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A Terra Queima - Baseado em poema de João Cabral de Mello Neto, Duas das Festas da Morte. (Rio de Janeiro-Brasil, 1984)

O Nordeste é uma questão nacional em muitos sentidos. Não foi o clima que produziu o Nordeste como problema, mas os senhores donos da terra, gente de carne e osso que vive no chão e não nas nuvens. Nenhuma fatalidade obrigou o Nordeste a trabalhar a cana-de-açucar, a plantar o algodão, a criar o gado, mas os mesmos senhores da terra. O Nodeste não inventou o trabalho escravo, nem a exploração do trabalho das mulheres e das crianças, nem os imensos latifúndios. Foram os senhores donos da terra que para cá vieram e cá ficaram. O fato de não chover não produz miséria, assim como o fato de chover não produz riqueza. São os homens concretos. Por isso milhões de nordestinos ficaram sem trabalhar; assim se produziu a migração. Antes que o sol queimasse as costas dos imigrantes, queimou-se o fogo da concentração da terra.


Cabra Marcado Para Morrer (Rio de Janeiro - Brasil, 1964)

História de um filme interrompido e dos que participaram dele como atores. O filme era uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Interrompido em 64 e recomeçado 17 anos depois, o novo filme recolheu os depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens. A história das Ligas Camponesas de Galiléia e de Sapé e a vida de João Pedro através das palavras de sua viúva, Elizabeth Teixeira, que conta sua odisséia pessoal nesses 20 anos, assim como a de seus filhos, separados dela desde dezembro de 1964.


Caldeirão de Santa Cruz do Deserto (Ceará - Brasil, 1986)

Conta a história da comunidade de Caldeirão que desenvolveu-se em moldes socialistas sob a orientação do beato José Lourenço e foi destruída pela polícia cearense no ano de 1936, o que ocasionou a morte de mais de 2000 camponeses. O filme é histórico em dois sentidos: primeiro, trata-se de documentário contendo depoimentos e imagens inéditos sobre os trágicos episódios que culminaram com a destruição da comunidade liderada pelo beato José Lourenço; segundo, é uma produção cearense, com 80% de recursos humanos e financeiros do Ceará. É um filme que marca o encontro do povo cearense com a sua memória, durante tantas décadas amordaçada, e marca também a consolidação do estado como novo e importante centro de produção cinematográfica no Nordeste. Sem o "ranço" do documentário tradicional, misturando realidade com elementos ficcionais, não se prende apenas ao passado. Muitos acontecimentos presentes ofereceram imagens que redimensionaram historicamente a narrativa. Além de todo o material iconográfico (fotos de época, desenhos, manchetes de jornais etc.), também lança mão do imenso e vigoroso "corpus" da cultura popular nordestina. Nele, os artistas populares, os romeiros, os camponeses sem-terra narram a história. Quem fala do "Caldeirão" é o boi de fitas armado por Pedro Boca Rica, é a poesia de Patativa do Assaré, são os brincantes do Boi Lua Branca, Guerreiro de Dona Margarida; é a banda de pífaros dos Irmãos Anicetos, são os ex-votos de imburana e a romeirada inumerável do Padrinho Cícero. São os bonecos de Maria das Dores Bernardo, filha de Ciça do Barro Cru. Em barro, ela modelou mais de 500 bonecos e cenas coletivas, refazendo toda a epopéia do Caldeirão. Estes são os elementos culturais, presentes e vivos, que ajudam a conduzir o elo narrativo, que constroem as metáforas das resistências, que se fazem símbolos concretos e expressão da vida e luta do povo nordestino.


Cora, Doce Coralina (Brasília DF-Brasil, 1986)

Cora Coralina, poetisa goiana de 96 anos, é descrita em crônica por Carlos Drummond de Andrade; vamos localizá-la em sua casa na cidade de Goiás, onde permanece ativa e participante apesar da idade. Declama sua cidade, seus becos, seus personagens. As crenças e cenas do dia-a-dia. Ama a vida e as pessoas. Cora morre em 1985 mas renasce simbolicamente afirmando em versos que "Estou vivendo o melhor tempo da minha vida."


