de Azevedo, em Buenos Aires e Paris, como apoios para os militantes em trânsito; Luís Tenório Lima fazia o Curso no Instituto de Ciências Sociais de Moscou; Zuleika Alembert, em tratamento médico, indo posteriormente encontrar com Armênio Guedes no Chile. Cinco do CC viajaram entre eles Prestes e Dinarco Reis, este ultimo responsável pelo trabalho de fronteira. Prestes é acompanhado por dois experientes quadros: o médico Fued Saad e Adauto Oliveira. O CC decide por proposta de Giocondo que o Secretariado seria renovado por eleição a cada 2 anos aprovando-se as seguintes deliberações: o PCB deve buscar entendimento com todas as forças contrárias ao regime; dar especial atenção ao movimento sindical; empenhar-se pelo fortalecimento dos sindicatos rurais e associações camponesas; contribuir para reativar o movimento estudantil; deve buscar um frente única com a corrente progressista católica; dar ênfase no fortalecimento da estrutura partidária. Membro da Comissão de Relações Exteriores do Partido na década de 1970. Faziam parte da Comissão: Prestes, Fued Saad, Adauto de Oliveira e Aloísio Santos Filho. Sob controle direto de Prestes havia também nesta década de 1970 uma Seção de Negócios dais quais faziam parte Prestes, Marco Antônio Coelho, tesoureiro do PCB, Humberto Lucena Lopes e Fernando Pereira Cristiano, cujo objetivo era intermediar negócios com a URSS e outros países socialistas, sendo que parte destes negócios ficava para as finanças do Partido. Em janeiro de 1976 é realizada a 1a reunião do CC no exterior. A nova Comissão Executiva era composta por: Prestes, José Salles, Armênio Guedes e Giocondo Dias. O Secretariado ficara integrado por: Prestes, Severino Teodoro de Mello, Anita Leocádia e Marly Vianna, as duas ultimas por proposta de Prestes. Armênio propõe o nome de Gregório Bezerra que foi vetado por Prestes. Posto a votos a maioria indicou Gregório e Prestes retirando seu veto. Foram aprovadas duas resoluções: que o objetivo final era a tomada do poder pelo proletariado e a instalação da ditadura de classe. Afastava-se assim do VI Congresso. Ademais ficou subtendido que o Partido estava liquidado e que diante do fato de que a ditadura fascista iria prolongar muito tempo, não era viável a reorganização do Partido nos próximos anos. Surge no seio do CC uma tendência liquidacionista que negava a linha adotada no V Congresso, considerada de direita. Entre os signatários de tal posição encontrava-se Prestes. Sentia que era responsabilizado pelas quedas do CC. Em setembro de 1976 Lourdes chega em Marselha e, em dezembro faz uma cirurgia, mas sofreu uma embolia e veio a falecer. A segunda reunião do CC foi a 25 de março de 1977, dia do aniversário do Partido, contando com: Agliberto de Souza Azevedo, Almir Neves, Anita Leocádia Prestes, Armando Ziller, Armênio Guedes, Dinarco Reis, Gregório Bezerra, Hércules Corrêa, José Salles, Luís Tenório de Lima, Marly Vianna, Orestes Timbaúba, Salomão Malina, Severino Teodoro de Mello e Zuleika Alembert. Lindolfo Silva e Régis Fratti estavam ausente mas foram cooptados para o organismo. Orestes Timbaúba foi porta voz do grupo que achava que as quedas do Partido eram fruto de um erro de avaliação de Giocondo. Fez sua defesa Hércules Corrêa. Nada se decidiu sobre isso. Depois de longo debate aprovou-se uma resolução que avaliava os avanços das forças democráticas no Brasil e o reconhecimento da frente antifascista como alternativa para derrotar a ditadura, em contraposição às teses de luta imediata pelo socialismo defendidas por Prestes, Salles, Anita Leocádia e Marly Vianna. Em dezembro de 1977 é convocada em Budapeste nova reunião do CC no exterior. Por proposta de Prestes foi criada ma comissão para estabelecer relações orgânicas com o Partido no Brasil, que ficou composta por: Prestes, Anita Leocádia Prestes, Marly Vianna, Régis Fratti, Almir Neves e Giocondo Dias. Um dos objetivos era formar quadros altamente qualificados no exterior para formar um novo Partido. Em 16 de maio de 1978 o