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250 filmes em 500 anos do Brasil

O cinema brasileiro, em sua experiência de mais de um século, perfila-se como luminoso testemunho da diversidade cultural brasileira, nos seus distintos aspectos, no que pesem as conhecidas dificuldades para preservar a nossa memória visual. Temas como os da história propriamente dita, do comportamento social, das questões raciais e da terra, da economia e da luta de classes, das guerras e das grandes personalidades, para citar apenas alguns tópicos, têm sido, voluntárias ou inconscientemente, objetos das cogitações e realizações de nossos cineastas. Com o propósito de oferecer aos interessados um maior conhecimento dessa temática em nosso cinema – sobretudo no que tange aos aspectos sociais e políticos – e fiéis aos objetivos de nossa Fundação de “estudo e reflexão crítica da realidade”, é que apresentamos um referencial de duzentos e cinqüenta títulos, entre curtas, médias e longas-metragens, cobrindo um período que vai de 1910 a 2004. Trata-se, por enquanto, de um projeto-piloto, mas no qual acreditamos estar contido um razoável acervo de subsídios importantes sobre o homem e as suas circunstâncias na sociedade brasileira, por via do acesso a essa parte da filmografia nacional.

Vladimir Carvalho
Presidente da Fundação Astrojildo Pereira

Últimos filmes adicionados:

Independência ou Morte (Blá, 1972)

O Brasil, no começo do século XIX, é parte do Reino Unido de Portugal e Algarves. Com o regresso de D. João VI a Lisboa, permanece no país como Regente do Príncipe D. Pedro de Alcântara, casado com D. Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria. Mas a corte metropolitana, temendo idéias separatistas, passa também a exigir a volta do Príncipe Regente. Se concretizada a medida, o Brasil retrocederia à condição de simples colônia. Organiza-se então a resistência dos brasileiros, liderados por José Bonifácio de Andrada e Silva, ao mesmo tempo em que começa a ganhar corpo a campanha pela independência. Após hesitar entre a obediência à corte de Lisboa e os anseios de libertação da nova pátria, o Príncipe Regente decide permanecer na país. A sete de setembro de 1822, a caminho de São Paulo, lança às margens do riacho Ipiranga o brado Independência ou Morte. A partir desse momento o Brasil está separado de Portugal. D. Pedro é aclamado e coroado primeiro Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil.


Os Inconfidentes - Baseado na História do Brasil, diálogos retirado de O Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meirelles, dos Autos da Devassa e dos versos de Thomaz Antônio Gonzaga, Claúdio Manoel da Costa e Inácio José de Alvarenga Peixoto. (Guanabara/RJ, 1972)

História da conspiração de uma elite social padres, juízes, poetas, militares para libertar o Brasil da opressão portuguesa em fins do século XVIII. Em meio ao grupo um su-oficial, o alferes Joaquim da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, é torturado para confessar sua participação na insurreição contra a Coroa. Os demais envolvidos já o tinham feito, mas todos procurando se isentar da maior responsabilidade: Gonzaga, Alvarenga, Maciel, o coronel e o padre; Cláudio mata-se na prisão. Tiradentes assume a responsabilidade de sua participação. A rainha de Portugal comuta a pena capital a todos, menos a Tiradentes. O enforcamento é encenado diante de um grande público. Seguem-se o esquartejamento e as homenagens contemporâneas ao mártir da Independência.


Imagine (Rio de Janeiro - Brasil, 1992)

Reúne três mini-filmes, clips ecológicos em um: Botafogo: Ontem, Hoje, Imagine Amanhã, sobre os problemas de um bairro de passagem. Ar, Melhor Não Há, sobre a poluição do ar. Os Destinos do Mundo que reflete sobre o que foi decidido na ECO-92 no Rio de Janeiro e o que realmente foi feito.


