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A Cor do Seu Destino (Rio de Janeiro-Brasil, 1986)

Paulo é um adolescente próximo a completar sua maioridade. Vive a vida com muita energia: estuda, namora Helena, tem sua turma de amigos, curte o rock e a praia. Mas é para a pintura e o desenho que mais canaliza sua vitalidade. Ele não pode ver uma superfície branca que começa a rabiscar imagens e formas nas mais diversas cores. Suas pinturas falam de seus sentimentos, desejos, ansiedades, e também de sua história. Nascido no Chile, filho de mãe brasileira, Laura e pai chileno, Victor, Paulo veio para o Brasil aos 6 anos de idade, após a morte do irmão mais velho, num incidente político no Chile. Após 12 anos no Brasil, seu passado, temporariamente esquecido, vem à tona ao saber que sua prima Patrícia, uma jovem de sua idade da qual não se lembra, fora presa numa manifestação de rua contra o regime chileno. Subitamente, se vê envolvido pelas notícias que que vêm do país que deixara para trás há tantos anos, um Chile conturbado onde as pessoas convivem com a violência e o terror. Revive intensamente em sonhos e visões, o último ano que vivera naquela terra tão distante, da qual só distingue cordilheiras e a neve, e uma casa, e a tragédia que o fez sair de lá. Cresce de forma sufocante as lembranças do irmão, cujo retrato desenha de várias formas, na tentativa de recuperá-lo, de torná-lo presente. Paulo descobre também que sua namorada Helena mantém um relacionamento com Marcos, professor de sua escola, o que o deixa ainda mais confuso. A chegada de Patrícia ao Brasil após ser libertada, para passar uns meses com os tios, enquanto a situação no Chile se esfria - na tentativa de Paulo de juntar em sua cabeça esses dois mundos tão díspares. Apesar de diferentes, os primos se entendem imediatamente e juntos planejam retornar ao Chile. Ele quer descobrir afinal, quem ele é, quais são suas raízes. Quer crescer e sente que para isso precisa se livrar de seus fantasmas e aceitar as perdas impostas pela vida. Seu plano é frustrado por seus pais, que se recusam a dar-lhe as passagens, preocupados com as conseqüências de sua volta. Paulo se sente só. Nem mesmo as pinturas lhe trazem conforto. Num momento de abandono, chega a destruí-las, tentando apagar as imagens do seu passado e do seu presente. Mas é justamente através do uso das cores, sua verdadeira linguagem e única arma que Paulo, num ato de coragem e desespero, conseguirá expressar todo o sentimento de revolta, podendo, mais livre, iniciar uma nova etapa em sua vida. A partir de então, seus fantasmas já não são mais fantasmas; são lembranças. Finalmente, ele sente que já pode seguir em frente.


A Hora e a Vez de Augusto Matraga - Baseado no romance homônimo de João Guimarães Rosa (São Paulo - Brasil, 1965)

Augusto Matraga é um fazendeiro violento. Atraiçoado pela esposa e emboscado por seus inimigos, acaba massacrado a pauladas e dado como morto. Salvo por um casal de negros amigos, enfrenta longo período de incapacidade física. Por influência do casal, Matraga volta-se para uma religiosidade há muito esquecida, convencendo-se que está pagando os erros cometidos. Começa assim uma longa penitência. Com o tempo suas forças voltam, mas ele só se apercebe disso quando conhece seu joãozinho Bem-Bem, famoso chefe de jagunços, que reconhece nele o homem violento. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o desejo de vingança. Nesse conflito vive até o instante em que surge sua hora e vez de lutar, brigar e expandir sua violência em nome de se sua fé e de sua valentia.


A Luta do Povo (São Paulo - Brasil, 1980)

Sobre o movimento operário em São Paulo, entre 1978 e 1980. O 1º de maio de 1979. O enterro do operário Santo Dias da Silva. O encontro promovido pela APS onde duas mil pessoas discutiram a questão da saúde.


Avaeté, Semente da Vingança (Rio de Janeiro - Brasil, 1985)

Encenação de uma ocorrência verídica: o extermínio de uma tribo indígena comandado pelo empresário de uma firma agropecuária na região centro-oeste do País; o apoio de um cozinheiro arrependido a um menor sobrevivente do massacre e o desejo de revanche deste, mesclando seus anseios de vingança ao choque cultural por que passa em sua adolescência e juventude, sobretudo quando chega à metrópole São Paulo.


Baile Perfumado (Pernambuco - Brasil, 1996)

Cinebiografia do jovem mascate e fotógrafo libanês, Benjamin Abrahão, figura alegre, desinibida e cheia de lábia, homem de confiança e de "marketing" do Padre Cícero Romão Batista até o dia da morte do religioso, quando resolve partir de Juazeiro em busca de recursos para realizar seu velho sonho: filmar Lampião e seu bando. Para tanto, recorre a pessoas influentes, especialmente um coronel amigo do cangaceiro. Passa a fazer retratos das pessoas certas para conseguir as informações que o levam a Lampião. Começa a rodar seu filme e vai apresentando pouco a pouco as características do bando, que, às vezes, dança ao redor de uma rabeca, embriagado de uísque e banhado em loção francesa, ao som da canção Baile perfumado nas matas do sertão. Com tato, é revelado um Lampião vaidoso, bem-humorado e violento, porém menos mítico do que comumente é retratado.Terminadas as filmagens, Abrahão não consegue exibir o filme, proibido pelo governo de Getúlio Vargas, e se vê pressionado por credores até o dia em que é barbaramente assassinado. Baile Perfumado utiliza trechos do filme realizado por Abrahão com Lampião e seus cangaceiros na década de 30.