CC voltou a se reunir, em Praga, Thecoeslováquia. Uma das resoluções foi participar ativamente da campanha eleitoral de 1978, posição defendida por Giocondo e outros, contra as análises do grupo de Prestes. Na mesma reunião presta-se homenagem a Cristiano Cordeiro, tendo o Partido reconhecido seus erros em relação ao fundador do PCB, reintegrando-o a seus quadros, de onde havia sido expulso em 1947. As lutas democráticas avançam no país e nas eleições de 1978 o PCB elege pela legenda do MDB 6 deputados federais: Roberto Freire (PE), Alberto Goldman (SP), Modesto da Silveira (RJ), Marcelo Cerqueira (RJ), Jackson Barreto (SE) e Eloar Guazzelli (RS), chamada pela imprensa como Esquerda Ortodoxa. Em 3 de janeiro de 1979 é convocada nova reunião do CC em Praga. Um dos motivos da convocatória foi o atrito entre Prestes e José Salles na recém criada Secretaria Adjunta. Prestes pede a dissolução dessa secretaria e a expulsão de Salles do CC. Em verdade Prestes usava da tática de direção paralela, por cima do CC, operando com Salles, Marly Vianna e Anita Leocádia Prestes. A proposta de Prestes foi derrotada no CC. Na eleição que se procedeu para renovar a Comissão Executiva Prestes é reeleito, mas Salles, Marly Vianna e Anita Leocádia Prestes são afastados. Uma derrota para Prestes, que é mantido na Secretaria Geral. Em 30 de agosto de 1979 é votada a anistia parcial aos exilados e condenados. Retorna do exílio em 20 de outubro de 1979 sendo recebido por 10 mil pessoas no Aeroporto do Rio. Em 30 de agosto de 1979 é votada a anistia parcial aos exilados e condenados. O CC reúne-se e decide pelo retorno gradual dos militantes, sendo a primeira leva: Gregório Bezerra, Hércules Corrêa, Luís Tenório de Lima e Lindolfo Silva, desembarcados no Galeão a 29 de setembro de 1979.Retorna do exílio em 1979. Giocondo assume gradativamente a função de Secretário na medida em que Prestes se recusa a participar das reuniões do CC. Reúnem-se na Guanabara os membros do secretariado clandestino para avaliar as divergências no CC: Giocondo, Geraldo Rodrigues dos Santos, Amaro Valentim e Lourival Vilar, num sítio em Caxias de propriedade do comunista Campos. Prestes articulava-se por fora do Partido. A influente Comissão Estadual de Reorganização do PCB de São Paulo envia carta a Prestes pedindo que retome as atividades partidárias. Em 1o de abril de 1980 Prestes escreve Carta aos Comunistas, criticando as resoluções do VI Congresso, considera oportunista a Frente Ampla Democrática e propõe a criação de uma Frente das Esquerdas. Em 30 de abril de 1980 o PCB lança seu novo jornal A Voz da Unidade num grande festa pública em São Paulo. A 12 de maio deste ano o CC se reúne e considera o cargo de Secretário Geral vago, indicando para preenchê-lo Giocondo Dias. A Comissão Executiva passa a ser integrada por: Giocondo Dias, Givaldo Siqueira, Salomão Malina, Severino Teodoro de Mello e Luís Tenório de Lima. Nessa ocasião Gregório Bezerra por divergência com a linha do Partido pede desligamento do CC até o próximo Congresso. Morreu no Rio no dia 7 de março de 1990, com 92 anos. |
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| Ref. Bibliográficas: |
Coelho, Marco Antônio. Herança de um sonho, pg. 293, 322. Falcão, João. Giocondo Dias, pg. 13, 20, 22, 39, 40, 41, 41n, 47, 55, 60, 65, 84, 85, 87, 116, 118, 122, 123, 124, 129, 130, 132, 133, 134, 136, 138, 139, 142, 143, 159, 163, 164, 168, 177-182n, 184-187, 190, 195-198, 201, 204, 205, 207, 211, 215, 216, 221, 226, 227, 228, 230, 232, 234, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 253, 266, 268, 269, 287, 288, 289, 290, 291, 293, 296, 297, 299, 301, 310, 312, 313, 326, 327, 328, 338, 345, 346, 347, 350, 354, 355, 356, 360, 361, 362, 364, 366, 367, 368, 388. Alves Filho, Ivan. Giocondo Dias, pg. 10, 11, 15, 18, 20, 22, 32, 33, 35, 38-40, 42, 43, 50,51, 54, 56, 61, 64-69. Basbaum Leôncio. Uma vida em seis tempos, pg. 180, 184-199, 201, 206, 207, 208, 234. |
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