Igreja dos Oprimidos (Rio de Janeiro - Brasil, 1986)

Durante séculos, Igreja e Poder, Igreja e classes dominantes significaram uma só coisa no Brasil. Nos últimos 30 anos, porém, e sobretudo após o golpe militar de 1964, uma parte expressiva da Igreja Católica brasileira mudou. Rompeu com o pacto histórico com os opressores, começou a enxergar o povo, até aliar-se a ele. O velho discurso de transferir a felicidade para o Reino dos Céus foi subvertido: a vida pode e deve ser vivida bem vivida na Terra mesmo, aqui e agora. De Igreja dos poderosos, parte dessa Igreja: bispos, padres, freiras, leigos transformou-se em Igreja dos Oprimidos. O filme dá voz ao povo. Rodado numa das regiões mais tensas do País a área de Conceição do Araguaia, no sul do Pará onde diariamente se trava violenta luta pela posse da terra, com pistoleiros assassinando posseiros e suas famílias a mando dos latifundiários e de grandes empresas agropecuárias (nacionais e estrangeiras), o filme procura fazer um mergulho na ação da Igreja em meio às lutas do povo: posseiros, pescadores, gente de pé no chão estes são os personagens do filme. O documentário conta várias histórias: da luta dos trabalhadores rurais para recuperar seu sindicato; de D. Mariquinha, viúva de um posseiro assassinado e seu esforço para sobreviver com os seis filhos; de Rosa e o trabalho comunitário no bairro de Olaria; do camponês Pé de Ouro e sua família vivendo na mais extrema miséria; de Oneide, viúva de Gringo, o líder rural assassinado quando disputava em 1980 a presidência do Sindicato de Conceição, do agente pastoral Manoelão, o Pe. Ricardo, coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) na região de Araguaia-Tocantins, que fazem uma pregação transformadora, por uma nova ordem econômica e social, cujo tema condenou o teólogo da libertação, Frei Leonardo Boff, a um ano de silêncio, e que colocou na cadeia em 1981 os padres franceses Aristides Camio e François Gouriou. Numa realidade tão polarizada, em que poucos acumulam tanto, e tantos vivem com tão pouco, não fica difícil entender a virada de 180º da Igreja. É uma realidade tão gritante, que só um cego, que conscientemente não quer ver, não enxerga.


A Hora e a Vez de Augusto Matraga - Baseado no romance homônimo de João Guimarães Rosa (São Paulo - Brasil, 1965)

Augusto Matraga é um fazendeiro violento. Atraiçoado pela esposa e emboscado por seus inimigos, acaba massacrado a pauladas e dado como morto. Salvo por um casal de negros amigos, enfrenta longo período de incapacidade física. Por influência do casal, Matraga volta-se para uma religiosidade há muito esquecida, convencendo-se que está pagando os erros cometidos. Começa assim uma longa penitência. Com o tempo suas forças voltam, mas ele só se apercebe disso quando conhece seu joãozinho Bem-Bem, famoso chefe de jagunços, que reconhece nele o homem violento. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o desejo de vingança. Nesse conflito vive até o instante em que surge sua hora e vez de lutar, brigar e expandir sua violência em nome de se sua fé e de sua valentia.


A Hora da Estrela - Baseado na obra homônima de Clarice Lispector (São Paulo/Rio de Janeiro - Brasil, 1985)
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O Homem de Areia (Sem me Rir Sem Chorar) (Rio de Janeiro - Brasil, 1976/81)

Proclamado patriarca da democracia e fundador do romance social moderno no Brasil, José Américo vive recolhido em seu refúgio de Tambaú, que é como um lugar sagrado para a legião de seus admiradores. Ao mesmo tempo que aparece em um longo passeio pela praia, ele se submete às perguntas de um grupo de jornalistas que, no alpendre de sua casa, buscam trazer de volta os acontecimentos em que esteve envolvido. Jorge Amado chega para uma visita. O autor de A Bagaceira recorda-se da guerra contra Zé Pereira, da morte de João Pessoa, em Recife, dos dias da Revolução da Viação. Conta ainda a Otto Lara Rezende os lances do Golpe de 37, quando foi candidato à Presidência da República. O ano de 1954 registra a célebre entrevista com que derruba o ditador. A década de 50 é triunfal e sofrida no governo da Paraíba e de novo no Ministério. Em 1954, a morte de Getúlio. Em seguida, as imagens mostram o declínio político do patriarca e o retiro em Tambaú. Fecha-se o cerco de perguntas e ele responde com revelações. Morre aos 93 anos, em 1980, e seus funerais são realizados com discreta pompa, numa manhã ensolarada de março.