Barra 68 ( (Distrito Federal- Brasil, 2000)

Em três diferentes momentos - mas sempre no bojo da ditadura - a UnB (Universidade de Brasília) foi agredida com a invasão de seu campus por tropas militares. Primeiro, em 1964, logo após o golpe de estado, com forte repercussão em todo o país, e desencadeando acontecimentos que levariam à célebre diáspora de 1965, com a demissão voluntária de mais de 200 professores (entre outros Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Paulo Emílio Salles Gomes), em protesto pelas perseguições de que eram vítimas. Recupera materiais filmados clandestinamente pelo então estudante Hermano Penna e investiga as memórias dos personagens da época. A crise surda que se seguiu emerge incontrolável em 68, com a explosão do movimento estudantil em relação ao assassinato de Édson Luís, no Rio de Janeiro, e inspirado depois pelos acontecimentos de maio, na França. A presença do francês Jean-Pierre Léaud (favorito de Godard e Truffaut) em debate na universidade, com o cineasta Cacá Diegues e dezenas de estudantes, assustou a ditadura militar, uma vez que o ator havia participado meses antes, em maio de 1968, das barricadas que marcaram o movimento por reformas na área de educação na França. Repetidos choques com a polícia dentro e fora da universidade deixaram em Brasília, um trágico saldo à Comunidade: um estudante morto e outro gravemente ferido à bala. O interregno só aconteceu com a promulgação do AI-5 que fechou o Congresso e instalou um regime de força, então sem disfarces. Quase dez anos depois, no limiar da abertura Geisel, Brasília assistiu impotente a mais uma ocupação da UnB por tropas desta vez solicitadas pelo próprio reitor, um capitão de mar-e-guerra. A firme resistência de professores e alunos marcaria para sempre a história da instituição com significativa repercussão na vida da cidade. Essa trajetória é resgatada através da urdidura de depoimentos, casos e histórias mesclados às raras imagens e sons que ficaram e perfazem, de uma época, uma memória imperfeita, mas sempre verdadeira.


Bicho de 7 Cabeças - Baseado no Livro Canto dos Malditos de Austregésilo Carrano (São Paulo - Brassil, 2000)
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Cabra Marcado Para Morrer (Rio de Janeiro - Brasil, 1964)

História de um filme interrompido e dos que participaram dele como atores. O filme era uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Interrompido em 64 e recomeçado 17 anos depois, o novo filme recolheu os depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens. A história das Ligas Camponesas de Galiléia e de Sapé e a vida de João Pedro através das palavras de sua viúva, Elizabeth Teixeira, que conta sua odisséia pessoal nesses 20 anos, assim como a de seus filhos, separados dela desde dezembro de 1964.


Cabra-Cega (São Paulo - Brasil, 2004)
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Caldeirão de Santa Cruz do Deserto (Ceará - Brasil, 1986)

Conta a história da comunidade de Caldeirão que desenvolveu-se em moldes socialistas sob a orientação do beato José Lourenço e foi destruída pela polícia cearense no ano de 1936, o que ocasionou a morte de mais de 2000 camponeses. O filme é histórico em dois sentidos: primeiro, trata-se de documentário contendo depoimentos e imagens inéditos sobre os trágicos episódios que culminaram com a destruição da comunidade liderada pelo beato José Lourenço; segundo, é uma produção cearense, com 80% de recursos humanos e financeiros do Ceará. É um filme que marca o encontro do povo cearense com a sua memória, durante tantas décadas amordaçada, e marca também a consolidação do estado como novo e importante centro de produção cinematográfica no Nordeste. Sem o "ranço" do documentário tradicional, misturando realidade com elementos ficcionais, não se prende apenas ao passado. Muitos acontecimentos presentes ofereceram imagens que redimensionaram historicamente a narrativa. Além de todo o material iconográfico (fotos de época, desenhos, manchetes de jornais etc.), também lança mão do imenso e vigoroso "corpus" da cultura popular nordestina. Nele, os artistas populares, os romeiros, os camponeses sem-terra narram a história. Quem fala do "Caldeirão" é o boi de fitas armado por Pedro Boca Rica, é a poesia de Patativa do Assaré, são os brincantes do Boi Lua Branca, Guerreiro de Dona Margarida; é a banda de pífaros dos Irmãos Anicetos, são os ex-votos de imburana e a romeirada inumerável do Padrinho Cícero. São os bonecos de Maria das Dores Bernardo, filha de Ciça do Barro Cru. Em barro, ela modelou mais de 500 bonecos e cenas coletivas, refazendo toda a epopéia do Caldeirão. Estes são os elementos culturais, presentes e vivos, que ajudam a conduzir o elo narrativo, que constroem as metáforas das resistências, que se fazem símbolos concretos e expressão da vida e luta do povo nordestino.


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