Coronel Delmiro Golveia (Rio de Janeiro/São Paulo - Brasil , 1978)

Em fins do século passado, no Recife, Delmiro Golveia, rico comerciante e exportador, sofre perseguições políticas por suas idéias. Falido e perseguido pela polícia do Estado, Delmiro Golveia refugia-se no sertão, sob a proteção do coronel Ulisses, levando consigo uma enteada do governador. No sertão, Delmiro reinicia suas atividade de exportador de couros e monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica de uma usina que constrói na cachoeira de Paulo Afonso. A Grande Guerra de 1914, impedindo a chegada dos produtos ingleses à América do Sul, garante a Delmiro a conquista do mercado. Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos do mercado, enviam emissários para negociar. Delmiro nega-se a vender a fábrica ou associar-se. É assassinado em outubro de 1917. Anos mais tarde, em 1929, a fábrica é adquirida pelos ingleses, desmontada e suas peças lançadas nas corredeiras de Paulo Afonso.


De Pernambuco Falando Para o Mundo (Rio de Janeiro - Brasil, 1982)

Na época das eleições de 1982, a retomada do movimento sindical rural pernambucano, interrompido pelo movimento de 1964. Com uma retrospectiva do do golpe através de fotos e depoimentos dos líderes pernambucanos Gregório Bezerra - a quem o filme é dedicado - Francisco Julião e Miguel Arrais.


Deus e o Diabo Na Terra do Sol (Rio de Janeiro - Brasil, 1963)

Os camponeses Manoel e Rosa viviam no sertão, trabalhando com as próprias mãos. Por causa de um desentendimento com o dono da terra, provocado pela divisão das cabeças de gado, Manoel mata o patrão e tem de fugir. Com a esposa, vai refugiar-se junto ao negro Sebastião, líder messiânico que lidera uma comunidade de deserdados no Monte Santo. Apesar da oposição de Rosa, Manoel torna-se fiel seguidor de Sebastião, cumprindo todas as penitências por ele impostas. A rebeldia de Rosa é considerada coisa do Diabo, para purificá-la é necessário o sacrifício de uma criança inocente. Durante a cerimônia, Rosa consegue assassinar Sebastião, libertando Manoel. Isto coincide com a ofensiva armada contra o Monte Santo, liderada por Antônio das Mortes, matador profissional contratado pelos fazendeiros prejudicados pelos saques dos fanáticos às suas fazendas. Manoel e Rosa vagueiam pelo sertão até encontrarem os cangaceiros do bando de Corisco, foragidos depois do assassinato do chefe de Lampião. Unem-se ao grupo, até que este é igualmente arrasado por Antônio das Mortes. Manoel e Rosa escapam, só lhes restando agora enfrentar o próprio destino.


Dinheiro Invisível (Rio de Janeiro-Brasil, 1988)

A economia é o tema mais popular nos últimos anos, superando o futebol e dominando as esquinas. Hoje todos entendem de economia. Sem se deter na fórmula de documentário e valendo-se da linguagem de filme de ficção discute-se, com humor, a economia subterrânea em que vive boa parte da população brasileira: com o jogo, a sonegação e a evasão fiscal. Analizamos os efeitos do controle estatal que, criando leis e buroracia, impede o surgimento de novas idéias e oportunidade em todos os campos da sociedade, mantendo o velho regime de dominação. Personagens misturam-se com personalidades: Amaury Temporal, o economista Carlos Lessa, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o deputado César Maia discutem a questão. Chega-se à conclusão que cerca de 45 bilhões de dólares circulam no Brasil, sem registro.


Em Cima da Terra, Embaixo do Céu (Rio de Janeiro - Brasil, 1982)

Nas favelas do Rio de Janeiro e nas regiões periféricas de Curitiba, Paraná, a câmara acompanha o esforço dos grupamentos mais pobres da população para criar soluções espontâneas de habitação. Estas soluções, diferentes daquelas adotadas pelos órgãos encarregados da política habitacional, são explicadas por seus próprios idealizadores, demonstrando que nem sempre é preciso muito capital para alimentar o sonho da casa própria.


Fogo Morto - Inspirado em obra homônima de José Lins do Rego (blá, 1976)
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