O Homem da Capa Preta (Rio de Janeiro - Brasil, 1986)

Cinebiografia do polêmico e reacionário político, ex-deputado federal da Baixada Fluminense dos anos 50 e 60, Tenório Cavalcanti. “Eu não tenho medo da morte, eu não tenho medo de viver”. “Não sou fascista, não sou comunista, não sou covarde. Sou Tenório, sou macho”, dizia. No Brasil dos anos 50, um político rompia todo o sistema, quebrava todas as convenções e se impunha como um mito nacional: violento, ambicioso, popular e carismático. Tenório Cavalcanti. Famoso por sua capa preta e armado com uma metralhadora, apelidada de “Lourdinha”, da qual se fazia acompanhar por onde passava, desafiava a corrupção e os poderosos que dominavam o município fluminense de Duque de Caxias e fazia crescer no povo simples, a aura mitológica de sua figura. O filme resgata o panorama político do Rio de Janeiro e a história de um dos personagens mais instigantes da política brasileira. Tenório expandiu por todo o Brasil a sua fama de defensor e justiceiro, tornou-se uma figura quase lendária.


História do Brasil (Cuba/Itália, 1974)

Um afresco de mais de quatrocentos anos de história, utilizando filmes nacionais de ficção e documentários, fotos, e trechos de filmes de Glauber Rocha, numa interpretação dialética e original da vida brasileira, de 1500 até os dias de hoje. - Marcos Medeiros. De 1500 a 1973, dei atenção e valor a todos os seus principais componentes: o econômico, o político, o social. O roteiro foi feito com a bibliografia brasileira especializada e com aquela internacional que pude consultar. Vivi um ano pesquisando. Foi quando me dei conta de que nunca se fez, e por isso não existe, uma versão integrada de todos os aspectos da História do Brasil. Tudo que encontrei foram versões setorizadas, nos livros de Euclides da Cunha, José Veríssimo, Sérgio Buarque de Hollanda, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Fernando Henrique Cardoso e muitos outros. Meu trabalho mais duro foi o de reintegrar e sintetizar o famoso caos brasileiro. Um caos que nunca existiu, foi e é apenas a criação e o fruto da ignorância. Em sete horas de filme procuro fazer uma descrição cronológica, revelando as estruturas determinantes, as raízes dos problemas brasileiros. Claro que não apresentarei a versão definitiva, por culpa, entre outras coisas, da precariedade da documentação existente. Mas não tenho dúvida de que deste filme se poderá partir para um roteiro que dê aos interessados uma compreensão mais exata e científica do Brasil. Usei o mais variado e expressivo material que pude recolher, para compor esta informação visual da História do Brasil. A iconografia, popular e erudita, a fotografia, jornalística ou social, a imagem cinematográfica feita de documentários e ficção: o máximo de imagens produzidas por brasileiros em todos os tempos de nossa História. Toda a forma, qualquer elemento plástico radical ou espontâneo me interessou e serviu, fosse arquitetura ou escultura, linguagem poética ou burocrática, como testemunho ou documento. Sem restrições mentais em relação aos seus criadores. Muito valiosa nesse ano de pesquisa foi a colaboração de Marco Antônio Medeiros. Dele tive uma grande mão. Auxiliou-me e aconselhou-me em todos os momentos da realização do filme. Na fase de pesquisa do material, da seleção e do método de tratar os temas. Com essa experiência, que não hesito em julgar moderna, inovadora, espero dar uma função prática e didática ao cinema que posso fazer. O cinema deixa de ser, para mim, apenas arte. É muito mais do que arte. Mais poderoso. Glauber Rocha, entrevista no Jornal do Brasil 16/01/1973.


A Herança das Idéias (São Paulo - Brasil, 1982)

Revisão da Revolução Constitucionalista de 1932, feito para exibição em TV no dia 9 de julho de 1982, data que marca o cinqüentenário da Revolução. Busca um entendimento histórico envolvente a partir da paixão que o movimento desperta naqueles que participaram dos acontecimentos. Além disso, o filme faz uma leitura histórica da revolução de 32, enfatizando a luta pela Constituição e, assim, contribuindo para o início da luta pela Constituinte brasileira.



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